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quarta-feira, março 11, 2009

os Lelos

os interesses transnacionais reconfortam-os
com umas simpáticas pantufinhas para melhor
resistirem às agruras dos pisos escorregadios

Atrelados ao mesmo trenó, são “cães como nós”. Os “sobe e desce” congratulam-se com o latido do ministro: “se eu não concordar com o caminho (o programa eleitoral do PS, que amiúde é transviado), não me candidato a deputado”. Pois sim, mas se deixar de fazer parte da matilha onde vai o animal dissidente granjear alimento na hora das refeições?. Perde o indivíduo, ganha o grupo (que dispõe da posse do sistema de catering).
Quando um cão avisa o seu adversário pelo seu rosnar pretende desencadear neste a reacção adequada: quer que o visado meta o rabo entre as pernas e fuja a quatro patas. Contudo, o simbolismo desta linguagem não é aplicável a si próprio. Regra geral o cão não tem medo do seu próprio rosnar (excepto se estiver investido nas funções de presidente do canil: “agora vou comer, mas vou fazê-lo de costas”; queriam gozo? ora toma!)
Mas a gramática da troca de sinais própria dos bichos, para os ressentidos do aparelho desconjuntado, equivale à linguagem dos surdos-mudos. O visado insiste em continuar a mijar para as pernas dos eleitores para marcar território.
Cá para mim, observador feito Homem, do que se trata essencialmente é de, mais uma vez, partir em duas a ala esquerda da tripulação, por forma a reconduzir no lugar (e, safa, ainda faltam 2 anos), o mesmo líder da ala direita neoconservadora; o tal que não ladra mas morde (pela calada da Nato)
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terça-feira, março 10, 2009

a familia Zedu globaliza-se

"Ferreira Leite promete lutar contra os investimentos públicos"
"O presidente angolano chega a Lisboa tendo como missão principal a fundação de um banco de parceria entre a Caixa Geral de Depósitos e a Sonangol com a finalidade de financiar grandes obras". O braço económico do governo de José Eduardo dos Santos continua a adquirir posições accionistas relevantes em empresas nacionais. Diário Económico 10.3

"Negócios e Amizade" na primeira visita de Estado de Eduardo dos Santos a Portugal. De facto só por pura hipocrisia se pode invocar os "direitos humanos" para explicar quaisquer divergências a nivel ideológico entre os governos dos dois paises. Cavaco Silva deu em tempo oportuno uma ajuda nos comícios do MPLA, o que consolidou o regime (com a oculta intermediação da providencial ajuda militar da aviação de Israel); e Durão Barroso participou depois (2006) em festas de casamento da familia do presidente monopolista da miséria angolana

* Tráfico de influências económicas
(ver gráfico ampliado)
* a familia Soares fica claramente a perder
(ler)
* "é um festim Neocolonial"
(Francisco Louçã)
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a cavaqueira do Medina Carreira

"meus caros meninos! estive a ouvir atentamente
o meu ex-ministro das Finanças e creio
que esta é outra das mesmas histórias de sempre:
quem vai pagar os juros, mais uma vez, são vocês"

algumas previsiveis intenções e equívocos, seguidas das imprecisões sacanas do ex-ministro: o discurso deste homem coincide hoje exactamente com aquilo que as forças radicais, diabolizadas como sendo de "extrema-esquerda" andam a dizer desde o advento do triunfo do neoconservadorismo bushista há 8 anos. Medina Carreira, depois da cavaquização do Partido de J.Sócrates (por via da "eleição do directório à americana") advoga agora veladamente a "sarkozização" do Cavaco. Essa espécie de manequim imperialista demodée que se exibe na montra da Presidência encenada há 3 anos, primeiro serviu-se do "eu não me conformo com esta situação" (2005) para caçar os votos do senso comum (ou, dito de outro modo, ao "estúpido colectivo") e agora dirige-se estoicamente aos perplexos excluídos de dedo em riste carpindo-se (frontalidade disseram eles) que "eu não tenho solução" (óbvio, "nem Jesus Cristo teria soluções").

O "spinner" Medina é mais puta que os bordéis partidários de que se queixa todos juntos
, e nós, os do zé-povinho, estamos ardilosamente enfiados num beco sem saída. Se as eleições fossem hoje "provavelmente não iria votar" diz Medina; e uma abstenção em grande escala serviria a Cavaco para tomar as rédeas de um governo autoritário de iniciativa presidencial (uma espécie de salazar salvador das finanças da pátria, reloaded); e quem, ainda assim achar que o homem é maluco e tencione na mesma votar, vota maioritariamente nos mesmos dois partidos e clientelas que arrastaram o país para a presente situação (o pagamento de juros "que não se sabe bem para onde vão"). Cavaco e o big game dos falcões do Pentágono, Sócrates&Ferreira Leite ou outros quaisquer avatares da alternância. Isto é, uma garantia de que tudo pode mudar mantendo os mesmos figurantes sem que nada mude (cumpre-se o princípio de Don Fabrizio de Salina), ou como diria o Octávio Machado: "vocês sabem muito bem do que é que eu estou a falar"!

para quem não viu, aqui fica: o Crespo e o Crispado



ps. uma curiosidade no gráfico do PIB exibido que não é mencionada por Medina Carreira (diz concretamente "não percebo bem porquê"(...) é a súbita subida do valor na década de 1920: ficou a dever-se aos investimentos internacionais (empréstimos que pagam juros) para a reconstrução da Europa depois da 1ª Grande Guerra. Nem depois à súbita queda no final década de 1930 para 1940 (diz Medina: "talvez fosse a guerra civil espanhola, não sei" (1) - na verdade a queda ficou a dever-se à crise que se seguiu à Grande Depressão iniciada em 1929 e da qual só se saiu pelos investimentos industriais militares na 2ª Grande Guerra.

(1) ver Jacques Sapir: "Ignorantes ou Falsários?"
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segunda-feira, março 09, 2009

Dia Internacional da Mulher (II)

Depois do marido ter sido morto, a família de Atoor tentou vendê-la para um bordel situado em Bagdad.”Nunca pensei que uma coisa destas me iria acontecer” diz “Hinda”, mas este não é o seu nome verdadeiro. “A minha mãe costumava ameaçar-me. De facto ela vendeu as minhas irmãs, mas depois arrependeu-se. E eu pensava que ela gostava de mim”

Este submundo abrange todos os lugares à mercê de proxenetas profissionalizados, que percorrem infatigavelmente todo um país de mães e familias empobrecidas em busca de jovens filhas adolescentes para as inserirem num mercado em que aos 20 anos já se pensa serem demasiado velhas para se obter um bom preço. As vítimas mais jovens, geralmente a partir dos 11 a 12 anos, podem chegar a ser vendidas por verbas entre os 30 a 2 mil dólares. “Vender e comprar raparigas no Iraque é absolutamente igual ao comércio de gado. É corrente vermos mães a discutir com esta espécie de agentes o melhor preço para as suas filhas”. Excepto na Zona Verde onde a filha do embaixador norte americano estará protegida pelo salário do pai, o suficiente para mandar parir a mãe à borla.

Depois da invasão do Iraque pelas tropas de ocupação em 2003, ninguém sabe ao certo quantas mulheres e crianças foram vendidas com a finalidade de serem transformadas em escravas sexuais; e não existem números oficiais devido à natureza obscura do negócio. Hinda e outras activistas de Bagdad estimam que o número atinja centenas de milhar. Permanecem crimes escondidos e até o departamento governamental criado pelos ocupante para tentar controlar o tráfico de pessoas admite que o governo-títere Iraquiano não tem meios para o fazer. E assim, eis como num país outrora socialmente próspero a condição da Mulher voltou de novo à estaca Zero no combate pelos mais elementares direitos humanos.

baseado no artigo de Rania Abouzeid em Baghdad
“Iraq's Unspeakable Crime: Mothers Pimping Daughters”

"Imaginem só! este tipo pensa que essa foleirice de manipular células estaminais é a única forma de cura para a minha herança".
sou co-presidente por direito, a elite ocidental me julgará: Mission Accomplished!
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domingo, março 08, 2009

Dia Internacional da Mulher

no mesmo ano de 1857, em que Degas pintou a "pedinte romana", começou a luta pela emancipação das Mulheres ,,,
na fase moderna
,

Porém, apenas em 1911 é que um facto ocorrido em New York acabou por lançar definitivamente o Movimento, quando as mulheres não tinham ainda direito de voto em praticamente todo o mundo. No dia 25 de Março desse ano 146 trabalhadoras, mulheres e crianças, das 500 presentes na fábrica de têxteis “Triangle Shirtwaist Company”, propriedade de judeus imigrantes, morreram num incêndio provocado pelas inenarráveis condições de trabalho. Todas ganhavam 1/3 do salário dos homens, por 16 horas de trabalho diário. Para fugir às chamas muitas lançaram-se pelas janelas. Mais de 100 mil pessoas participaram no funeral colectivo. A tragédia ficou conhecida pelo “trágico incêndio do Triângulo” o bairro outrora industrial que hoje se chama Tribeca (abreviatura de Triangle-Below-Canal.Street).

A data de 8 de Março, como dia de luta das Mulheres, surgiu por ocasião da manifestação de operárias em São Petersburgo durante a Revolução de 1917, para reclamar o direito ao sustento e o regresso dos homens da frente de batalha.

"O debate sobre o que querem as mulheres na era Pós-Feminista"

sábado, março 07, 2009

O Mentira Mais Longa

O dia D, o desembarque das tropas americanas na Normandia em 6 de Junho de 1944 está mediaticamente ligado ao principio do fim da guerra, numa perspectiva de vitória americana; embora não fosse bem assim, porque o essencial do esforço de guerra se jogou na frente a oriental da Alemanha perante o avanço dos soldados soviéticos. A intervenção americana no conflito foi fabricada e ficou a dever-se às suas pretensões de hegemonia imperialista. Não houve uma única vítima em território nacional dos EUA. Basta conferir os números de vítimas dos diversos intervenientes para se ver que os factos históricos são irrefutáveis:

Estados Unidos. : 416,800 militares mortos
União Soviética : 10,700,000 militares mortos
Japão: 2,120,000 militares mortos
Alemanha: 5,533,000 militares mortos
China: 3,800,000 militares mortos

No entanto, a fábrica de ilusões de Hollywood concebeu uma das maiores epopeias cinematográficas do pós-guerra para “provar” a bondade da venda pelas armas dos valores americanos; uma obra concebida pelo judeu Darryl E. Zanuck nos estúdios de propriedade judaica Fox- Paramount e Dreamworks (de Steven Spielberg), isto é, uma visão fantástica construída pelos vencedores. “The Longest Day” realizado em 1958 foi recheado por uma autêntica chuva de estrelas de cinema e cenas espectaculares, como a do ataque aéreo nas praias, vitimizando pelo sacrifício “os heróicos defensores morais do Ocidente”
Em 2008 Nick Mollo fez uma “fan edit release” sobre a base original do filme (de 2horas e 48minutos), expurgando-o das cenas de propaganda (tanto a “heroicidade” americana, como a “ferocidade” alemã são cortadas). A partir daí vemos apenas o que sobra: a estreita interpretação das tropas Aliadas numa perspectiva dos jovens soldados enquanto condenados a combater uma guerra de que ignoravam os fundamentos decididos por instâncias superiores manipulando interesses alheios ao povo de onde os combatentes emanam. Vemo-los então apenas como potenciais vítimas, durante apenas um dia (como mais tarde a cena do brutal desembarque em “O Resgate do Soldado Ryan” mostraria). E nesta versão se condensa e é dado a ver apenas aquilo que a um soldado aliado foi dado ver durante o conflito. O vídeo “D-Day The Beginning Of The End” (1Hora 20mins) entretanto desapareceu da Internet pela erradicação do site www.wakeupfromyourslumber.com onde fora publicado. Que aconteceu? Por questionar pressupostos legítimos acerca de Israel, o Departamento de Estado quer fazer malhar o autor do blogue com os ossos na prisão

sexta-feira, março 06, 2009

os Objectivos do Clube Bilderberg

fac-simile do site oficial da Secretária de Estado Clinton:

“os Bilderberg procuram a era do pós nacionalismo: quando deixarmos de ter países, mas sim regiões da Terra rodeadas por valores Universais. Ou seja, uma economia Global, um governo Mundial (seleccionado mais do que eleito) e uma religião universal. Para se assegurarem de que atingem estes objectivos, os Bilderberg concentram-se numa “abordagem mais técnica e menos sensibilização em nome do público em geral”
William Shannon

O principal medo do Clube Bilderberg é a resistência organizada.
Os membros não querem que o povo do mundo descubra o que estão a arquitectar para o futuro do mundo: principalmente, um Governo Mundial Único (uma Empresa Mundial) com um único mercado global, policiado por um único exército mundial, e financeiramente regulado por um único “Banco Mundial” mediante moeda global única.

Segue-se uma lista das intenções dos Bilderberg para alcançarem a sua visão de Um Só Mundo. Pretendem institucionalizar um tipo de Estado Mundial igualitário em que os escravos obedientes serão recompensados e os inconformistas isolados para extermínio. Todos os partidos com assento parlamentar o sabem, directa ou veladamente. Por isso se declaram diligentes colaboracionistas (teoricamente) na concertação e remendagem do sistema, embora na prática nada na realidade aconteça à revelia do processo de intenções em curso. Votar nestas condições é ser utilizado apenas como carne para eleger os grupos elitistas que vão gerir a ignominia e relegar o multiculturismo para meros cenários de folclore local. A lista é desenvolvida no livro de Daniel Estulin (cap.5 pag.61 da edição portuguesa):

• Uma Identidade Única Internacional
• Controlo Centralizado do Povo
• Sociedade de Crescimento Zero
• Estado de Equilíbrio Perpétuo
• Controlo Centralizado de Toda a Educação
• Controlo Centralizado de Todas as Politicas Externas e Internas
• Poder para a ONU
• Bloco Global Dominado pelo Comércio Ocidental
• Expansão da NATO
• Um Sistema Jurídico Internacional Único
• Um Estado Providência Global do tipo Social Democrata
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quinta-feira, março 05, 2009

vital

aquele tom de voz exaltado que acabava num conclusivo hunm!; lembram-se dele? pois é; há tiques de formação genética adquiridos no berço ideológico que jamais se perdem; e se no exaltado discurso de aceitação da candidatura de Vital Moreira ao Parlamento Europeu pelo Partido dito socialista se notou a idiossincrasia de Cunhal, isso apenas pode significar uma coisa: que finalmente a almejada "maioria de esquerda" chegou ao mais alto nivel de representatividade da Nação - estes dois, Vital e o P"S" e ainda, mailo casaco de 60 visons da primeira dama, são imprescindíveis para que se saiba qual a contribuição que cada caminhante para a urna eleitoral vai dar para o eterno peditório da pirosa ostentação nacional

os funcionários da nossa burguesia de "economia aberta"
andam chiquérrimos

ps: para quem não seguiu o link lá em cima, repare, ele é sobre isto: "Eurodeputados portugueses passam a ganhar o dobro. No caso dos portugueses, o aumento vai para o dobro do que ganhavam até aqui. De 3815 euros passam para os 7665 brutos. Isto sem esquecer outros subsídios. (DN)
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terça-feira, março 03, 2009

o principio do fim da "União" europeia?

Os paises da Europa do Leste que pertenceram à antiga cortina de ferro (Estónia, Letónia e Lituânia), entraram em crise económica profunda, a começar pelos que aderiram primeiro à União Europeia (e a seguir entrará a Ucrânia, outra nóvel prometida). Passada a euforia inicial, da azáfama de desmontar estátuas e pedir "crédito externo para o desenvolvimento” aos novos parceiros, sobram estradas novinhas em folha, centros comerciais, dividas e juros para pagar. Vinte anos depois da queda do Muro deveria ser ocasião para celebrar. Porém, os problemas agravam-se, e a União Europeia não pode disponibilizar novos créditos (foi esta a mensagem final da reunião sobre o proteccionismo: a rejeição de um pacote de auxilio de 190 biliões de euros), agora quando até na Europa Ocidental esses créditos se tornaram tão difíceis de obter. Já ouvimos isto em qualquer lado. Sócrates ao não acudir à reunião do passado fim de semana em Bruxelas deve ter ficado com as orelhas ao rubro. Afinal “o nosso homem BCE em Lisboa” é um expert em falta de dinheiro para resolver os problemas sociais e em ajudas aos bancos e a investidores que comercializam os circuitos de consumo multinacionais. Conforme muito bem o instrui o governador do Banco Central. Mercados para sacar sim, União não!



"se o Estado ajuda os construtores automóveis através de créditos a taxas preferenciais, não é para estes irem abrir fábricas na Eslovénia ou noutro lado qualquer"
Nicolas Sarkozy

adenda; Il Manifesto: "a União que já não é"

segunda-feira, março 02, 2009

vêm aí "tempos terriveis"

Em função de sete variáveis económicas o LEAP fez uma avaliação geográfica da profundidade da crise, assim como uma previsão das suas quatro sequências: 1. crise financeira, 2. económica, 3. social, e 4. politica – da forma como vão ocorrer em seis grupos de países.

Se bem que as três primeiras etapas são essencialmente comuns a todo o planeta, porque afectam o mesmo sistema mundial resultante de Bretton Woods criado em 1945 e que durou de forma mais ou menos estável até 1989, a quarta fase que está agora a acontecer varia segundo o país e o tipo de impacto que a crise tem sobre eles. O primeiro choque foi comum , porém as respostas e os caminhos a partir de agora serão diferentes. Constituem por outro lado o processo de reorganização do sistema global e prefiguram os novos equilíbrios que se vão estabelecer durante a próxima década.

No último semestre deste ano iniciar-se-á “a quinta fase da crise sistémica: a fase da desarticulação geopolítica global, que afectará irremediavelmente os quatro actores geoestratégicos principais do planeta: Estados Unidos, União Europeia, China e Rússia, pelo que as populações em geral destes “jogadores” sociopolíticos devem estar prontas a enfrentar tempos terríveis (sic), ou como se diz no “Resistir”, assistiremos à “fragmentação acelerada dos interesses dos principais actores do sistema global e dos grandes conjuntos mundiais”; tempos durante os quais amplos segmentos da nossa sociedade serão modificados, desaparecerão temporariamente, ou se extinguirão de forma permanente”

O relatório nº 32 do GEAB, publicado em 17 de Fevereiro de 2009, está disponível em
http://www.leap2020.eu/

o GEAB é conhecido pela análise certeira das situações que analisa: a seguir ao Verão de 2008 anunciou de imediato que a crise era sistémica, e não apenas derivada do colapso do imobiliário; que todos os políticos juravam a pés juntos se devia ao desmoronamento das acções "subprimes" americanas. Sócrates dizia então que ela não nos afectaria (j`amé); mas agora é a crise gobal que lhe serve de desculpa para se livrar da culpa da crise nacional com a qual estávamos já a braços desde 2001 (inaugurada com Durão Barroso, Paulo Portas, Ferreira Leite e Bagão Félix)
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domingo, março 01, 2009

o Congresso da meia dose de Polvo

o ex-ministro do ambiente José Sócrates (2002) pelos bons serviços prestados na implementação nos sítios mais incríveis da centrocomercialização do país, foi convidado em 2004 (junto com Santana Lopes) para fazer parte da magna reunião Bilderberg. Um ano depois era 1º ministro. Um dos seus homens de mão, Augusto Santos Silva esteve no Bilderberg em 2006. O irmão do homem forte da SIC, António Costa, o que insultou o Bloco excomungando-o da “esquerda” foi Bilderberger (junto com Rui Rio, Obama e Hillary e os rapazes do costume) em 2008. E quem comentou o Congresso em directo pelo PSD foi Aguiar-Branco outro Bilderberger no mesmo ano que o comissário Santos Silva. Reunião que no ano seguinte contou com a participação de Durão Barroso, todos eles, sempre, sob a égide do senador Francisco Pinto Balsemão, o patrão que dá emprego de relevo ao irmão do ex-ministro e actual presidente da Câmara António Costa. Nota-se alguma crise no Bloco Central?

Em termos políticos de decisão em função dos trabalhadores “no pasa nada”, mas para se vender às massas a ideia que passa, talvez só citando a estética de percepção de Joyce, que para desvendar a essência das coisas recorre “à epifania” (uma aparição, iluminação repentina) que “interrompe o fluir do tempo e, lançando uma luz avassaladora sobre ela, faz com que a realidade se manifeste”. “Não me fôdas” foi a expressão irada com que milhares de pessoas apagaram as televisões mal encaravam com a iluminada efígie do Sócrates ministro irradiando dentro do ecran – celebrando-se deste modo o maior apagão colectivo da chamada democracia portuguesa no passado, sempre o mesmo, mais recente. Estamos às escuras: por onde andará escondida a outra metade do Polvo?
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sábado, fevereiro 28, 2009

Cada terça feira de Carnaval celebra-se em New Orleans a famosa “Mardi Gras” (traduzido do francês “Terça-Feira Gorda”)

É o dia em que as cadeias de televisão (os joões baiões lá do sítio) caem todas na Bourbon Street para exibir bandos de bêbados rascas macaqueando cenas grotescas para aglomerações de gentinha, passiva e macambúzia, que nem sequer são da cidade e foram comercializados a X de bilhete por cabeça. E chamam a isso “divertimento”, e dizem que “isto é New Orleans!”. Similar, outra tradição francesa da "Mardi Gras" na América Latina é a Carnaval do Rio de Janeiro.
Chamar a Bourbon Street “New Orleans” é o mesmo que chamar “ao sistema de tratamento de esgotos” da cidade, um lar. De facto, New Orleans – mesmo depois do falhanço de verbas do Governo Federal para reparar os diques – é uma das últimas Comunidades culturalmente intactas que restam na América.
Se quisermos ver o que a América era antes das grandes Cadeias de Lojas e de Centros Comerciais (e por simbiose a Mealhada, Sines, o Sambódromo ou Loulé), quando sermos vizinhos uns dos outros significava alguma coisa, quando não éramos ainda todos empregados de Corporações com sedes em sítios longínquos, e praticávamos comércio uns com os outros – é uma grande componente de tudo isso que ainda podemos ver em New Orleans. Um grande local para ouvir música genuína, que é o que se faz no vídeo abaixo, gravado durante a “Festa do Jazz” de 2004. A qualidade da transmissão não é coisa digna de “ganhar um óscar” mas é música popular séria, participativa, que junta as pessoas, o que por estas bandas é coisa comum.

(Mais música à escolha no "Jazz on the Tube")

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

um adereço, como o pulido valente

Mika Brzezinski é uma daquelas nova-iorquinas que fizeram a fama prá-frentex da cidade; exerce o alto cargo de locutora de televisão, ou não fosse filha do famoso ex-Conselheiro de Segurança Nacional Zbigniew Brzezinski, o pai da teoria da conquista americana da Ásia Central no tempo do Nobel da Paz Jimmy Carter e agora conselheiro para a campanha de Obama (cuja politica volta a insistir no reforço da guerra contra o Afeganistão). Que é de guerra que se trata há muito que o sabemos; a novidade é que Mika fala dos mais variados temas que versam os interesses dos EUA no exterior com um bébé ao colo (bébé que nem sequer é o dela – foi fornecido pela secção de adereços da produção do telejornal). À atenção da Manuela Moura Guedes.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

The War Room: há um novo inimigo, preparem-se para o pior

Segundo a cadeia de televisão ultraconservadora e militarista Fox News (e já agora, Sionista, porque é propriedade do Lobie Judaico), os Estados Unidos preparam-se para o pior: um colapso generalizado. Existem 4 cenários para uma espécie de “Pearl Harbour financeiro”. Esta expressão consta do primeiro relatório da CIA na era Obama

A “informação” da Fox difundida a semana passada prevê situações que vão desde um ataque asiático contra o dólar (por exemplo, da China, onde Hillary Clinton esteve a semana passada) e o regresso ao nacionalismo anti-americano, até a processos de caos económico nos paises da Europa do Leste, num contexto mundial onde a crise económica se vai converter num “inimigo muito mais perigoso” que o “terrorismo” para a segurança dos EUA.
Transmitido na sexta feira passada, dia 20, o programa “The War Room”, que pode ser traduzido por “Posto de Controlo de Guerra”, conduzido pelo jornalista Glenn Beck destinou-se a avaliar o que aconteceria se ocorresse um “11 de Setembro económico” ("an Economic 9.11”, um ataque coordenado de dois dias de duração contra os EUA) e utilizando metodologia militar de análise e planeamento estratégico aplicando cenários prováveis para eventos de alto impacto, Beck deixou a pergunta sobre como se deverá reagir: “preparando-nos para o pior” e logo recordou a frase chave do ex-senador William J. Fulbright, nos anos 70, os da crise petrolifera, “devemos atrever-nos a pensar o impensável, porque se o impensável chegar a ocorrer, então não haverá tempo para pensar, e as acções que tomarmos tomá-las-emos sem pensar”
Outra fonte que aponta para na mesma direcção foi a comunicação do director dos serviços de informação de Obama, almirante Dennis Blair, perante o Senado na semana passada em tom dramático: “esta nova ameaça e as suas implicações geopolíticas são hoje muito mais graves que o “terrorismo internacional”

Antevendo um 1º cenário previsto pelos analistas Gerald Celente do Instituto de Análise de Tendências e Stephen Moore do Wall Street Journal, autor do livro “O Fim da Prosperidade”, que coloca a acção num longinquo 2014, o índice Dow Jones Industrial cai 2800 pontos; o desemprego supera os 12%; todos os bancos são nacionalizados, o que resta do mercado imobiliário colapsa, o ouro chega a 8000 dólares a onça, começam a circular moedas alternativas; e este truque converte-se em forma de intercâmbio económico generalizado. Ou seja, como previu o analista russo Igor Panarim, vinte anos depois do colapso do capitalismo de Estado da URSS, trata-se agora do colapso financeiro total e da balcanização dos Estados Unidos.

Como consequência, passa-se a um estado de ingovernabilidade e caos social. Os limites de liberdade de opinião e de imprensa livre são reavaliados pelo poder remanescente, atraiçoando os “mandatos que foram recebidos do povo”. Esta análise é do sionista Onkar Ghote do Instituto Ayn Rand que recorda a possibilidade de haver o perigo de se gerar “uma linha oficial de pensamento”, como aquela que antecedeu a entrada dos EUA na 1ª guerra mundial em 1917, quando chegou a haver 150 mil presos politicos cujo único delito foi o de terem manifestado a sua oposição àquela guerra.
O sargento-mor do Exército Tim Strong falou sobre o “Efeito Bubba” que surge nos milicianos quando os combatentes deixam de confiar nos seus comandantes e se reagrupam em células autónomas unidas por interesses e objectivos em comum. Na falta de pagamento generalizado dos salários, estariamos perante a ameaça da constituição de exércitos comandados por carismáticos “senhores da guerra” coordenando civis vizinhos, amigos e familiares. Como aconteceu com as "Unidades Roswell" na Alemanha derrotada em 1918, ou como se ficcionou sobre as comunidades do filme Mad Max.
Michael Sheuer, ex-chefe da “Brigada Bin Laden” da CIA, autor do livro “Marchando até ao Inferno” comenta um estudo realizado pela neoconservadora “Fundação Heritage” que estima que para pagar os gigantescos defíces e salvamentos financeiros em curso, no futuro cada cidadão terá de pagar impostos na ordem dos 80 a 90 por cento de todos os rendimentos auferidos, o que obviamente não acontecerá, porque antes disso ocorrerá uma rebelião generalizada. Sai muito mais barato cada grupo fazer a guerra por conta própria.

Quando o anfitrião da Fox pergunta ao painel de entrevistados o que deverá ser feito para conter tudo isto, tanto Michael Sheuer como Tim Strong respondem dizendo que não crêem que se possa fazer nada (!!!). E nesse momento, Glenn Beck mostra-se realmente alarmado (ao minuto 5.12 deste vídeo) perante as respostas.

(continua amanhã, com os 3º e 4º cenários: Os policias do Mundo contra distúrbios civis generalizados; e o facto da eleição do fascista Netanyahu para 1º ministro de Israel aumentar em 55% a probabilidade da ocorrência a curto prazo de uma guerra que envolva todo o Médio Oriente)

fonte: tradução do programa da Fox-News por Adrian Salbuchi publicada no sitio web http://www.asalbuchi.com.ar
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terça-feira, fevereiro 24, 2009

uma relíquia dos anos 60

Este video foi encontrado nos escombros dos Estúdios Abbey Road e mostra a gravação de um dos temas mais famosos dos Beatles, Get Back (1969). Dizem que a letra, que convida alguém a voltar para o lugar de onde veio, foi escrita por Paul Mc Cartney em "homenagem" à então recém-aparecida Yoko Ono, personagem que estaria na origem da dissolução do grupo.
É uma gravação que pode ser considerada histórica, tanto mais que nela aparecem Billy Preston nas teclas e um puto na assistência, de seu nome Mick Jagger, o futuro lider de uma das mais famosas multinacionais da música popular para consumo de massas.



a partir de agora já existe a hipótese de doutoramento em Beatlelogia
(ver mais)

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Toponomia alfacinha

Prós Nobres a Rua do Duque
inda mais a do Conde Barão
Para quem se quiser confessar
pode ir prá Rua do Capelão

Há a Rua do Poço dos Negros
prós finados de pele cor de breu
também há o Poço dos Mouros
nunca houve foi Poço pra judeu

O Desterro das terras baldias
pra viver retirado era uma mina
E quem ficava a ver navios
tinha o Alto de Santa Catarina

Prós pobres a Rua da Prata
do Ouro prós ricos os valha
Quem quiser sustentar cavalos
Leva-os prá Travessa da Palha

Quem queria sair da cidade
podia ir pelo Arco do Cego
E pra depois voltar a vir
entrava pelas portas do Rego

Pela calçada de Santana
Inda aparece cada marmelo
Sem que se lhe acabe a mama
Que deu o Costa do Castelo
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domingo, fevereiro 22, 2009

George Labica 1930-2009

“a Classe Operária já não existe. Porém cada vez mais ela anda de boca em boca.
o Comunismo é o único contra-veneno, o único antídoto, o único remédio, a única alternativa à sociedade de exploração do capitalismo que nunca teve nem terá rosto humano. Os párias da terra sabem que cada vez são mais, e que cada vez são mais párias. Só os cabrões não estão com eles; e é desse modo a forma como são reconhecidos”
(Démocratie et révolution)

"As visitas de Georges Labica a Portugal em 2004 e 2005 foram ignoradas pela comunicação social com excepção de um pequeno semanário de Beja, o "Alentejo Popular" (site), que o entrevistou"
Miguel Urbano Rodrigues, no Resistir
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sábado, fevereiro 21, 2009

óscares, holocausto, espectáculo e anti-semitismo

Com uma pontualidade cronometrada de forma aleatória (!) somos bombardeados, usando todos os meios à disposição dos fautores da cultura pop, com eventos com ligação à memória do chamado holocausto – sempre reescritos segundo o memso script genérico: a vitimização dos judeus, para que uma pequena minoria deles, fanáticos religiosos, possam continuar a levar a cabo as piores malfeitorias em nome de todos, desde o gueto de Gaza ao controlo da Reserva Federal norte americana.

Como funciona a ficção? Pela repetição; tantas vezes se repete uma invenção que os distraídos, subliminarmente, acabam por aceitá-la como real. Conceito aliás que já vinha ferrado no primeiro livro impresso em Portugal – foi nesta espécie de terra prometida para os filhos da maga mitológica atlante que se deu à estampa o “Pentateuco” o livro do “Deuterónimo” no ano da graça de 1489. Termo que deriva do grego “deutorosis” e que significa “a explicação pela repetição”. Uma técnica sacada da bíblia dos iluminados que sabem exactamente aquilo que deus quer que eles façam, batendo repetitivamente com a cabeça para trás e para a frente contra um muro.

Assim tivemos nestas últimas semanas à laia de rol de casos: o ciclo “nazismo e cultura” no CCB “depois do holocausto perdeu-se a inocência (...) a situação era insustentável” (contradito pela judia Hannah Arendt que se ganhou de amores com o professor alemão Heidegger); os judeus de Salónica, livro de Mark Mazower; Ratzinger e o caso do Bispo negacionista; a entrevista de Zeev Sternhell; “a demência nazi” na Ópera “o Imperador da Atlântida” de Viktor Ullman; o caso do diplomata britânico Rowan Laxton acusado pelo tribunal de “declarações anti-semitas”; a história falsa do sobrevivente Herman Rosenblat (com a verdade me enganas e com a mentira me fazes acreditar); para além dos habituais cromos, o repórter sionista Cymerman e a spinner Esther Mucnik “não há culpados, apenas vítimas” disse ela sobre Gaza; a dançarina Ruah que vai para Hollywood; o filme de Tom Cruise “Valquiria”; e a “obra sobre a culpa da geração do pós-guerra sobre o extermínio e a memória colectiva da Alemanha “o Leitor” onde pontifica a guarda prisional de Auschwitz, Hanna Schmitz aka Kate Winslet, da qual se pode dizer por antecipação dos interesses mediáticos da causa, ganhará o Óscar para a melhor actriz (diz-se desta obra retirada do livro de Bernhard Schilink que “se tornou referência obrigatória dos estudos universitários sobre o Holocausto”.

Por último uma carta de uma leitora de jornal vem repetir (repetir) o efeito fatal: “num inquérito em sete paises europeus 31 por cento dos inquiridos consideraram “os judeus culpados pela crise económica global”, e chama-lhe uma coisa aterradora, “o regresso do anti-semitismo”. Não é. Pela enésima vez, deixem de repetir-se em mentiras, do que se trata é de anti-Sionismo, uma contestação verdadeiramente legítima
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sexta-feira, fevereiro 20, 2009

finalmente

ao abrir o pano para se dar inicio ao Carnaval, o governo PS toma uma posição de esquerda (travestida, como é da tradição neocon)
e logo sobre uma das mais oportunas questões a glosar (que o digam os prisioneiros politicos do Império torturados e mal pagos que fizeram escala em território nacional, entre outros países da UE, com a conivência das autoridades). Como foca o DN sobre os voos da CIA: "o Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que é "irresponsável lançar suspeitas sobre anteriores Governos". Em carta enviada ao Parlamento Europeu, Luís Amado deixa claro que "não há nenhum dado novo" sobre os voos da CIA"

Excepto naquilo que nós em tempo vimos: que Durão Barroso mentiu sobre os motivos (a existência de armas de destruição massiça) que o levaram a aceitar um pacto com um criminoso de triste memória envolvido numa agressão à margem da legalidade a um país ao qual já foram causados cerca de 1 milhão e meio de mortos. E quem mente sobre um assunto tão sensivel, é capaz de mentir sobre tudo. Nomeadamente sobre qualquer dos assuntos legados por Bush que modificaram radicalmente as nossas vidas nestes últimos oito anos de pesadelo pinoquiano.

"Bom seria é que o governo de direita do engº. Sócrates nos revelasse onde foi de repente buscar milhares e milhares de euros para "segurar" a banca e apoiar financeiramente alguns sectores do patronato considerados "estratégicos"... Onde pára a lengalenga do "combate ao défice"? Pelos vistos, tal lengalenga teve por único fito conter os salários, aumentar o desemprego e desferir novas machadadas em sectores como a saúde, a educação, ou a agricultura e as pescas!
Garcia Pereira (Luta Popular Janeiro 2009)
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