Bernard Shaw

“são três as grandes humilhações que a ciência infligiu à megalomania humana: a cosmológica, a biológica e a psicológica. São três bofetadas no egocentrismo da humanidade. A primeira, quando Copérnico mostrou que a terra, longe de ser o centro do universo, não passa de uma insignificante parcela do sistema cósmico. A segunda, quando Darwin, Wallace e os seus predecessores, reduziram a nada as pretensões do homem a um lugar de eleição na ordem da criação. A terceira, quando Freud demonstrou que o Eu não é soberano na sua própria casa, onde sobrevive à custa de uma luta permanente contra um id pulsional e um superego castigador - o efeito Copérnico põe em causa o lugar do homem, o efeito Darwin ofende a sua genealogia, o efeito Freud atinge a sua alma. Actualmente confrontamos-nos com nova humilhação: a manipulação humana dos ecossistemas. Como resultado a natureza mostra que não é propriedade do homem mas sua proprietária, que não é sua súbdita mas sua soberana, ao implicar a destruição do homem na mesma medida em que por ele vai sendo destruida. Às três humilhações do homem pela ciência, sucede assim uma outra, bem mais devastadora, infligida pela própria Natureza que ao ser humilhada exige humildade”.


Segundo Jung existe uma linguagem comum a todos os humanos de todos os tempos e lugares do mundo, constituida por simbolos primitivos que se espressam no conteúdo da psique e que estão para além da simples razão. Sabendo-se que o cérebro é utilizado pelo homem para as suas funções correntes em apenas 10 por cento, permanecendo as restantes áreas um mistério – é sobre essa área de 90 por cento que de forma organizada pelo marketing e pela publicidade se “bombardeiam” percepções sobre os colossais egos da imensa massa indiferenciada dos homens.
Carl Gustave Jung (1875-1961), discipulo meio-dissidente da psicanálise de Freud, autor da teoria do “sincronismo”, trata da humilhação colectiva de sermos manipulados, utilizando o “Inconsciente Colectivo” das populações e, subsquentemente criados como animais domésticos dentro de recintos vedados chamados Estados. Ainda para mais, humilhação suprema, sob o efeito Jung permitimos, (nós os pobres que conforme sugere a Hiena Matos ontem no Público somos mais estúpidos que os ricos), que se criassem condições (deixando-nos educar) para que os gestores nomeados para as administrações das “animal farms” possam ser psicopatas comuns não monitorizados pelas bases da Sociedade.
Limpando o Cérebro a uma Nação
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