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terça-feira, dezembro 13, 2005

Guerra, não são meia-dúzia de linhas dissimuladas em páginas interiores de jornais,,,
Guerra é, p/e esta criança atingida num bombardeamento de fósforo branco

E uma manhã tudo estava ardendo
e uma manhã as fogueiras
saíam da terra
devorando seres,
e desde então fogo,
pólvora desde então,
e desde então sangue.
Bandidos com aviões e com mouros,
bandidos com alianças e duquesas,
bandidos com frades negros abençoando
vinham pelo céu a matar crianças,
e pelas ruas o sangue das crianças
corria simplesmente, como sangue de crianças

Chacais que o chacal recusaria,
pedras que o cardo seco morderia cuspindo,
víboras que as víboras odiariam!

Pablo Neruda, citado por Harold Pinter, na obra notável que é Discurso de Aceitação do Prémio Nobel de Literatura de 2005
cuja tradução pode ser lida integralmente, aqui.
"Cito Neruda porque em nenhum outro lugar da lírica contemporânea li uma descrição tão visceral e poderosa do bombardeamento de civis"

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Mensagens subliminares


Mensagem subliminar é uma informação que nos é enviada de modo oculto e dissimulado, abaixo dos limites da nossa percepção consciente.
As mensagens subliminares influenciam as nossas atitudes, porque são exibidas de modo a não permitir que o nosso consciente as perceba e as critique. Entram directamente pelas portas do subconsciente. São vastamente utilizadas nos meios de comunicação na forma de propaganda subliminar na tv, rádio, jornais e revistas.
Símbolos de significados importantes são expostos em propagandas de modo a não podermos conscientemente perceber todas as consequências daquela exposição . O nosso subconsciente, no entanto, capta os seus significados e os associa ao que estamos vendo. A associação é uma arma poderosa nas mãos de publicitários. E claro, cada vez mais, no marketing politico. Normalmente, quem se oferece como alvo de mensagens subliminares, acaba "comprando" soluções viciadas, alheias aos seus próprios interesses.
Muitas pessoas ainda acreditam que as suas vidas são como são por conta de factores externos como as suas origens, o ambiente em que vive, educação, família, economia, a sorte ou o azar. Contudo, não são estas circunstâncias externas que dão a última palavra sobre se seremos felizes e bem sucedidos de um lado, ou frustrados e infelizes de outro.
São de facto as crenças, pensamentos, atitudes e comportamentos enraizados nos níveis mais profundos de nossas mentes, bem como nossos pensamentos conscientes que fazem a nossa vida ser o que ela é hoje.
Veja mais, aqui.

domingo, dezembro 11, 2005

Direitos Humanos,,,

O relatório da Anistia Internacional (AI) sobre os direitos humanos no Brasil, um texto de 85 páginas realça a violência urbana, com especial destaque para a situação da população negra. Entre os inúmeros dados salientados pelo documento, está o facto de que a maioria das pessoas assassinadas no Brasil são homens, jovens, negros e de baixo rendimento. É possível comparar os números divulgados no relatório com os dados da violência em regiões de conflito ou de guerra civil no mundo. Segundo a Unesco, na última década as mortes por armas de fogo registadas no Brasil superaram o número de vítimas de 23 conflitos armados no mundo, perdendo apenas para as guerras civis de Angola e da Guatemala. Nesse período morreram no Brasil 325.551 pessoas, em média 32.555 mortes por ano, o que pode ser considerado um autêntico extermínio dos pobres.

A AI estabelece como tópicos para discussão a desigualdade social no Brasil como estímulo à criminalidade e os assassinatos registados nas zonas pobres dos subúrbios. O documento lembra que, de 1999 a 2004, as forças políciais do Rio de Janeiro e de São Paulo mataram mais de 9800 pessoas, a maioria jovens sem cadastro, em práticas que apontam para a simples criminalização da pobreza. "Existe uma relação directa entre exclusão social, homicídios e cor da pele", afirma Dawid Bartelt um dos responsáveis da AI - "É preciso que as instâncias governamentais brasileiras se aproximem para discutir a questão e que se implemente o Plano Nacional de Direitos Humanos, que não saiu do papel" afirma.
Quantos anos tem já o governo de Lula? - (Ler mais, aqui)
Porque são as coisas assim?

,,, e Direitos Desumanos.

O Brasil é uma colónia económica norte-americana. Isso acontece, tendo apenas como causa a necessidade de sustentar a ínfima minoria Burguesa brasileira detentora dos grandes rendimentos que dependem justamente dos negócios com o exterior - que prosseguem cada vez mais de vento em popa, sem ou com "governos de esquerda" - como é fácilmente visivel no escandaloso desmatamento da Amazónia. Depois da época áurea da colonização, nomeadamente pelos investimentos massivos de Nelson Rockefeller na época do pós-guerra, e desse outro investimento de colonização cultural que foram as "Selecções do Readers Digest" em português do Brasil (cujos conceitos e historial se explicam exemplarmente p/e, aqui),,, os investimentos empresariais, com a globalização, diversificam-se por outros centros subsidiários capitalistas, como p/e a Alemanha, cuja retoma económica, marionetada por Washington, depende da aplicação de capitais intensivos de exploração no exterior; o IFC (Internacional Finance Corporation), que administra os créditos privados do Banco Mundial, viabilizou mais um financiamento de US$ 230 milhões ao grupo Amaggi. O dinheiro foi disponibilizado por um consórcio de bancos liderado pelo Rabobank, da Holanda. Os outros bancos participantes são o WestLB AG, o ING Bank (Holanda), HSBC (Reino Unido), BNP Paribas (França), Crédit Suisse First Boston (Suíça), UFJ Bank (Japão), Fotis Bank (Holanda/Bélgica), HSB Nord Bank (Suécia), Bradesco e Itaú. Além disso, segundo a Rios Vivos, em maio de 2001 a DEG (Deutsche Investions- und Entwicklungsgesellschaft) já havia concedido um crédito de US$ 24 milhões à Amaggi, o grupo do maior sojicultor do mundo, propriedade de Blairo Maggi que é ao mesmo tempo o Governador do Estado de Mato Grosso. Para os ambientalistas, entre outros os da Greenpeace, este empresário é o "campeão do desmatamento" da floresta tropical no Brasil; para os Consórcios Bancários dos centros capitalistas ocidentais, o "Rei da Soja" é um sojicultor exemplar.
Este incremento da exploração capitalista tem a menor reflexão na situação social dos pobres?Não!,,,
Não há outro método,,, para acabar com a pobreza no Brasil, é preciso primeiro acabar com esta gente - a começar pelo embuste que é Lula da Silva e a sua pleiade de governantes corruptos, primeiro os centrais que admitem este estado de coisas, depois os caciques locais herdeiros dos tradicionais coroneis. (ou vice-versa)

sexta-feira, dezembro 09, 2005

“O espectáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens”
Guy Debord

o Frango, o Pato, o Pavão, a Codorniz, e o Faisão foram convocados e deslocaram-se para a Reunião.
o Cozinheiro do Imperador deu-lhes as boas vindas:
- Chamei-os aqui - explicou- para que me digam com que tempero quereis ser comidos.
E uma das aves atreveu-se a replicar:
-Eu, não quero ser comido de nenhuma maneira!!
E o Cozinheiro pôs as coisas no seu lugar:
-Essa pretensão está fora de questão.

(adaptado de um conto de Eduardo Galeano)

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Em busca do Crescimento Económico Eterno,,

“A sociedade de consumo consiste num modelo de sociedade em que o consumo é manipulado pelas empresas, despertando necessidades artificiais, incitando à aquisição excessiva , fomentando o desperdício e originando desequilíbrios económicos e sociais.
A crescente concentração das empresas, e a emergência de grandes organizações nas sociedades contemporâneas, conferem aos vendedores de bens de consumo um grande poder económico e influência social, assim como uma posição contratual determinante (…)
in: “Breve Sociologia do Consumo” – para ler o restante, aqui.
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“As grandes firmas de relações públicas, de publicidade, de artes gráficas, de cinema, de televisão ... têm, antes de mais, a função de controlar os espíritos. É necessário criar "necessidades artificiais" e fazer com que as pessoas se dediquem à sua busca, cada um por si, isolados uns dos outros. Os dirigentes dessas empresas têm uma abordagem muito pragmática: "É preciso orientar as pessoas para as coisa superficiais da vida, como o consumo." É preciso criar muros artificias, aprisionar as pessoas, isolá-las umas das outras”.
Noam Chomsky in: "Duas Horas de Lucidez", a ler no artigo "Consumo Nosso de Cada Dia,,,”

continua a valer tudo para vender,,, embora,

A critica da Sociedade de Consumo, assim como a do Marketing ou a do Espectáculo que lhes estão associadas, sejam antigas. Aqui ficam as ligações para os vídeos de Guy Debord, realizados na década de 70:

In-Girum-Imus-Nocte-Et-Consumimur-Igni_1978_Part-1.mpg

In-Girum-Imus-Nocte-Et-Consumimur-Igni_1978_Part-2.mpg

Refutation-of-All-the-Judgments_1975.mpg

Society-of-the-Spectacle_1973_Part-1.mpg

Society-of-the-Spectacle_1973_Part-2.mpg

quarta-feira, dezembro 07, 2005

o poster de Richard Serra Stop Bush, 2004

faz o anuncio oficial da abertura da próxima Bienal 2006 do Whitney Museum de New York

sabido como é, que a Vida imita a Arte - dentro em breve o facínora terá os dias contados,,,

o mundo não pode esperar


“A Arte pela arte não existe. O que existe é uma escolha: ou se é responsável ou se faz um trabalho calmo para se ficar bem visto”
diz Helder Costa o encenador do grupo de teatro “A Barraca”. Há quem defenda, sempre houve quem defendesse, fundamentadamente, que a Arte pode mudar o mundo. Os poderes executivos também sabem isso muito bem, e nessa óptica se esforçam por gerir a criação artística por clientelas corporativas dependentes das verbas e subsidios dos ministérios. “Diz-me o que eu quero, dir-te-ei com quem andas e o que queres ganhar com isso”
Nesta linhagem negra, diz João Mário Grilo a propósito da recente visita de Michael Cimino, “ o esmagamento dos autores como individuos livres de criar, foi anunciado pela chegada a Hollywood, que é a medida de todas as coisas, de um novo tipo de Capital ($$$ em larga medida estranho ao negócio do cinema), representado por um novo tipo de executivos e pela instalação de uma lógica tecnocrata que veio purgar ou circunscrever (casos de Lynch, Tarantino, Eastwood, Scorcese ou Oliver Stone) as eventuais pequenas bolsas de resistência artistica, enquanto Hollywood arrecada 85% das receitas geradas nas salas de cinema, no comércio de DVDs e nas licenças de exibição televisiva – em blockbusters de manipulação de massas que são autêntico lixo sofisticado com efeitos especiais psicadélicos – enfim, uma droga nociva e estupidificante como são todas as drogas.
Mas para tudo há remédio e cura e um facto é que há cada vez mais gente saturada da monotonia bacôca e manipuladora americana. A julgar p/e, pelos impressionantes números do último DocLisboa (que apontam para quase 20 mil espectadores numa semana! com sessões literalmente esgotadas),,, ou por esse outro inesperado sucesso entre nós (em Lisboa) que é a reposição em sala do “mais belo filme do mundo” – a obra-prima de Friedrich W.Murnau “Aurora”
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A pergunta é legítima: - para quando a exibição comercial do programa de grande sucesso em televisão “A Noite do10” de Diego Maradona?,,, ou do documentário “Comandante” de Oliver Stone? - não são exibidos porque o Poder tem Medo! Medo da verdade!
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Para um aprofundamento do tema: ler “O que Marx pensava da Arte”, (ensaio publicado aqui).

o Museo das Bellas Artes em Havana, a um dia de semana, ocupado pelas Escolas


uma Escola em Bagdad

terça-feira, dezembro 06, 2005

Global Scenario Group II

O mundo actualmente é assim: a China produz e a América consome. Não adianta à Europa estreBushar,,, - para que os trabalhadores chineses se emancipem pelo aumento de produção e para que os previlégios do nicho de civilização de consumo não seja posto em causa na periclitante sociedade existente nos Estados Unidos – a Europa tem forçosamente de aceder a passar a ser uma sociedade de menor consumo e entropia – será forçada a isso, quer queira quer não, pelas directivas do centro financeiro controlado pelos mesmos Estados Unidos, o Banco Mundial (um departamento do FED para a globalização) – p/e o Euro já perde valor diáriamente.
Como é sempre “melhor prevenir do que correr atrás de prejuizos”, e como aí atrás, em post anterior, se expuseram os três paradigmas em confronto – este será o melhor momento para nos equacionarmos sobre a questão da livre assumpção de uma Civilização Auto-Sustentável.
Ainda aqui, duas propostas continuam a estar em confronto:
A) o reformismo Neoliberal apoiado nas resoluções do relatório Bruntland e nas conclusões dos estudos do “Global Scenario Group” (ambos ainda não aceites oficialmente pelos governos, porque limitaria gravemente as economias das minorias previlegiadas, claro!)
B) o Eco-comunalismo de raiz marxista, aplicável por Regiões autónomas, independentes dos Estados, interagindo em rede.
Óbviamente a opção não resolvida A) comporta já em si os elementos em embrião que irão, a prazo, estruturar a hipótese B). – tem-se em consideração nomeadamente os casos de autonomias como a Catalunya, empresas como a Mondragon no País Basco, ou os Landers alemães (Stoiber renunciou a participar no governo central alemão para se manter na sua administração regional). Deve prevalecer a função social das Empresas na organização quer da produção, quer da destribuição e consumo, quer ainda na prestação das necessidades do quotidiano dos trabalhadores, para o quwe será exigivel que estes tenham lugar nas Administrações das Empresas. (a Séde actual da British Airways em Heatrow, é um exemplo de uma mini-cidade com escritórios, banco, supermercado, jardins públicos, galerias de arte, biblioteca, creches, cinema, restaurantes e serviços sociais de apoio em geral – o que dispensa grandes gastos em Transportes e em tempos de deslocação)
Os teóricos (e algumas práticas) deste novo tipo de Sociedade, em defesa de um decrescimento civilizacional regulado que ponha cobro aos desmandos e à selvageria neoliberal são vários e com raizes já antigas e conhecidas, de entre eles citamos Mahatma Gandhi, William Morris,,, e E.F. Schumacher
(continua)

segunda-feira, dezembro 05, 2005

os três pilares da Sociedade: o Politico, o Padre e o Banqueiro

"Madona del Voto"
Siena
Dois campos (com apoios que lhe dão hipóteses de vencer) se digladiam nesta eleição para Presidente da República. De um lado o tradicional Bloco Central de interesses gerido pelas figuras de topo da Maçonaria que nos tem governado como se fosse “de esquerda” - do outro lado o Bloco Central de interesses encabeçado por altas figuras de Direita ligadas ao Regime apoiadas em crescendo pela Opus Dei (uma seita em ascenção dentro da hierarquia da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR). Que mal haveria num Presidente eleito com base nos valores religiosos da Igreja?,,, aparentemente nenhum, não fôra a hierarquia da ICAR nada ter a ver com os valores cristãos e ser veladamente sustentada por Banqueiros e pela Alta Finança internacional, que procuram através dos seus representantes eleitos eternizar o domínio dos seus negócios em detrimento dos valores da Sociedade, viciando a função do Estado como representante de todos. Como se sabe, mas como também rapidamente foi esquecido, a “Operação Furacão” uma vasta acção da Procuradoria Geral da Republica e da Policia Judiciária levou recentemente a intervenções que incluíram o Banco Comercial Português, o Banco Espírito Santo, o Banco Português de Negócios e o Finibanco, mas apenas porque não puderam ignorar os avisos feitos pelo M15 e pelo NCSI britânicos. Que aconteceria se a Banca e a Alta Finança, a Opus Dei em peso, não tivessem que prestar contas ao Estado? Pois com Cavaco Silva, não terão de certeza!

San Gennaro,o santinho de Nápoles, venerado pela Máfia é o santinho mais rico de Itália - tambem eleito como padroeiro dos gangsters no Novo Mundo.


Pode-se considerar que os valores que a Igreja procura transmitir, embora nada tenham a ver com as práticas das suas hierarquias, como ficou dito, não podem ser desprezíveis porque se trata de toda uma cultura milenária cuja herança não pode ser ignorada. No caso da ICAR as obras de Arte e a iconografia são até um repositório notável da exploração ancestral da pessoa humana pelos Poderosos da Terra. Torna-se cada vez mais urgente desmistificar toda a liturgia que desviou a Igreja das suas funções. Ela própria é hoje refém da promessa de investimentos Financeiros que lhe permita enfrentar com sucesso a Globalização – comercializando, e expandindo a Fé como uma qualquer mercadoria. Essa expansão paga-se. Com Cavaco Silva vamos pagá-la todos nós sem excepção, crentes e não crentes, por via da fusão de interesses entre Estado, Igreja e Grupos Económicos. Na sua ordem de importância, os três pilares da Sociedade estão a caminho de ser re-equacionados: o Banqueiro, o Padre e, finalmente, coitado, o Politico, um mero funcionário mais ou menos bem pago. Quem nos representa?
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Nas crises mal digeridas que se eternizam, como factor de exploração, notava Antonio Gramsci:"o velho resiste em morrer e o novo não consegue nascer".
O padre Leonard Boff foi excomungado pela ICAR por ter, entre outras, opiniões como esta: (...) "A experiência geradora da democracia radical cristã foi a prática de Jesus: absolutamente anti-discriminatória, anti-hierárquica e de fraternidade universal. São Paulo resumiu tudo dizendo:"Agora já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus"(Gal 3,28). O resultado foi que escravos, livres, portuários, mercadores, advogados, soldados, independente de sua situação social e de gênero, formavam comunidades fraternais que viviam a "koinonia" (comunhão), palavra para expressar o comunismo radical de "colocar tudo em comum", repartindo os bens materiais "conforme as necessidades de cada um". E como louvor se diz que "não havia pobres entre eles"(At 2 e 3). Essa democracia era radical mesmo pois as decisões eram tomadas com a participação de toda a comunidade. A lei básica era: "o que concerne a todos, deve ser decidido por todos". Isso valia também para a nomeação dos bispos e dos presbíteros. Chamou-se tal comunidade de "ekklesia" em grego, "ecclesia" em latim e "igreja" em português. O sentido original de "ekklesia" não era religioso, mas político: a assembléia popular. Escolheu-se esse nome profano para distinguir a democracia cristã de outras expressões religiosas da época. Essa memória foi perdida na Igreja Católica.
(leia o artigo completo, aqui)

domingo, dezembro 04, 2005

com Cavaco - a OPUS DEI no Poder

a não perder no: "The Great Portuguese Disaster":
(...) "a táctica de candidato presidencial, ou melhor, a táctica de candidato presidencial das PESSOAS SEM ROSTO, que se ocultam por detrás de Cavaco Silva, passa por muitas das estratégicas tipicamente associadas com as manobras de sombra e bastidores da OPUS DEI, os candidatos que se movem na penumbra, SEM FACE e no SILÊNCIO, até alcançarem os patamares pretendidos, e poderem depois exercer, de forma exemplar, os seus desígnios" (...)

Jorge Jardim Gonçalves -quanto vale o Voto do Millénnium BCP?

O General Ramalho Eanes, Mandatário Nacional de Cavaco Silva, "relacionou o pensamento do beato Josemaría Escrivá de Ballaguer com as bases duradouras de uma sociedade ao serviço do homem. Para Ramalho Eanes a consolidação das nações passa pelo ímpeto dos homens que constróem a história. E, quanto a Josemaría Escrivá, “Se não desejasse ele também o impossível, se não fosse insaciável a sua sede de perfeição absoluta, se não quisesse estar com o Pai, bem servindo os homens, como poderia ele – repare-se, a 20 anos do Concílio Vaticano II, estava-se em 1940 – ousar, ou melhor, atrever-se à originalidade desafiante da sua pregação, tão revolucionária e ao mesmo tempo tão conforme à dos primeiros cristãos?"

Independentemente de Cavaco Silva o saber, ou não (!), alguém por detrás dele, súbita mas premeditadamente, decidiu interromper uma série dinástica de Presidentes da República perto da Linhagem Maçónica, colocando no Poder um Presidente da República não-hostil à Opus Dei?
Mas,,, quem deveria eleger o Presidente não é o Povo?

* Queremos um Presidente que, deliberadamente, não pagou impostos?

sábado, dezembro 03, 2005

a Teoria da Conspiração e os "Cavaleiros do Apocalipse" - Haverá alguma conexão com a Realidade dos Factos?

“Há uma conspiração mundial, levada a cabo por indivíduos extremamente poderosos, que nos seus níveis mais elevados são relacionados por consanguinidade, que inclui membros de topo da alta finança mundial, política e mundo empresarial, bem como das antigas famílias reais europeias ( a chamada nobreza negra), especialmente a inglesa, cujo objecto é instalar um governo e uma Nova Ordem Mundial. Esta elite aprendeu ao longo de séculos a arte de manipulação de massas, que agora usa a seu bel-prazer”.
saber a verdade.blogspot.com

"Dêem-me o poder sobre a moeda de qualquer país e eu não quero saber quem faz as leis".
Meir A. Rothschild



“2006 será um ano em que viver será perigoso. Os soldados americanos lutarão para prevenir a guerra civil no Iraque. A ameaça nuclear será intensificada no Irão. A economia global abrandará, talvez formatada se os riscos de instabilidade se agravarem. Estes riscos serão muitos: o preço das casas a ruir, o disparar dos preços do petróleo, o colapso do dólar ou – o pior dos pesadelos – a aparição duma pandemia de gripe-das-aves”
Editorial de “The Economist”

a avaliar pela qualidade dos biltres que escrevem em “The Economist” - Paul Wolfwitz: “Neo-Optimist”, Durão Barroso: “Tempo para o Euro-realismo”, Nicklas Zennstrom: "A Sobrevivênvia dos Mais Rápidos”, a única novidade nesta edição é a presença de Bob Geldof para disfarçar,,,o resto vem tudo descrito, direitinho, no "Relatório Lugano" de Suzan George, uma obra de ficção, claro!,,, não se assustem.

No consenso pós-moderno dos senhores do mundo (Multinacionais e G7) não pondo em risco a biblia Neoliberal do "mercado competitivo" e o "livre comércio" a única variável que pode ser "regulada" é a da População (leia-se: os Consumidores - racionalizar a Produção para os eleitos que podem consumir) que tem de ser reduzida para que o sistema não venha a colapsar . Para isso foi implementada a politica belicista dos neocons americanos da "destruição criativa" em marcha. Aliado à "Guerra", no capitulo da “Peste” está a escandalizar as opiniões públicas, depois da campanha publicitária da pandemia da gripe-das-aves e do “tamiflu”, a forma como as multinacionais farmacêuticas lucram com a campanha de pânico lançado, nomeadamente o secretário da Defesa Ronald Rumsfeld, destacado accionista de uma das mais importantes empresas do ramo.
Aliás o Pacheco Pereira já veio, (não sei se deram por isso), arengar sobre os "Cavaleiros do Apocalipse" no Publico (21/Outubro) em artigo sobre “a fome, a doença, e a guerra”. E quando a coisa chega aos legionários ideológicos do grande capital,,, como o Pacheco!, sobram poucas dúvidas sobre a existência de um plano de acção organizado e préviamente concertado.
Nesta espécie de "solução final" de aniquilação de excedentes, segundo Suzan George, o objectivo é o de que a Humanidade em 2020 não exceda os 4 biliões (que seria incomportávelmente de 8 biliões caso fosse seguida a actual tendência de crescimento - todos a querer comer, vestir, consumir e enfim, a gastar gasolina para passear nos seus popós próprios, etc – níveis de consumo e de poluição para os quais não pode haver resposta – situação agravada pela eclosão cada vez mais frequente de catástrofes climáticas e ambientais).
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Se a nível global é muito fácil ter a percepção que é assim que se passam as coisas,,, de certo modo, é tambem evidente que esta politica de corte de excedentes no consumo (começando nos consumidores) já está em marcha entre nós, desde o golpe da subida ao Poder do governo Barroso - enquanto População estamos a ser saqueados e esbulhados, lesados e privados de direitos básicos, por obra e graça de nossa inconsistência como povo – sem o anteparo da Educação, privado do usufruto dos direitos sociais como a Saúde, sem Imprensa livre e sem Justiça – e como Território – sem o resguardo de leis que valham para todos, dominado por uma das elites tradicionalmente mais estúpidas da Europa que se digladiam no apoio a duas facções na decisão de quem melhor defende os seus previlégios - ora à Maçonaria do clã republicano de Soares, ora à Opus Dei dos herdeiros neo-fascistas da beatice nacional (p/e RamalhoEanes, o mandatário de Cavaco Silva)
Teria sido apenas "premonitória" a visão do nosso futuro presidente-economista? – ou desajeitado como ele é isto apenas foi uma inconfidência?,,, disse ele, em tempo: «Como nos vamos livrar dos funcionários públicos? Reformá-los não resolve, porque deixam de descontar para a Caixa Geral de Aposentações e diminuem as receitas de IRS. Só resta esperar que acabem por morrer…»
- Cavaco Silva, Lusa, 28 de Fevereiro de 2002
Efectivamente diminuindo o poder de compra (nas crises do México e da Argentina o consumo interno desceu 25% com repercussões directas na mortalidade dos socialmente menos capazes) aguça-se a capacidade de sobrevivência dos mais aptos e rápidos. Voltamos aos articulistas de “The Economist” e ao neo-optimismo do presidente do Banco Mundial nas mãos de quem está o apoio às “vespas” (WASP) brancas anglo-saxónicas para continuar a explorar impunemente o mundo.
Esta situação é monstruosa. Cavaco e Soares sabem disso. Inclusivé, existe uma directiva do Pentágono que atribui um código de cores no tratamento das populações, consoante a “importância” e o grau de urgência com que deverão ser atendidos os problemas dos diferentes grupos étnicos a nivel mundial.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

a Guerra e o Défice












Nenhuma criança será deixada para trás,,, nenhum dos nossos filhos conseguirá ter uma vida decente, sem que seja apanhado pelas armadilhas da GUERRA (no caso de ser proveniente de progenitores pobres) ou do DÉFICE (caso tenha pretensões a ganhar a vida honestamente)

Olhar para o 1º ministro deste governo, (ou para o de qualquer outro do Bloco Central de Interesses), é um exercício semelhante ao de assestar uma web-cam sobre um aquário e observar as alterações nos movimentos dos peixinhos.
o Plano Tecnológico apresentado por Sócrates como um grande designio nacional assenta sobre aspectos conceptuais completamente desligados da realidade. Pese embora o esforço posto na efabulação do discurso da Alice por forma a fazer-nos crer que não estamos no país dos previlégios subterrâneos, antes disso, o que está em causa é a definição democrática dos presupostos de base em que irá ser construido o futuro dos portugueses. Num país em que apenas 20% dos quadros tem um curso equivalente ao do ensino secundário e os restantes, salvo uma infima percentagem de licenciados empregues nos sectores terciários, a restante população,,, vegeta numa degradante iliteracia. É este país que vota, mas não basta apenas o voto e depois o Poder fazer com esses votos aquilo que muito bem combinou com outrem nas costas do povo.

“Se está tudo sob controlo, é porque não estamos a ir suficientemente rápido”!!

costumam dizer os pilotos da fórmula 1 – Sócrates diz que não devemos esperar resultados imediatos do seu programa de modernização assente no corte das despesas públicas, no crescimento económico dos mesmos de sempre e na “qualificação” profissional do exército de trabalhadores de reserva que a burguesia necessitava (mas agora cada vez menos necessita) para poder manter a exploração (Marx) – apesar de tudo, dos quadros que irão aparecer (!) miraculosamente das miseráveis escolas de ensino privado que temos, e do inglês como lingua imperial obrigatória,,, apesar destas evidentes insuficências o Governo pretende andar depressa,,, para onde é que não disse,,, – mas dizemo-lo nós:
Não são Planos teóricos elaborados sob ópticas académicas, completamente desfazados das estruturas empresariais que temos, que podem ser aceites incondicionalmente como sendo de Todos. Tambem não é a próxima eleição que vai resolver nada, muito menos trazer quaiquer outros resultados que não seja o agudizar da revolta social em caso de Cavaco vir a ser eleito por uma maioria de estúpidos, sem perspectivas próprias da classe.


Manuel Alegre em discurso directo:
“A minha candidatura é um facto novo que desarruma os hábitos e o sistema”
a Mudança de paradigma e a ascendência dos Movimentos Sociais:
“Estamos a assistir ao fim da sociedade industrial tal como a conhecemos, o que cria grandes dificuldades à esquerda porque as concentrações operárias, onde nasceram os sindicatos e os partidos, estão práticamente a desaparecer”
“Sou europeista mas entendo que a Europa deve ser uma associação voluntária de nações (...) Há um grande défice democrático neste processo de construção. O projecto de Constituição está morto, tem de ser revisto (...) Tem de ser muito mais simples para que todas as pessoas o possam compreender.
Educação generalizada como grande tarefa nacional:
“veja-se o que aconteceu com o Euro (do futebol). Era bom que as pessoas se mobilizassem por terem um prémio Nobel (...) não temos capacidade económica para competirmos com outros paises, mas temos outras coisas como a lingua”
Coesão Social:
“As pessoas cansaram-se de ser chamadas a pronunciar-se sobre decisões que são tomadas em pequenos directórios”
Cheiro a pólvora:
“ O meu estado de espirito é de desencanto, de descrença, mas ao mesmo tempo de vontade de participação, de que algo de novo aconteça”

quinta-feira, dezembro 01, 2005

na rapina Imperial: “esquerda e direita” – Um monstro de duas cabeças!

“Corrompido pelo Dinheiro e pelo Poder o vosso Governo é como aqueles restaurantes que só servem um prato. Têm um turno de empregados Republicanos de um lado e um turno de empregados Democratas no outro lado. Mas, sem que interesse qual dos dois grupos de criados sirva o prato, a ementa legislativa é sempre preparada na mesma cozinha de Wall Street”
Huey Long *

Dando seguimento ao ciclo de inversão da politica dos EUA, iniciada pelo porta-voz do Partido Democrata para os Negócios Estrangeiros Joseph Biden em entrevista ao “Washington Post” escassas horas depois a Casa Branca, num comunicado tirado a papel químico do discurso do senador democrata, anunciava igualmente as suas intenções de retirar as tropas do Iraque.

Biden tinha sugerido “uma campanha mediática de pelo menos seis meses para “explicar” as razões do plano de retirada. Antes, já um amplo movimento popular anti-guerra em torno do senador John Murtha vinha ensaiando grandes manifestações de protesto e forçando esta tomada de decisão. Esta semana é o jornal “the Economist” que começou a preparar a opinião pública para a campanha de retirada das tropas norte-americanas do Iraque.
Mas, se atentarmos na imagem do soldado que faz a capa da revista, ela não é a de um GI que se bateu gloriosamente para conseguir deixar erguido um Estado Democrático e Liberal, mas sim a de um soldado acossado, escondido como um cão petrificado pelo medo protegendo-se atrás de sacos de areia.
Então, a mensagem que se pretende transmitir é simples: acossados pela Resistência, os Estados Unidos precisam de se retirar para não se descredibilizarem totalmente – mas querem fazê-lo a coberto da mise-en-scene de um pedido formal do Governo Fantoche que laboriosamente construíram.
Não se pense porém que os soldados abandonam o território iraquiano – eles apenas se vão recolher ás casernas, nas 14 bases que foram construídas para daí controlarem todo o Médio-Oriente. Lá fora serão os iraquianos a esgrimir o futuro do país, em ambiente de pré-guerra civil.

Bases Militares
É assim, a politica Yankee dos ciclos – uma associação de dois grupos malfeitores - Depois de dado o golpe * no limite do odioso, outros que venham alegadamente impolutos recolher os frutos do saque enquanto se apaziguam os ânimos. Quem morreu, morreu. Azar! Quanto a responsabilizar os criminosos – é tempo de “reconciliação” e mal intencionado será quem ponha isso em causa. Para a história fica um Iraque destruído, e mais essencial, ficam destruídas as relações comerciais previlegiadas antes mantidas pelo Iraque com a União Europeia, nomeadamente as transacções do petróleo em euros mantidas pela França e Alemanha. A destruição da economia europeia é a chave de sucesso na retoma do Império.

* a ler: "Vamos lá não esquecer!!: Bush tinha planeado invadir o Iraque, ainda antes de ser Presidente"

quarta-feira, novembro 30, 2005

o Silêncio como Prova de Vida,,, entra mudo e sai calado,,,

artigo de Henrique Monteiro, transcrito daqui.(cartoon de Francisco Espada)
Nunca as Élites que controlam o mundo, controlam apenas um lado numa disputa. Se eles o fizessem, então não poderiam garantir o resultado. Não é dessa forma que eles jogam o jogo. Em cada disputa importante eles controlam as lideranças bipolarizando as facções, dando a ideia que "batalham entre elas", mas apenas isso, dando essa ideia apenas para consumo público. Ganhe quem ganhar, o essencial na exploração do sistema está salvaguardado, e a parte "perdedora" fica igualmente garantida. Por isso Soares e Alegre dizem que "dormirão descansados mesmo que percam".

O regresso do Buiça

Luis Salgado de Matos, artigo do "Público"

“Várias personalidades têm defendido o reforço dos poderes presidenciais. O Dr. Rui Machete (*), constitucionalista e homem prudente, defendeu que o Presidente tenha o poder de demitir livremente o Governo. O Dr. Pinto Balsemão (**), um jornalista e ex-chefe de Governo, propôs um regime presidencial à francesa, segundo diz a imprensa. Ambos convergem nas justificações. Machete considera que “vivemos numa situação dificil, em termos financeiros, o que pode exigir uma acção mais prolongada, com medidas ainda mais severas”. Se o Presidente não é solidário com o Governo, demiti-lo-á.
Quando a impopularidade das medidas for excessiva – e a crise ficará sem remédio. O Dr. Balsemão afirma: “habituámo-nos a discutir tudo e durante muito tempo e o País precisa de medidas rápidas”
Estes remédios são aterradores. Em primeiro lugar, aumentam as expectativas dos cidadãos. Ambos pressupõem – talvez contra a própria vontade – que o Estado tem decisões a tomar que podem enriquecer-nos. Aliás, Machete observa com lucidez que os “manifestos eleitorais” dos candidatos presidenciais são programas de Governo”. Com a honrosa excepção do Dr. Soares, todos os candidatos limitam-se a aumentar expectativas, aumento apoiado de modo explicito ou implicito na acção estatal – isto é: em mais impostos.
Aqueles remédios são letais. Em Portugal, temos um Presidente da República e um Chefe de Governo. O Presidente é o chefe do Estado e arbitra os conflitos entre o chefe do Governo e os cidadãos. O Chefe do Governo é o responsável do Executivo. O Presidente dissolve a Assembleia para devolver o poder ao eleitorado – e não pode imiscuir-se nas intrigas partidárias porque não tem o direito de demitir o Primeiro-ministro.
No regime presidencial, o chefe de Estado não se distingue do chefe do Governo. Em Portugal o chefe do Estado chefiou o executivo só em dois periodos: quando o Rei D. Carlos impôs João Franco contra os partidos; e quando Sidónio Pais chefiou ele próprio o governo. As duas experiências acabaram a tiro: D. Carlos foi assassinado no Terreiro do Paço pelos srs Buiça e Costa, Sidónio foi assassinado quando saía da estação do Rossio. O General Eanes começou a trilhar este caminho, mas parou a tempo.
É inevitável que assim seja. O chefe de Estado era árbitro e passou a jogador. Os espectadores matam o árbitro quando não obtêm o resultado que desejam. E nem todos os espectadores-cidadãos desejam o mesmo resultado. Os portugueses aprovam o Presidente da República e condenam os partidos. Por isso, os partidos é que precisam de tratamento – pois, estando mal, são indispensáveis. Ora o Presidente não consegue tratar dos partidos. Reforçar o Presidente é adoecer o que está bem – e manter o que está mal ou esboçar a guerra civil.
Os candidatos deviam pensar duas vezes antes de apelarem ao regresso do Buiça”.

* Notas (xatoo) para a compreensão do porquê do interesse destes dois cavalheiros em ter em Portugal um regime de democracia musculada com um Homem-forte à frente do Governo-Presidência com um programa ao serviço da ditadura mundial yankee do IV Reich. Ora,,,e muitos ainda se lembram,,,governados por um Professor de Finanças já nós fomos por mais de 40 e muitos anos. Vejamos:
* Rui Machete é Presidente da Fundação Lusa-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) um organismo que trabalha em estricta colaboração com a Embaixada Norte-Americana em Portugal.
** Francisco Pinto Balsemão é o representante máximo em Portugal do Grupo Bilderberg, tida como uma associação semi-secreta dos grandes interesses Económico-Financeiros que decidem na verdade sobre as directivas a seguir nas economias a nivel mundial pelos Governos.

* a ler: "Autoritarismo de Estado e Sociedade Civil em Portugal" por Manuel Villaverde Cabral

terça-feira, novembro 29, 2005

tanto faz votar não,,, como sim

(recorte de titulo do artigo de Jo Leinen no "Publico" de hoje)

Está em marcha nova ofensiva para fazer ressuscitar a famigerada Constituição Europeia, chumbada de forma contundente pelo voto popular da França e da Holanda. A estratégia parece ser agora a de fazer passar a aprovação pelo Parlamento Europeu, num simulacro de "ratificação democrática" pelos mandatários, eleitos, mas certamente não mandatados para resolver sobre esta questão fundamental. A manobra de diversão lançada por Freitas do Amaral "criticando a pérfida Albion" foi uma "deixa" para dar visibilidade às novas imposições de Tony Blair: "os fundos de Coesão da UE aumentam coesão mas falham competividade" - Londres quer que os parceiros aceitem cortes no Orçamento da União Europeia, nomeadamente na questão da PAC, conceito que é caro à noção de "terrain" do povo francês.
Mais uma vez se tentam jogadas de cúpula, sem que os interesses e os reais desejos de decidir sobre si próprios sejam levados em conta numa verdadeira refundação europeia pelos povos europeus.
A directiva Bolkestein ambiciona abrir completamente o "mercado de serviços na Europa". É uma concepção ultra liberal que implica que serviços possam ser comprados ou vendidos como uma qualquer mercadoria.
Educação, cultura, saúde, comunicações audiovisuais não são mercadorias!!
Todos os cidadãos Europeus deviam ter a segurança de que em toda a parte receberão serviços de qualidade.

www.stopbolkestein.org/

Stop Bolkestein !

NÃO a uma Europa socialmente retrógrada!
NÃO a uma Europa educacionalmente regressiva!

Instigada pelo anterior Comissário Europeu Frits Bolkenstein (um liberal holandês), um esboço de directiva (lei Européia) sobre a livre circulação deserviços dentro da União Européia está correntemente sob discussão. Se for adoptada, esta directiva Européia resultará na comercialização de todos os serviços na União. Isto significaria que sectores essenciais tais como a cultura, educação, cuidados de saúde e todos os serviços relacionados com os sistemas nacionais de segurança social poderiam ser expostos às mesmas formas de competição económica que os bens comerciais. Esta mercantilização conduziria inevitávelmente à deterioração de sistemas de pensão, segurança social e cuidados de saúde em favor the seguros privados. Também incluiría a desregulamentação dos sistemas de ensino e o fim de qualquer tipo de excepção cultural. Mais ainda, a aplicação desta directiva poria em questão direitos dos trabalhadores tais como estão estabelecidos pelas leis nacionais dos países da União. Desde Março deste ano, certos partidos políticos e uma hoste de corporações nacionais e Européias (associações, sindicatos, etc.) tocaram o alarme e apelaram às forças progressistas para que fizessem um esforço concertado para lutar contra este projecto de lei que representa um passo atrás em termos de direitos sociais. Apesar destes esforços, uma grande maioria de estados membros aparece agora a favor da rápida adopção deste projecto lei. Como a aprovação por unanimidade não é requerida para esta decisão, nenhum governo isolado e muito menos um partido político, é capaz de prevenir a adopção desta directiva.

Só um um esforço conjunto da parte da sociedade civil dentro da União poderá impedir este desenvolvimento. Temos que agir rápidamente.
Estamos a convidar-te para dizeres um claro NÃO a uma Europa socialmente retrógrada assinando a petição electrónica à disposição neste site e enviando-a por e-mail ao maior número de gente possível.
assinar aqui:
http://www.stopbolkestein.org/index.cfm?Content_ID=1472851

os Novos Príncipes

António Negri esteve em Lisboa para participar num debate sobre Michel Foucault. Autor, com Michael Hardt, do “Império”, que se tornou uma bíblia dos defensores da “ globalização alternativa”, os dois acabaram de lançar em português o livro “Multidão”, onde analisam a possibilidade de uma democracia à escala global. A jornalista Ana Sá Lopes d` “O Público” entrevistou Negri no Instituto Franco-Português, onde decorreu o debate sobre Foucault, e dada a importância do que ficou dito, e por não estar disponível online, resolvi transcrever a entrevista que se segue.(embora outras entrevistas mais ou menos similares estejam disponíveis p/e aqui)

P – "Qual é a sua interpretação dos recentes acontecimentos em França?
António Negri – Há muitas explicações para o que se está a passar em França. Há quem pense que se trata de um conflito étnico-religiosos, há quem pense que tem origem em elementos provocadores. Eu penso que as razões fundamentais são sociais. É uma demonstração da crise do neoliberalismo. Mas, atenção, não penso que se trate de uma questão interna da França. São contradições que atravessam todo o capitalismo desenvolvido. É uma realidade extremamente violenta, mas extremamente demonstrativa. Não foi uma insurreição, um movimento politico. Foi um movimento que pôs um problema.
P – Mas a direita respondeu e as sondagens confirmam que reforçou o seu poder. É uma contradição?
A.N. – Não é uma contradição, é uma complementaridade. É evidente que a direita tentou dramatizar a situação, colocando em cima da mesa toda a temática securitária. Mas, repare, já tive experiências extremamente pesadas na minha vida que me demonstraram sempre que quando se opta pela repressão e pela provocação nunca se consegue resolver os problemas. A direita pode ter hoje uma pequena vantagem, quando chama “escumalha” e “bandidos” e apela à capacidade de os reprimir, de os pôr no lugar. Mas eu penso que perdeu.
P – Como é possível, segundo António Negri, ser-se hoje de esquerda?
A.N. – Eu acredito que sou de esquerda, mas não sei se aqueles que se autodenominam partidos de esquerda são de esquerda. Há um problema de lógica. Eu sou de esquerda, sou contra a guerra, sou a favor dos pobres, sou a favor das mulheres e de todos os excluídos da sociedade. Sou, sobretudo, a favor de um projecto politico económico que seja profundamente egualitário. Isso significa ser-se de esquerda. Mas os partidos que se autodenominam de esquerda são a favor da guerra, são a favor de certas divisões sociais e do sucesso individual do capitalismo. Os partidos de esquerda estão em crise, incapazes de produzir modelos sociais alternativos ao modelo capitalista. Estão numa posição de subordinação. Veja-se o problema da imigração, a propósito dos acontecimentos de Paris. A esquerda não disse uma palavra sobre a imigração. Na Itália, passa-se exactamente o mesmo. Há um etnocídio às portas do Mediterrâneo, há centenas de pessoas que morrem, é uma coisa horrível.
P – Porque acha que a esquerda não diz uma palavra sobre imigração?
A.N. – É evidente que a força de trabalho e a produção mudaram. A força de trabalho é hoje móvel, intelectual, flexível. A produção exige hoje mobilidade, mas tem que haver meios para isso. Um meio será, por exemplo, alterar o modo de concessão de cidadania. É uma reforma basilar que as pessoas podem fazer e estas não são necessáriamente reformas de esquerda.
P – Sobre a guerra do Iraque, disse uma vez que se tratava de uma forma dos Estados Unidos atacarem a Europa. Mas não pensa que a Europa está alheada da guerra?
A.N. – Penso que a classe dirigente e a elite europeia estão completamente ultrapassadas.
P – Mas porquê?
A.N. – Durão Barroso é agora chefe da Comissão Europeia, antes dele foi Romano Prodi e já conhecíamos insuficiências profundas nas instituições. Eu sou profundamente europeísta e penso que a única possibilidade de reorganizar a nova ordem mundial plural terá de ser baseada no poder continental. A Europa é necessária, mas é necessária uma Europa que compreenda as novas formas de trabalho, que não seja controlada pelos lobbies corporativos. Tudo isso é absolutamente necessário, é preciso um movimento a favor da Europa, um movimento real, que não será o Parlamento Europeu nem a Constituição giscardiana. É necessário criar um verdadeiro movimento constituinte da Europa. È absolutamente necessário fazê-lo, até porque hoje os americanos perderam.
P – Acredita mesmo que os americanos perderam?
A.N. – Os americanos ensaiaram um golpe de Estado sobre a ordem global, mas perderam. Perderam porque do lado económico tiveram de pagar a guerra e do lado militar não a ganharam. Não têm força para bloquear aquilo que se passa na América Latina, o que se passa na China. Estão verdadeiramente ultrapassados. Bem, veremos o que se vai passar na Europa. São problemas que nos temos que confrontar nos próximos anos. Espero que se venha a criar um profundo élan verdadeiramente multitudinário e proletário que possa reavivar o desejo da Europa profunda, encarada como uma necessidade. A Europa é a nossa Pátria, não? É o nosso espaço politico. De manhã, quando acordo, às vezes nem consigo perceber se estou em Itália ou se estou em França… Há qualquer coisa profundamente real no ser-se europeu.

P – Falou de uma Europa proletária… O que é isso?
A.N. – Quando falo em proletariado, falo nos trabalhadores intelectuais, nos trabalhadores dos serviços. Falo das mulheres, falo em toda a quantidade de energia utilizada no trabalho. Falo da sabedoria, falo de tudo isso quando falo do proletariado. Há uma nova capacidade, uma nova força do novo proletariado. Eu prefiro falar em multidão.
P – No “Império” António Negri e Michael Hardt deram o exemplo de São Francisco de Assis como um dos pilares de onde podia nascer o novo comunismo…
A.N. – Esse exemplo não é nosso, é de Maquiavel. Escrevêmo-lo exactamente porque gostávamos de ver como é que as pessoas reagiam. Maquiavel diz que a religião cristã estará terminada se perder o exemplo de São Francisco de Assis e de São Domingos. É o mesmo que se passa com o Socialismo. O socialismo terminará, e o comunismo acabará, não terá possibilidade de resistir e de se renovar, se não for através da solução das necessidades reais das pessoas. Foi Maquiavel que o disse. É politicamente realista".

"Pobres, sempre os tereis entre vós" (Jo 12,8), disse Jesus Cristo interpelando Judas

a luta de classes transposta para a Igreja, a Esquerda da teologia da Libertação (Leonardo Boff e Joseph Comblin), a ideia de Paz metida ao Barulho, ou a visão Reaccionária do processo de "autodemolição" da Igreja" e a penetração da "fumaça de Satanás" no Templo de Deus, segundo Paulo VI,,,???

segunda-feira, novembro 28, 2005

o Futuro

Qualquer Sistema que façam sem nós
será derrubado
Já os avisámos antes
e nada do que construíram ficou de pé
Ouçam enquanto se debruçam sobre os vossos planos
Ouçam enquanto arregaçam as mangas
Ouçam mais uma vez
Qualquer Sistema que façam sem nós
será derrubado
Têm os vossos medicamentos
Têm as vossas armas
Têm as vossas Pirâmides, os vossos Pentágonos
Com toda a vossa erva e balas
já não podem caçar-nos
Tudo o que revelaremos sobre nós
será este aviso
nada do que construíram ficou de pé
Qualquer Sistema que façam sem nós
será derrubado

Leonard Cohen (in Any System)


Quando se perfilam no horizonte soluções de democracia musculada para consumo interno dos insignes portugueses que ficarem, na expressão dos anos 60 de Jorge de Sena – “os insignes ficantes”, agora com a aliança tácita Cavaco-Sócrates a “governá-los" num regime presidencialista, e passados 30 anos desde que o actual sistema de corrupção assente nos partidos políticos vem sendo construído com os resultados à vista, é interessante comparar aquilo que fizemos com, por exemplo, as primeiras medidas tomadas pelo governo revolucionário de Cuba logo após a tomada do Poder.

a Revolução Cubana e o cinzento Novembro português

Salvaguardadas as distâncias para a época, veja-se aqui, como curiosidade histórica, qual foi o plano de 20 pontos adoptado pelos revolucionários de Castro,,, Independentemente da diferença de ideologias e de culturas, o que terá entre nós, ficado por fazer no 25 de Abril?,,,(atenção especial aos pontos 7, 14 e 17)

clique na imagem para ampliar

sábado, novembro 26, 2005

O golpe continuou a 26 de Novembro e por aí fora,,,

A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) criticou ontem a “generalidade da imprensa no caso do arrastão de Carcavelos. Segundo a AACS “os media deveriam ter assumido publicamente o seu erro e formulado um pedido de desculpas à opinião pública em geral e às comunidades de raça negra e de emigrantes em geral em vez de praticamente omitir ou menorizar o desmentido da Policia às descrições iniciais”. É sempre assim – uma mentira difundida com grande impacto mediático inicial para servir fins predeterminados e depois o silêncio e a segregação. É assim, a golpes de mentiras, que se constrói a opinião pública das massas amorfas. Enquanto as verdades que interessam ficam submersas num oceano de futilidades e fait-divers absolutamente irrelevantes servidas em catadupa. A nova Censura é assim,,,
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Um estado dentro de outro Estado – era assim que era vista a Instituição Militar antes do 25 de Abril em Portugal



o 26 de Novembro ainda não acabou:

“O Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Valença Pinto, quis fazer do 30.º aniversário do 25 de Novembro de 1975 - quando morreram três militares na luta entre facções do ramo - um dia de "unidade e paz entre tropas do Exército e dos Comandos". Para a exibição pública de coesão interna, num momento de imposição de reformas às Forças Armadas, só convidou o general Ramalho Eanes - "como representante de todos os militares" envolvidos naquele combate político-militar. O coronel Vasco Lourenço contactado, mostrou irritação "Estranho que não convidassem quem esteve a comandar [as forças moderadas] como n.º 2, a seguir ao Presidente da República e CEME" Costa Gomes”.(DN 26/11/2005)

Si Vis Pacem, Para Bellum?

O golpe militar de 25 de Abril de 1974 não incomodou particularmente os poderes instituídos, nomeadamente as estruturas da NATO ou o Regime da Ditadura de Franco aqui ao lado em Espanha. A figura do General Spínola tranquilizava-os totalmente. As lutas do povo português levadas a cabo pela emancipação das classes mais desfavorecidas, haveriam de arrastar o MFA a radicalizar essas exigências, e aí a situação mudou, com a Espanha a apoiar abertamente a criação do grupo terrorista ELP, a inventona da célebre “matança da Páscoa”, os movimentos independentistas na Madeira e Açores, enfim a contribuir activamente para desestabilizar o país. A intenção do golpe de Direita que repusesse a normalidade (mas agora muito convenientemente que parecesse democrática) de antes do 25 de Abril, esteve sempre presente.
O mito de golpe de Esquerda em que assentou o golpe de Direita em 25 de Novembro de 1975 já vinha sendo construído desde pelo menos a Reunião da NATO de 30 de Maio onde ficou decidido destribuir armas por organizações civis conotadas com o Partido Socialista. As decisões politicas eram tomadas então em Assembleias Populares dentro das Forças Armadas. Pela primeira vez o Poder sentiu que podia ser posto em causa na disputa pela escolha entre uma “Democracia de raiz nacional própria construída sobre Bases Populares” (que pela primeira vez em séculos poria em causa as desproporcionadas hierarquias da Instituição Militar em Portugal) e a “Democracia Parlamentar Burguesa” em que se apoiam os regimes conotados com a exploração Imperialista. O papão acenado, no auge da disputa entre os dois blocos hegemónicos, era o de que Portugal se transformaria na “Cuba da Europa” (o que era um autêntico susto para os interesses americanos, nomeadamente no petróleo de Angola que já então exploravam em exclusivo),,, como se nas democracias nórdicas não houvesse instituições de base institucionalizadas que controlam eficazmente as cúpulas politicas por forma a que estas não possam decidir pondo em causa os interesses do Povo, ou seja – o interesse Nacional de facto, e não como figura de estilo para o discurso retórico de politicos e militares que servem tudo menos isso. O caso dos soldados Mercenários envolvidos nas guerras do Iraque e do Afeganistão (antes no Kosovo),,,
prova isso mesmo – que esse envolvimento só serve para que o país pobre e desprovido de recursos que somos, sustente em mordomias uma despropositada e numerosa hierarquia militar de generais e altos cargos (em “Guerra Permanente”) que vivem faustosamente à custa de um povo depauperado.

* relacionado: "Canhões e Capitalismo" por Robert Kurz
* "Alternatives To Permanent War" in "Human Rights Now"

sexta-feira, novembro 25, 2005

efeméride - o golpe militar de 25 de Novembro de 1975

DEZ RÉIS DE ESPERANÇA

Se não fosse esta certeza
que não sei de onde me vem,
não comia, não dormia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos à boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.

António Gedeão


* Cronologia do golpe militar de 25 de Novembro de 1975, aqui.
* a subida ao Poder de um obscuro capitão que tinha chumbado no exame da 4ª classe - a ler aqui, na Wikipedia
* a versão dos acontecimentos relatada por Álvaro Cunhal, aqui.
* que restará da Constituição de 25 Abril redigida pela Assembleia Constituinte eleita pelo povo em 1976, e revista em 1982, 1989, 1992, 1997, 2001 e 2004?
* o autor da "biblia do PREC"
* Bibliografia
* Otelo Saraiva de Carvalho, um homem da noite lisboeta, em Cuba

quinta-feira, novembro 24, 2005

Tortura, neo-esclavagismo, Censura e Guerra

* comentário do leitor "ElecKtron" no Expresso Online:
Pactuar com a CIA, não é nada de outro mundo, pois sendo esta a Agência mais falsa e anti-democrática que existe no mundo, faz os seus pactos com a escumalha da mesma laia, ou alguém tem duvidas sobre a integridade duvidosa deste governo?
* Bush planeou bombardear a Al-Jazeera com séde no "território amigo" do Qatar
* segundo diz uma noticia que fez capa ontem no "Daily Mirror", porque
a Al-Jazeera denuncia a Tortura e os crimes que se cometem no Iraque
* assim como tambem o PCP e o BE os denunciam no caso dos aviões da CIA que fazem escala em Portugal
* terão os acólitos de Bush equacionado tambem a possibilidade de bombardearem a italiana RAI quanto esta estação disponibilizou os Vídeos dos ataques dos EUA a Fallujah com napalm e fósforo branco?, claro que
* existem Centros de detenção na Europa e não só!

“Não saber, Não perguntar. É desta maneira que o mundo dito “livre” tem optado por reagir às noticias sobre as práticas de tortura autorizada pela administração de Washington para o combate ao terrorismo”
(Ana Sá Lopes, no Público 20/11)

* a CIA não tem terroristas, claro que não, é tudo muito assépticamente profissionalizado - contratam empresas que fornecem mão de obra para proceder às torturas

* Quanto à "invenção Al-Queda" - façam uma pesquisa ao que foi o relatório "Able Danger", da autoria da mesma CIA, onde se assinalavam com antecedência os acontecimentos do 11/Setembro - houve uma estação de rádio lá nos confins da parvóniawest que até deu a noticia duas horas antes,,, e alguem da Casa Branca também começou a falar para a Fox 5 minutos antes do 1º embate dos aviões. Estes factos até já têm página na Wikipedia.
O julgamento dos Nazis no Tribunal de Nuremberga fez esta semana 60 anos. Para quando o julgamento dos redactores do PNAC americano? o programa NEO-FASCISTA de tomada do Poder mundial onde textualmente se fazia referência à necessidade de criar um acontecimento "tipo um novo Pearl Harbour", para os Estados Unidos terem um pretexto para lhe dar inicio?

Os culpados pelos crimes perpretados desde que George W. Bush tomou o Poder estão identificados! - a começar pelos autores do PNAC - da esquerda para a direita:
Vice-Presidente "Dick" Cheney, Jebb Bush governador da Flórida, Donald Rumsfeld, secretário da Defesa, Paul Wolfwitz agora no Banco Mundial, Lewis Libby chefe de Gabinete de Bush (despedido recentemente para salvar a face de Cheney no caso Rowe da invenção das Armas de Destruição Macissa), John Bolton agora embaixador na ONU, Dov Zakheim sub-Secretário da Defesa, e o redactor do documento Eliot Cohen.
Depois destes sinistros personagens a lista de cumplices é, infelizmente para a Humanidade, já muito longa,,,

* relacionado,,, a ler, o artigo do antigo ministro do Ambiente britânico Michael Meecher (que se demitiu por causa da guerra contra o Iraque) - "The War on Terrorism is Bogus"