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segunda-feira, novembro 16, 2009

cuidado com as carteiras

Sarah Palin, a caçadora de ursos do Alaska, alargou o horizonte e pretende agora caçar ratazanas de pensamento neoconservador com prazo de validade até 2012; encomendando a tipos com talento para a escrita de marketing politico a publicação de um livro.

Traduzindo "Going Rouge, um pesadelo americano" mais ou menos livremente à letra, dará qualquer coisa como "Estamos fodidos porque isto está a ficar Vermelho! estão a ver o perigo?" (nos EUA/Fox Obama e Hillary têm fama de comunistas) contudo, antes que o prejuizo fique avultado, houve aqui umas almas caridosas (a Media Matters) que já coligiram uma resenha indispensável para compreender as 10 maiores mentirolas da bicha Bem sei, bem sei, que o adereço de sala armado em biografia se chama de facto "Going Rogue, uma Vida Americana", mas o que se diz aqui é que é verdade e não o que a autora diz no livro. Pese embora que "a coisa" tenha atingido o 1º lugar no top de vendas norte americano, ainda antes de sair para as livrarias
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o Imperialismo do desastre

quando se fala em fronteira, sabemos o que essa linha difusa, ou bem concreta no caso dos condominios fechados e privatizados, significa em termos de segurança: visa proteger-nos da invasão dos famintos que devastarão sem piedade tudo aquilo que se amealhou com enorme esforço no saque às desoladas terras de onde precisamente agora provém a ameaça. Já aconteceu Roma ser saqueada...

o documentário "O Fim da Pobreza?" de Philippe Diaz, depois de fazer a habitual peregrinação vitoriosa pela rota dos festivais em 2008, acaba de estrear em New York. A moral aplicada ao esforço é também a habitual, aplaudir sim, obrigar os notáveis a abrir os bolsos de privilégios não. A pobreza não é um estado natural, tal como a escravatura ou o regime de apartheid. Foram todas situações criadas pelo homem. Aqui se explica como é o actual sistema económico concentraccionário que cria ainda mais pobreza. Se têm medo dos ladrões mexam-se. Tragam o filme para as vossas cidades e debatam-no amplamente em público

Os objectivos de Desenvolvimento do Milénio – que seria reduzir a metade a pobreza e a fome até 2015 – é uma emoção do passado. Os responsáveis das Nações Unidas admitiram mesmo que essa meta tenha que ser adiada para meados dos anos 2040 (quando se fará novo adiamento) O que já levou organizações de ajuda ao desenvolvimento como a Action Aid e a Oxfam a anteciparem o risco da cimeira ser apenas "um desperdício de tempo e dinheiro". Jacques Diouf, director da FAO, durante um (breve) jejum de 24 horas na sede da agência em Roma afirmou "imaginam o impacto no mercado se mil milhões de pessoas [o número dos que sofrem de fome] se tornassem consumidores?". Quer dizer, a FAO desafia as corporações de capitalistas privados a imaginarem mais um nicho de mercado em que as vítimas da fome passariam a ser consumidores. Todos os portugueses, espertos que nem um alho, já tiveram essa mesma ideia: “se cada português me desse 1 cêntimo eu ficava com 10 milhões de cêntimos”, uma soma considerável que me daria um jeitão. A inconveniência está nos custos da recolha, que provavelmente se situaria em 2 cêntimos para recolher cada cêntimo esmifrado

"Trabalho ou Pão, Deus Nosso Senhor providenciará"
(se a policia e o banco quiser)
Jacob Burck, 1934

"não desanime camarada; tente este: chamam-lhe happy meal"
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domingo, novembro 15, 2009

Segurança Interna, ou a alma das Escutas

Retrospectiva de um caso que não se esgota na corrupção

O Ministério e os antecedentes. O dr. Branquinho Lobo foi Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna no XI Governo Constitucional do dr. Mário Soares em 1987 seguido do dr. Manuel Dias Loureiro como ministro no MAI no XII e do dr. Armando António Martins Vara no XIII como secretário de Estado do mesmo MAI até 1997.

Na década seguinte, Branquinho Lobo reforma-se com a pensão por inteiro (5.320.000 euros a partir de 2002) alegando “doença do foro psiquiátrico”; Dias Loureiro funda um banco privado e ArmandoVara, juntando-se a outros notáveis, trespassa-se como alto funcionário para a coutada das empresas públicas. Armando Vara, junto com José Lamego aparece pouco depois envolvido no caso Eurominas e Dias Loureiro no escândalo do monopólio ilegal dos Canadair para combate aos incêndios. Em 2005 Dias Loureiro aparece de novo, desta vez ligado ao consórcio vencedor do SIRESP (o sistema de comunicações e escutas das Policias no valor de 538,2 milhões de euros!) , onde o único concorrente é a Sociedade Lusa de Negócios,

uma holding que detém a Pleiade, uma empresa administrada por Daniel Sanches, antigo quadro do BPN e director do DCIAP até integrar o XVI Governo Constitucional como ministro da Administração Interna em 2004/2005. Ele e o ex-titular da pasta das Finanças, Bagão Félix, adjudicaram o sistema SIRESP três dias após terem já perdido as legislativas”. Dias Loureiro era então administrador não executivo do grupo SLN presidido por Oliveira e Costa, por sua vez antigo secretário de Estado da Administração Fiscal.

Em 2004 o país entra em estado de choque com a nomeação de um 1º ministro impossível. A gíria popular cunha um novo termo adaptando a lingua às novas circunstâncias - as santanices não se fizeram esperar: por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo no Dr. Pedro Santana Lopes na pessoa do ministro Morais Sarmento nomeou o reformado juiz Branquinho Lobo como Director Nacional da Policia de Segurança Pública; que de imediato fez a sua declaração de bens: “Eu até sou maluco por estar a trabalhar na PSP e ganhar um terço do vencimento (recebo o mínimo, 1.577 euros) quer dizer, com o esforço que faço deveria ganhar a totalidade". (o que acrescentado ao valor da reforma por inaptidão mental passou a somar 6.877.000 euros).

Estado de saque! António Mexia saiu da GALP e passou a ser Ministro das Obras Públicas e Transportes... o filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para a Refer com 28 anos a receber, desde logo, 6.600 euros mensais. Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP, custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado; Manuel Queiró, do CDS, era administrador da área de imobiliário (!) auferindo 8.000 euros mensais. Com a falência do governo em finais de 2005, a EDP passou a contar com um novo assessor jurídico. Foi nomeado pelo ex-ministro António Mexia (que passou a presidente executivo da EDP) e foi ganhar cerca de EUR 10.000 euros por mês. Quem era ele?: Pedro Santana Lopes.

Com o afastamento da visibilidade politica do primeiro convidado do grupo Bilderberg em 2004 entrou em cena o segundo convidado, José Sócrates, ex-parceiro de mediáticos e intermináveis debates-diversão televisivos durante mais de um ano. Em Junho de 2008 o novo Ministro da Administração Interna, António Costa afastou as suspeitas de tráfico de influências, o caso foi arquivado pelo Ministério Público e o sistema SIRESP, que permite as escutas fez o seu caminho até entrar em funcionamento. Entretanto, como manobra de divertimento público é o próprio ladrão que dá o alerta agarra que é ladrão”. A partir de então o fado nacional passou a ser executado ao altifalante por José Sócrates.

O sistema de escutas tem sido igualmente aplicado por toda a Europa desde o golpe-de-estado neocon nos EUA no ano 2.000. O Sistema Integral de Intercepção de Comunicações Electrónicas (SITEL) elaborado pela multinacional Ericsson foi então também vendido ao Governo de José Maria Aznar em Espanha. É uma tecnologia que permite ligar, nada mais nada menos, que todos os telefones de um país a uma única central de escutas. O software é implantado nas companhias operadoras de telecomunicações e daí a informação é dirigida a centros de intercepção das comunicações dependentes do Ministério de Segurança Interna e aos agentes da Policia de Investigação, que por sua vez o fazem circular para outros destinatários sensíveis na rede SITEL (ou SIRESP, se se preferir a denominação nacional truncada). O programa permite às Policias rastrear a uma velocidade inédita todo o tipo de chamadas em tempo real, facultando acesso inclusivé a dados privados como a identidade dos intercomunicantes, o lugar de onde fazem a chamada, a operadora que utilizam e inclusivamente qual o tipo de contrato que possuem com a operadora. A ingerência na vida privada das pessoas configura uma espécie de ditadura velada que impende sobre todos os cidadãos nacionais. Não sabemos se as linhas de escutas acabam na nossa fronteira; não se trata de coisas tão comezinhas como de assuntos de alternância esquerda-direita; e parece ser por demais importante para terminar em políticos nacionais, funcionários certamente desprezíveis

afinal não passa:

sábado, novembro 14, 2009

“Acima da Lei”, a nova novela líder de audiências

O ministro Vieira da Silva fala em "espionagem política" por causa das escutas. Augusto Santos Silva, agora sua excelência o Ministro da Defesa, é entrevistado na SIC Noticias e viola o segredo de Justiça: "fala-se de 50 cassetes e de escutas feitas durante quatro meses". Pois, como é que ele sabe? Joe Berardo, o supervisor para a área de remuneração de gestores do BCP, também na SIC, afirma que Armando Vara continua a receber o salário por inteiro, apesar de ter suspendido funções. Segundo deliberou a Comissão da Carteira Profissional os senhores jornalistas já podem tratar Fernanda Câncio por "namorada do primeiro-ministro". Depois de tanto escândalo, onde cada vez que se fala em governo se dispara na via pública fraseologia porno, pena que o namorado ainda se mantenha na função de primeiro ministro e, para se acalmar na respeitabilidade, não seja obrigado a casar-se de imediato em regime de separação de culpas. O país televisivo e a revista Gente adoraria; além da receita do par romântico da nação para apaziguar os ânimos ser a ideal; e o padrinho? António Preto. E o que une António Preto e José Sócrates? O empresário que entregou uma mala de dinheiro a António Preto foi sócio do primeiro-ministro num negócio de bombas de gasolina. (não perca o próximo episódio!)
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sexta-feira, novembro 13, 2009

construir, desconstruir

E quando se pensava que, do ponto de vista de gestão do paradigma corrente, o Allgarve precisaria era do dobro de clientes… eis que a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos da região salta a terreiro para nos dizer que o que o Algarve precisa é do dobro dos policias (para travar a criminalidade). Usando a mesma lógica de construtivismo (+Betão+Estado policial) o que a nossa segunda região turística precisa de facto é de uma lógica desconstrutivista: pagar para abater mamarrachos por ordem selectiva de interesses da comunidade seria uma boa politica de investimento na requalificação do futuro – uma coisa, como tantas outras, que poderia ser feita desmobilizando metade das policias (e, implicitamente de ladrões) com a finalidade de engrossar as fileiras da classe operária

os promotores privados invocam direitos adquiridos
para exigir reparações ao erário público por erros
urbanisticos que forçaram e de que são beneficiários

Poupar e usar o tempo de inactividade no consumo para aprender - todos os responsáveis com uma cruz no crime urbanístico algarvio deveriam ser compelidos a usar as suas poupanças privadas para dispender um período de estágio obrigatório na costa italiana de Amalfi – dir-se-á, uma punição desejada, mas paga do seu próprio bolso, seria uma inconveniência – ainda seguida da sua avaliação em exigentes provas de aferição para que pudessem aceder e permanecer nos cargos, contrariando as directivas impostas pelo poder central assente na simples lógica do lucro capitalista; enfim, uma revolução…
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quinta-feira, novembro 12, 2009

chamam-lhe El Solitário

Jaime Giménez Arbe, baptizado pela Policía como El Solitário, a alcunha que lhe foi posta por algum “criativo” do Ministério do Interior do governo de Espanha, não é somente um expropriador de bancos. Provido de alta consciência politica e de uma bagagem cultural e existencial pouco comum, ele escreveu à mão uma auto-biografia onde relata os motivos que o impulsionaram a converter-se num “accionista expropriador” (realizando acções concretas), em luta permanente contra o capitalismo. Narra também as suas relações com o movimento anarquista europeu e com o nacionalismo corso. Desmonta igualmente a farsa judicial que o condenou a 40 anos de reclusão pela morte de dois guardas civis. Fá-lo a partir da cadeia portuguesa do Monsanto, dependente da sua próxima extradição para alguma prisão de alta segurança inserida no coração do seu principal inimigo: o Estado espanhol.

No lançamento do livro “Me llaman El Solitario - Autobiografía de un expropiador de bancos Jaime Giménez Arbe, após os 27 meses que decorreram desde a sua captura pela policia judiciária de Portugal, dirige uma carta a todos os jornalistas, agências de notícias e meios de comunicação social:
“(…) dedicaram-me horas incontáveis de rádio e televisão, realizaram telefilmes, escreveram livros, milhares de notícias e artigos de opinião. Porém tudo o que foi filmado, escrito e pronunciado baseou-se nas únicas fontes a que os guardiães do Estado permitiram a todos vocês acederem: as deles. Vocês só puderam formar uma opinião nas crónicas e colunas dos relatórios policiais e autos judiciais pela poderosa razão de que até agora eu nunca lhes contei nada sobre mim.
Por isso me dirijo agora a todos vós. Para lhes participar que acaba de ser editada e publicada esta minha autobiografia pela editora basca Txalaparta. Desde modo quem quiser pode comparar cada uma das minhas afirmações exercendo a sua profissão de jornalista, isto é, investigando. Oxalá sejam muitos a fazê-lo. Assim se irá aclarar a impossibilidade de defesa a que me submeteu a justiça espanhola, negando-se a indagar as minhas declarações, o que, se de facto tivesse sido feito no seu devido momento, teria demonstrado a minha absoluta inocência no metralhamento de dois guardas civis na localidade navarra de Castejón em 9 de Junho de 2004, factos a que sou estranho e pelos quais me condenaram a 40 anos de prisão. Eu sou um libertário que expropria bancos, não sou um assassino. Espero sinceramente que disfrutem a leitura do meu livro e, sobretudo, desejo que, quando o terminarem, me vejam como uma pessoa que vive, sofre, ri, ama e luta, muito mais para além dos tendenciosos estereótipos mediáticos”
Saúde e Liberdade. (assinado, Jaime Giménez Arbe).

Mais, acrescentaríamos nós, contabilizado o volume de capitais envolvidos que as altas personalidades que têm vindo a ser acusadas do desvio de somas exorbitantes em bancos, comparando-as com as suas luxuosas condições de detenção (provisória),, se não contrastam terrivelmente com a obscena sentença ditada ao “El Solitário”? não são acções similares às que promoveu Palma Inácio e a LUAR a favor do Partido Socialista? Como se poderá observar do ponto de vista de algum hipotético Partido Anti-Capitalista (nas actuais condições de ditadura económica, obrigado à clandestinidade), há muita, mas muita gente enlameada nos processos de corrupção e extorsão correntes que para aniquilar inocentes não precisa de disparar armas. Dispõem a seu bel-prazer das policias, para lhes legitimar as acções de assaltos a bancos
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"Escutas nulas, disse o Supremo. Os factos meus amigos, é que não são"

"as conversas escutadas poderiam configurar o crime de tráfico de influências" (CM)

clique no recorte para ampliar
(Público, 12 Novembro)

quarta-feira, novembro 11, 2009

segundo a propaganda de guerra...

o chassi do veiculo novo entrou na linha de produção e está na fase de montagem das rodas; mas a opinião da maioria de soldados da Base é bastante mais cautelosa: "Foi apenas mais um tipo que ficou louco. Porém temos de pensar que começou a guerra dentro da nossa própria casa".

a queda de Merkel

o problema da Alemanha derrotada na guerra e o subsquente abate da RDA não é apenas aquilo que é exposto na “carta alemã”. De certo modo o destino da Alemanha do Leste estava selado conjuntamente com o da União Soviética.
- São as dezenas de milhar de soldados dos EUA estacionados ainda no território, Kaiserlautern é praticamente uma cidade americana, Ramstein, a base militar tem o maior hospital yankee no estrangeiro,, além de muitas outras instalações noutras localidades (USREUR), etc
- É a gestão financeira da economia alemão por via do remanescente “plano Marshall” cujos fundos funcionam como investimento nas Bolsas internacionais e cujo uso condiciona as opções politicas, (cuja Agenda 2010 neocon já se aplica no terreno desde 1998, ou melhor dizendo, desde sempre, desde o governo do judeu Adenauer quando ainda não tinham a ousadia de se autonominarem neocons ), etc..
- Basta consultar os relatórios do Instituto Emnid para se concluir das condições de desigualdade social na ex-RDA vinte anos depois do fim do muro,,
- São as indemnizações de guerra que o colonizado governo de Berlim ainda é obrigado a pagar a Israel 60 anos depois por via de uma esfarrapada invenção da qual os judeus teriam sido vítimas privilegiadas (de facto privilegiados são: há muito menino que recebeu centenas de milhar sem nunca ter posto os pés num campo de concentração…)

De um passeio a Berlim feito pela ami-du-coeur do nosso 1º ministro, chega-nos, na forma de meia verdade, o depoimento de Mark Waschke, um jovem actor alemão: "Está tudo como o Hitler quis: Europa sem judeus (alô Esther Muznick) nem comunistas e nós o grande poder económico" (supl. Gente, 7 Nov.). Trata-se de uma boutade, mas fica para outra altura a desmontagem de quem de facto domina o imobiliário nos centros urbanos no pós-guerra... nomeadamente na simbólica Potzdamer Platz

depois de tudo isto, a forma como a chanceler Angela Merkel peregrinou à capital do Império para se ajoelhar e prestar vassalagem aos conquistadores, é uma acção vergonhosa para qualquer chefe de governo de um país independente:

As ditas «comemorações» do 20.º aniversário da queda do muro de Berlim são pretexto para mais uma campanha anticomunista, na qual se procura criminalizar os ideiais do socialismo e os que lutam pela superação do capitalismo
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terça-feira, novembro 10, 2009

quem escutou ouviu, quem não escutou jamais ouvirá...

Supremo diz que escutas a Sócrates são nulas

e o que nós tinhamos escutado antes: "Estou a ver dinheiro como nunca vi na vida"
António Preto, deputado pelo PSD, 24Horas, edição de 26 de Outubro

Rui Tavares, na crónica de ontem, diz que "no caso Face Oculta temos um sucateiro corruptor contumaz, com demasiados amigos por todo o lado, dispostos a dar informação privilegiada..." De facto o que se passa é exactamente o contrário; um grupo privilegiado de amigos, alcandorado ao Poder através dos partidos, promove determinada eminência parda a lugar importante para através das instituições por ele criadas e controladas servir de entreposto giratório na distribuição de dividendos subtraidos ao erário público que vão parar direitinhos aos bolsos dos contumazes promotores privados das fraudes apoiadas em funções da Politica; assim é que é sr. Rui Tavares...
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uma guerra de conquista

Em 9 de Novembro em Berlim, sem um único disparo, o imperialismo reconquistou apenas numa noite aquilo que com todas as suas armas nucleares não tinha podido conquistar em 44 anos: o território do país mais avançado do Socialismo do século XX. A importância histórica deste acontecimento pode-se comparar com a Tomada da Bastilha na Revolução Francesa que iniciou o derrube do "ancien régime" a nivel francês, consumado posteriormente a nivel europeu pela espada de Napoleão, o "general-gerente" da burguesia europeia. E com o controlo da Europa, o capitalismo tinha assegurado a conquista do globo. (ler)

Se a história se repete primeiro como tragédia, aquilo que se repetiu em 1989 como farsa foi o principio de uma tragédia com consequências ainda mais terriveis que a tragédia original. Os exércitos da NATO: o passado e o presente:

duplo clique para ampliar
fica a pergunta: para já não mencionar os cidadãos da principal potência que fornece a parafernália bélica, apesar dos vultuosos negócios do keynesianismo militar que sustentam a expansão, vivem hoje os Europeus qualitativamente melhor com o produto da conquista de influência territorial?

Europa Big Bang

“Em Portugal , a reacção à revolução democrática a leste reflectiu o velho debate entre europeístas e nacionalistas: Uns, como Mário Soares, então presidente da república, consideraram que o grito pela liberdade era a continuação da sua própria luta pela democracia, destino europeu (decerto com a ajuda de milhões de fiéis que veneram o Muro made-in-portugal dentro de uma vitrine no Santuário de Fátima); outros criticaram a sua visita a Praga para apoiar Vaclav Havel e a sua revolução de veludo. Outros ainda, como o antigo mnistro de Salazar Franco Nogueira, declararam, com a lucidez habitual, que a Alemanha reunificada causaria a desintegração europeia e Portugal se tornaria numa província de Espanha. Os dirigentes do PCP opunham-se à reunificação, como à integração europeia, e aproximavam-se, nos seus argumentos sobre o perigo alemão, dos paladinos da geopolítica salazarista” (Álvaro de Vasconcelos, em “A Revolução Inacabada: 1989-2009, Público 9. Nov.) Está aqui tudo na visão do director do Instituto de Estudos de Segurança (ISS) da União Europeia, as três teorias institucionais em confronto; faltou o essencial que nenhuma das três correntes, pelo menos publicamente, observa: mencionar o perigo da Alemanha como país colonizado e ao serviço do imperialismo americano
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domingo, novembro 08, 2009

Allá u Akbar!?

o Império contra ataca – precisamente quando o suporte da opinião pública ameaça vacilar, sendo actualmente o mais baixo de sempre – assim, um extremista Islâmico com ligações a bombistas suicidas disparando indiscriminadamente numa base militar em território nacional dos Estados Unidos, revigora o suporte à “guerra contra o terrorismo e demoniza os opositores como extremistas anti-americanos. O spam seria fiável se não estivesse a ser representado de forma tão perfeita. Talvez um dia se venha a saber qual o grau de veracidade de tudo isto.














Revolta em Fort Hood


depois do hollywoodesco título, antes de mais o sítio. Fort Hood é uma zona militar com 880 quilómetros quadrados, a base militar americana de maior dimensão no mundo. Localiza-se no Texas, entre dois outros símbolos tristemente famosos na iconografia crime-guerrófila yankee: Fort Worth em Dallas e a Waco de outra carnificina perto da Texas Rangers Company.
Fort Hood, onde funciona a “Soldiers Readiness Facility” tem capacidade para albergar 2 divisões e serviços no total de 65 mil pessoas, é o lugar onde é passada revista, feitos exames médicos e dados os últimos preparativos às tropas que são despachadas para missões de combate no estrangeiro. O gigantesco complexo funciona como uma espécie de mercado central de compras, onde em vez de hortaliças, se transacciona carne-para-canhão com qualidade certificada. Exportação de nabos, o centro de controlo nevrálgico da NATO

O suspeito dos disparos teria gritado 'Alla u Akbar!' (Deus é Grande!) antes de começar a disparar. Nascido e criado no estado da Virgínia, Nidal Malik Hasan é filho de imigrantes árabes de uma aldeia próxima de Jerusalém. Sem outras possibilidades de estudar ou de emprego, alistou-se no exército aos 17 anos de idade, formou-se na universidade Virginia Tech e especializou-se em psiquiatria na Universidade de Ciências Médicas do Exército. Foi em Fort Hood que exerceu a função de psiquiatra com o posto de major nos últimos seis anos, aconselhando soldados que voltavam com graves desordens de stress pós-traumático.

O Major Hasan, 39 anos, 22 anos de serviço, começou a manifestar dúvidas (!) quanto à sua permanência no Exército. Segundo a versão difundida dava-se conta disso aos companheiros dizendo que considerava erradas as razões para as intervenções dos Estados Unidos e apoiava a retirada total nos territórios invadidos do Iraque e do Afeganistão. Dizia precisamente que talvez os Árabes se devessem levantar e combater contra o agressor. Passou a ser hostilizado pelo facto de ser muçulmano. Hasan passou meses tentando sair das forças armadas contratando inclusivé um advogado que conseguisse resolver o contrato de trabalho pagando as devidas indemnizações ao empregador com os custos da formação que obtivera, mas tudo se manifestou inviável. Quando Barack Obama foi eleito Hasan, como milhões de americanos, teve esperança que o novo presidente, cumprindo as promessas pusesse fim às duas guerras. Coisa impossível, atendendo à forma como está montado o negócio. Como tal não aconteceu, segundo contou um porta-voz à Time, ele tornou-se um individuo solitário e “estava cada vez mais agitado sobre esses conflitos” Envolvia-se em frequentes questiúnculas em virtude da sua oposição à presença das tropas naqueles teatros de pesadelo. Por fim foi ele próprio mobilizado para o Afeganistão. Mas a verdade pode ser outra diametralmente oposta: dois soldados com distúrbios psicológicos que eram acompanhados pelo dr. Hasan é que dispararam e ele foi ferido ao tentar intervir...

Depois do tiroteio a policia do Exército e agentes do FBI entraram no apartamento de Hasan, na área residencial de Killeen, “à procura de provas e indícios que pudessem ajudar a explicar o porquê da acção”, mas ele esvaziou o apartamento e tinha-se despedido previamente dos vizinhos. Barack Obama, depois de declarar luto nacional numa daquelas acções de folclore com velas e bandeirinhas nas janelas, pediu “alguma contenção no que toca a conclusões precipitadas”. A guerra das religiões está implícita no discurso e as associações de muçulmanos nos Estados Unidos, esperando as habituais retaliações populares racistas, apressaram-se a vir a terreiro “condenar a terrível carnificina

* Dominique Villepin: "É preciso dizer a Barack Obama, que se situa nos antípodas de Bush, um certo número de verdades que ninguém lhes diz. Não há soluções para o Afeganistão que passem por uma movimentação de tropas ou pela força militar", meu dito... meu feito!
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sábado, novembro 07, 2009

– Então, o comunismo, esse belíssimo conceito segundo as tuas palavras, seria a “igualdade no desfrutar dos bens terrenos”
- Claro, trata-se de um conceito básico do materialismo histórico, que sai da sociedade sem classes e da propriedade pública dos meios de produção. O paraíso, se é que existe, está aqui em baixo e não tem por que ser só para uns poucos, mas sim para todos. A isso chama-se partilhar, o que é alheio à natureza do capitalismo. A mensagem evangélica do cristianismo é exactamente igual à do comunismo, salvo que se adentra no terreno do pensamento mágico para fantasiar um hipotético desfrute igualitário no além.

(Entrevista a Manuel Talens, activista e escritor espanhol, no 92º aniversário da Revolução de Outubro)

Lenine em Petrogrado. Quadro de Arkadi Rusin
http://download.sovmusic.ru/m/vzarodin.mp3

o negócio da dívida

O objectivo: retirar chorudos rendimentos em juros do modo de vida acima das possibilidades da grande massa de pobres e cidadãos pouco vocacionados para se auto-organizarem no trabalho que lhes permita condições de subsistência que não os envergonhe - e como quem não trabuca não manduca (porque não podem, ou não querem, ou não sabem), os pobres de todo o mundo, para se manterem remediados, são a maior fonte de rendimento dos ricos ocultos nas redes financeiras multinacionais, que (PR incluido), delegam nos governantes a sua representação. Mas há um pequeno problema: emprestar sim, mas desde que haja um mínimo de garantias no retorno...

Oficina de serralharia em dia de serviço externo.
Bairro da Serafina, Lisboa. Novembro 2009

"O Fundo Monetário Internacional fez as contas e calcula que os próximos Governos vão ter de apertar o cinto mais do que na década de 80 para reduzirem a dívida pública até 60% do PIB nos próximos vinte anos. Para conseguir chegar a 2030 com uma dívida pública de apenas 60% do produto interno bruto (PIB), Portugal vai ter que apertar o cinto mais do que alguma vez o fez no passado. Nem mesmo na segunda metade da década de 80, (pacto Soares-Carlucci) depois da intervenção do FMI (1), se chegou a um esforço tão elevado de consolidação das contas públicas. Num relatório divulgado hoje, do grupo de trabalho que acompanha a situação das finanças públicas nos diferentes países, o FMI conclui que Portugal terá que transformar o défice primário estrutural (sem juros e considerando que a economia crescia ao ritmo potencial) de 2,9% que se espera para 2010 num superávite de 3,6% em 2020. E depois conseguir mantê-lo durante os dez anos seguintes. Isto se quiser chegar a 2030 com uma dívida em percentagem do PIB dentro do patamar imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

O FMI estima que a dívida pública atinja os 81,9% do PIB no próximo ano. Ou seja, mais de vinte pontos percentuais acima do limite do PEC. A Comissão Europeia até é mais pessimista e, nas projecções de Outono hoje divulgadas também, espera que a dívida esteja nos 84,6% do PIB em 2010 e que se agrave até aos 91,1% no ano seguinte. Tudo porque, segundo os números de Bruxelas, o défices em 2009, 2010 e 2011 serão de, respectivamente, de 8%, 8% e 8,7%. Os maiores défices desde os anos 80" (Expresso)
Bom para uns, mau para outros; que desde já ficam a saber o que mais uma vez aí vem... "a batalha da produtividade" para encher os bolsos a terceiros com a competente e pidesca conivência da obesa organização de comissionistas cá do burgo

(1) ver "O que é o Dinheiro? Exportando a inflação dos EUA para o resto do mundo"
(2) "mais cinco falências de bancos nos EUA - 120 este ano"
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sexta-feira, novembro 06, 2009

A crise de representação

"International law? I better call my lawyer; he didn't bring that up to me." (George W. Bush)

8 anos 8 após a declaração de “guerra ao terrorismo” no único processo legal conhecido, um juiz de um tribunal italiano decide condenar 22 Agentes da CIA pela prática de rapto e tortura no caso de Abu Omar. É o primeiro caso dos chamados Voos da CIA. O cidadão egípcio de seu nome completo Hassan Mustafá Osama Nasr, a residir em Itália, foi raptado em Milão em 2003 e transferido via Alemanha para uma prisão secreta da CIA no Egipto onde permaneceu quatro anos sem qualquer acusação formal.

Os cabecilhas organizadores desta acção de sequestro, Jeffrey Castelli, Niccolá Pollari e Marco Manzini bem como alguns colaboradores mais próximos, não puderam ser julgados porque como se trata de altos cargos estão ao abrigo da imunidade diplomática. Os outros, condenados e obrigados a pagar indeminizações à vítima e à família, foram julgados à revelia (vivem nos EUA), sendo alvo de pedidos de extradição; coisa que jamais acontecerá, como era dos bons costumes em Bush e se encontra incólume em Obama. Hoje como outrora na politica de Herbert Bush, que foi presidente depois de exercer o cargo de director da CIA se disse: “jamais aceitaremos culpar a América mesmo em caso de não termos razão”.

A noção de justiça no neoconservadorismo global


















No entanto, não há ninguém, com a mínima capacidade de discernimento, que não saiba julgar por si próprio os pides da CIA. O juiz Óscar Magi sabe que produziu apenas uma mera acção de diversão. Que não detém em absoluto nenhuma representatividade delegada pelos cidadãos, num país (entre outros da Europa) onde todos os outros Juízes italianos (e devem ser uns bons milhares) "não conseguiram" ainda incriminar, julgar e condenar Berlusconi, o corrupto-mor do Reino, que aliás já disse que permaneceria no cargo, ainda que “alguma vez viesse a ser alvo da perseguição da justiça (sic!)
Neste estado de (in)Justiça, como em Blair, Bush, ou Aznar que se escapam também sem mácula ao julgamento pelos crimes que decorrem no Iraque (no caso Blair desejando ainda a recompensa de uma promoção), os políticos neoliberais têm ainda menos legitimidade de representação. Haverá possibilidade de exercício de um poder autónomo de cada individuo fora da teia colectiva de decisão?, a impossibilidade vem de fora da nossa fronteira, da especialização da divisão social do trabalho no caso nacional, ou imposta por entidades externas ao nosso território, dizem…

Crises sempre as houve. E sempre as haverá. Essencial é equacionar as capacidades de quem as pode resolver

Finda a ilusão de separação de poderes (desde que o poder judicial manipulou a “eleição” do poder executivo de Bush em 2000, ou vice versa) concluiu-se que as pessoas vulgares, o homem de rua, não quer de facto saber quem são aqueles em quem delegam a sua representação. Como na democrática Ágora atenienense (1), onde os escravos não eram admitidos, tidos nem achados, a capacidade de intervenção pelo voto dos novos escravos-consumidores é discutível, decerto desqualificada, meras vítimas de um embuste; Macaqueiam a delegação do poder e esperam dos empossados que se desenrasquem: tragam de lá o petróleo, vestes baratas para nos cobrirmos (áh, e o problema do salário é essencial) e garantam as fontes essenciais de energia e matérias primas, usando os meios que considerem necessários - ainda que ilegítimos, logo ilegais - desde que consigam alimentar o estilo de vida e o consumo a que nos habituaram. Acautelem-se porque há sempre o fantasma de Spartakus à espreita.

Nesta óptica, o que não faltam por aí são vultos bushistas e sucedâneos com cara de gente; que com o seu apoio tácito e efectivo garantem a continuidade do estado de excepção permanente. Estão enganados e esta é uma falsa questão. De facto o que se passa é que as elites globais residentes nos EUA estão a fazer pagar os custos da debacle financeira mundial aos 450 milhões de cidadãos da Europa (a 2ª maior economia do mundo) cujas classes médias enfrentam um processo em que verão diminuir drasticamente o seu nível de vida. Tal como fizeram ao Japão durante a crise asiática na década de 90, da qual a então 2ª maior economia do planeta jamais recuperou.

(1) "Herodoto ministrando uma lição às massas. Atenas, ano 444 AC". Afinal o mundo contemporâneo de tradição greco-romana não é tão diferente assim deste clássico. O Poder era depositado nas mãos daqueles que melhor dominassem a oratória, a arte de convencer. Enquanto isso, mais banquete menos guerra, a vida dos poderosos prosseguia nos seus designios, indiferentes às manifestações da turba
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quinta-feira, novembro 05, 2009

a Quadratura da Internet

Um obscuro eurodeputado do Partido Popular espanhol que ocupa o cargo de vice- presidente do Parlamento Europeu, tem nas suas mãos o futuro do direito de acesso à Internet na Europa

Como é que acontece esta anormalidade? Aleix Vidal-Quadras um militante do partido neocon de Aznar, um partido envolvido num enorme escândalo de corrupção (lá como cá, o mundo capitalista é pequeno), por uma qualquer metamorfose do corpo politico na monstrolândia que nenhum comum mortal poderá compreender, lidera e é o máximo responsável pela terceira leitura do chamado “Pacote das Telecomunicações de Directivas” e tem agora nas suas mãos a capacidade de decidir sobre a sobrevivência dos direitos digitais dos cidadãos europeus. Não havendo hipótese de defender a emenda 138, enfrentando o Conselho da União Europeia (à mercê dos lobies), vão imperar os interesses comerciais e censores que favorecem o lobie das indústrias de Hollywood cuja salvaguarda está a cargo das ferozes ASAE,s europeias. Neste campo, quando se fala no declínio, senão na extinção progressiva dos meios corporativos de informação em papel (substituidos cada vez mais pela informação na blogosfera), augura-se um feroz controlo por via administrativa de "blogues indesejáveis" e a sobrevivência e vida longa aos blogues institucionais que, por via da difusão de conteúdos apoliticos ou tendenciosos do mesmo género comercial, ficarão decerto isentos de taxas (pagas por patrocinadores) ou de registos especiais de utilizadores livres na Internet. No tempo da outra senhora o governo enviava esbirros da Pide a casa de quem pretendiam aniquilar, hoje em dia enviam notificações das Finanças... Sem dúvida, as noticias que chegam do Parlamento Europeu são preocupantes para os cidadãos comuns, já que posteriormente se permitirá fazer uma redacção ambígua do artigo 138 que pode permitir aos governos nacionais a imposição arbitrária de medidas censórias e anti- democráticas, como as “três notificações” de Sarkozy para cortar linhas de ADSL sem qualquer garantia judicial de defesa para o utilizador

(ilustração da mexicana Tania Juarez Ceciliano)
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quarta-feira, novembro 04, 2009

breve momento anti-governamental


















contra o revisionismo histórico


Dia 10 de Novembro, terça-feira, das 18h00 às 20h00, debate na Faculdade de Letras de Lisboa (Anfiteatro 3) sobre a obra "Materialismo e empiriocritismo", de V.I. Lenine, editada em 1909. Participarão os professores José Croca e Eduardo Chitas, respectivamente da Faculdade de Ciências e da Faculdade de Letras da Universidade Lisboa. O moderador será José Barata-Moura, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Entrada livre.

Contra teses obscurantistas

Lenine, nesta obra, analisa a pretensa "crise da ciência" ou "crise da física moderna". De uma forma aprofundada, Lenine defende que:
1.º - Há coisas que existem independentemente da nossa consciência, independentemente das nossas sensações, fora de nós.
2.º - Não existe e não pode existir diferença alguma de princípio entre o fenómeno e a coisa em si. A única diferença efectiva é a que existe entre o que é conhecido e o que ainda não é.
3.º - Sobre a teoria do conhecimento, como em todos os outros campos da ciência, deve-se raciocinar sempre dialecticamente, isto é, nunca supor invariável e já feito o nosso conhecimento, mas analisar o processo pelo qual o conhecimento nasce da ignorância ou graças ao qual o conhecimento vago e incompleto se torna conhecimento mais adequado.

terça-feira, novembro 03, 2009

liberdade... em dia de finados

O novo navio de assalto anfíbio “New York”, construido com o aço do Centro de Comércio Mundial (World Trade Center, WTC) fez ontem a sua entrada triunfal na cidade saudado por 21 salvas de canhão perto do sitio onde aconteceram “os ataques terroristas” em 2001

Folclore mórbido: as familias das vitimas juntaram-se nas margens para ver a tripulação perfilada ao longo do convés prestando honras militares aos mortos. Finalmente o enorme navio de aço compacto pintado na côr cinzenta, depois dos disparos, imobilizou-se. O custo desta fortaleza construida nos estaleiros da Louisiana é estimado em 1 bilião de dólares, e contém 7 toneladas e meia de aço recuperado das torres que cairam. “É uma grande transformação... é algo ao mesmo tempo emocionante e assustador” diz Rosaleen Tallon, que perdeu o irmão Sean, bombeiro durante o rescaldo do 11.9, concluindo: “Estou muito orgulhosa que os militares estejam a usar aquele aço

Saramago, durante o lançamento de Caim em Lisboa, levantou uma ponta do véu sobre o novo livro que já está a escrever: “Porque é que nunca houve uma greve de operários numa fábrica de material de guerra?"
e conta, a titulo exemplificativo, a história de uma bomba que não rebentou durante a guerra civil espanhola. Ao desmontá-la os peritos descobriram um singelo bilhetinho dentro, onde se lia em bom português, decerto escrito por algum operário de indole progressista: “Esta não rebentará!”. Como se sabe Salazar fornecia material de guerra, bombas e explosivos fabricados em Braço de Prata, ao regime fascista de Franco. Não rebentou aquela, mas rebentaram muitas outras... Afinal quando se produz material para alimentar a indústria belicista é de postos de trabalho e de empregos para operários que se trata.

Face à extraordinária máquina instalada à sombra do complexo politico industrial militar, é, como pretendem os filósofos do autonomismo, actualmente possivel mudar o mundo sem tomar o Poder?

Uma poderosa canção, a fazer lembrar outras épocas, (a Joan Baez, activista anti-guerra do Vietname) - "Is it for Freedom?", Sarah Thomsen: “quem paga os custos das regalias que procuramos? (…) à medida que morrem inocentes, sentimos-nos carregados de vergonha por todas a vitimas que são sacrificadas em nome do nosso conforto…” E dizem que isto é em nome da Liberdade?