"Os contratos de contrapartidas na compra dos submarinos e equipamentos militares foram haaa... contratos-promessa, poderão ser ou não adjudicados" (são...haaa....haaaa.....tretas). Este sr. embaixador Pedro Catarino, que agora presta declarações em Comissão de Inquérito Parlamentar, foi, imagine-se, Presidente da extinta "Comissão de Acompanhamento das Contrapartidas". (ver video)
Pedro Catarino, que presidiu à dita Comissão entre 2007 e 2010, revela agora no Parlamento que “houve um problema de quebra de confiança” com o escritório de advogados "Sérvulo Correia" que assessorava o Estado. (na qualidade de homem de confiança do PSD)... a determinada altura o presidente da Comissão procurava “documentação extraviada”, nomeadamente, todas as “actas das reuniões” anteriores a 2003. Isto é, desde que o ex-ministro Paulo Portas tomou conta da pasta da Defesa. "Na altura, “após pesquisa”, nada foi encontrado. Pedro Catarino repete a resposta que então recebeu: “Julgo que nunca foram encontradas” (fonte)
"O modelo das contrapartidas foi desenvolvido para convencer a opinião pública de que a compra de material militar era neutra", justificou-se o ex-ministro Álvaro Santos Pereira, classificando-as de "imaginárias"» Ou seja, o anúncio de contrapartidas milionárias não passou de uma treta para enganar a opinião pública. (fonte)
Convém aqui recordar o que em Janeiro de 2013 "o advogado do consórcio dos submarinos Mann-Ferrostal reforçou a acusação de existirem redes de interesses no Ministério da Economia" (fonte)
"Aquilo que o Estado assinou em 2000, quando eu ainda não era ministro da Defesa, foi já consideravelmente diferente daquilo que pretendia exigir (...) Portanto, "o que é que eu tenho a ver com isso?" respondeu Paulo Portas com inexcedivel candura na mesma Comissão quando inquirido sobre se mantinha alguma relação, e de que teor, com o antigo cônsul honorário de Portugal em Munique, que foi condenado na justiça alemã por corrupção na venda de equipamento militar a Portugal e à Grécia. Portas justificou-se dizendo ter tido "apenas um fugaz encontro no aeroporto de Munique com o Cônsul fugindo dele por ser uma pessoa maçadora"... a ser verdade, trata-se do momento mais limpinho e fugaz que maiores dividendos deu na história das finanças do CDS.
"as Forças Armadas teriam obtido condições mais favoráveis na aquisição se não tivesse havido contrapartidas"
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
quarta-feira, julho 30, 2014
Submarinos, um inquérito deveras maçador
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