Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
A principal razão porque o judeu Ben Shalom Bernanke foi nomeado o “homem do ano 2009” pela influente (e judia) Time deve ter sido por ser esta personalidade quem afirmou em 2007 que “o mercado se auto-regularia face à crise” que se adivinhava nos produtos financeiros especulativos sobre bens inexistentes. Foi desta forma que Bernanke “governou” em nome de Wall Street a economia mais importante do mundo, a que condiciona todas as outras. A sua liderança "criativa" ajudou a atingir uma não-retoma após uma depressão que se está a revelar catastrófica, para além de continuar incólume, em nome do negócio creditício da Reserva Federal americana controlada pelo lobie judeu, com um imenso poder sobre o "nosso" dinheiro, os nossos empregos, as nossas poupanças e o nosso futuro. Assim como apareceu como grotesca a atribuição do nóbel da paz ao sujeito que manobra a escalada da guerra na Eurásia, assim também 47% dos americanos acham desta distinção feita a Bernanke que ele favoreceu os banqueiros de Wall Street (como é próprio da sua missão). Comparados com os meros 20% que acreditam que trabalhou em função da recuperação da generalidade da Banca. 33% “não têm a certeza”, o que faz sentido considerando a pouca compreensão para com uma pessoa que conduziu a presente derrocada do sistema até ao ponto em que estamos. Por último, até este senador afirma que “não queremos para chairman da Reserva Federal alguém que fez parte do problema cozinhado sobre um défice criado em cima de lixo e que continua a ser responsável (com as ajudas aos bancos) pelas enormes dificuldades que estamos a experimentar (com o inicio de um tempo de hiperinflação). É tempo de mudarmos a FED” .
Ontem o Benfica tinha uma divida astronómica, estava falido. Já a noite ia alta quando em assembleia geral os sócios anuiram que se desse um jeito nos livros das contas e se fizesse umas transferâncias de nomes; e hoje de manhã já não deviam nada.
A avaliar pela suave quietude social no clube Portugal, espera-se decerto que Sócrates, o grande lider da agremiação popular cá do sítio, possa também “dar um jeito” no estado das contas e retirar o país da situação de falência em que se encontra. Porém neste caso a incerteza subsiste por se saber que apenas um certo número limitado de militantes "socialistas" votaram para ter este directório partidário no P"S". É como no Benfica, votam meia dúzia de sócios, mas o resultado influencia toda a prática desportiva nacional. A palavra chave aqui invisivel é “desporto” porque o futebol não representa a totalidade das actividades desportivas; na mesma proporção, o “voto” gerido pelo Estado burguês, em nome da classe dominante, deixa deliberadamente de fora uma grande maioria de representações. Representados ou não, certo certo é que o défice crónico português - aquilo que compramos ao estrangeiro a dividir por cada um dos 10 627 250 residentes em Portugal - significa qualquer coisa como 5756 euros por ano a pagar com os rendimentos de cada um! Isso, e mais os juros devidos, é conseguido pela politica de espólio do valor do trabalho na equação capitalista
o Coro dos Escravos – Verdi - Berliner Phil & Rundfunkchor Berlin - Claudio Abbado
Em Outubro passado o Guardian publicou documentos inéditos do MI5 onde, na ressaca final da 1ª Grande Guerra em 1917, o nome de Benito Mussolini constava de uma lista de pagamentos dos serviços secretos britânicos. O ditador italiano começou então a sua carreira recebendo 100 Libras por semana pagos pelo MI5 (fonte)
O jornal Público de hoje, um pasquim de conteúdos inequivocamente conotados com o neoconservadorismo europeu, garante hoje que Berlusconi passará de imediato ao ataque (em vez de tentar resolver a questão de governo pela via democrática). Pergunta: de que listas invisiveis de pagamentos farão agora parte Berlusconi, Blair, Aznar, Barroso e Sarkozy, o americano em Paris que chegou em último para enquadrar o esquadrão de implantação do fascismo na Europa?
a revista Visão publica um quadro onde indica os paises com maior número de tropas sob a égide da NATO em território afegão (o Iraque é exclusivo norte americano por conta das petroliferas) e o respectivo esforço bélico em percentagem em relação ao número total das suas forças armadas (nº assinalado no interior dos circulos). Estima-se que em finais de 2010 os custos das intervenções militares dos EUA sejam de 72.900 milhões de dólares, atingindo o total da mobilização global que inclui os restantes paises 101.000 milhões. 1 milhão de custo anual para cada soldado; 3.600 milhões custo mensal da guerra e 1 bilião de custo total desde 2001. Os directórios governativos de 42 paises, incluindo Portugal, concordam com esta politica, apesar da decadência social interna e de fontes militares americanas afirmarem que já só existe uma centena de membros da "Al-Qaeda" no Afeganistão
"O que fizeram a Berlusconi foi um acto de terrorismo" Umberto Bossi, lider do partido de extrema-direita Liga do Norte
No dia 31 de Outubro de 1926 Benito Mussolini chegou a Bolonha para inaugurar o estádio da cidade. Anteo Zamboni, um jovem de quinze anos, disparou contra Mussolini, porém não lhe conseguiu acertar. Na sequência do acto a esquadra de segurança do Duce comandada pelo capo Lerandro Arpinati linchou de imediato o agressor logo ali no local. Como consequência do falhado atentado, apenas um mês depois, aprovaram-se as "Leis de Excepção para Defesa do Estado", anularam-se passaportes, suprimiram-se jornais anti-fascistas, dissolveram-se partidos politicos e instituiu-se uma policia secreta de vigilância. A 9 de Novembro declarou-se o fim do mandato parlamentar de 120 deputados eleitos. Gennaro Carotenuto substitui os nomes na crónica sobre a agressão de anteontem a Berlusconi pelos do atentado de Zamboni a Mussolini - para ler no sitio "Giornalismo Partecipativo" .
A propósito da guerra em busca do Bin-Laden perdido, os comandos operacionais dos EUA e UK vêm garantindo aos Media que os Talibans se suportam através do tráfico de ópio e de heroína. Desde a invasão o Afeganistão exporta pelo menos 80% do ópio comercializado no mercado mundial, o que representa um negócio no valor de 3 mil milhões de dólares. Note-se que a parte mencionada pelas autoridades atribuída aos Talibans é de cerca de 200 milhões. Ora isto é menos de 10% da totalidade. Quem monopoliza o resto do comércio de droga? Sem dúvida, o Tio Sam e os seus amigos, claramente…
No final do Verão o jornalista italiano Enrico Piovesana do Peace Repórter veio a público com um artigo intitulado “Cosa si nasconde dietro la guerra in Afghanistan?” o qual mereceu aqui uma tradução resumida e acrescentada com alguns links neste post. A ideia central, conjugada com algumas outras, era a de que os EUA não fazem nada contra a produção de droga no Afeganistão porque ela lhes proporciona, pelo menos, 50 mil milhões de dólares por ano e esse dinheiro estaria a ser investido para colmatar as brechas abertas pela falência do sistema bancário internacional.
uma aparatosa mobilização civilizacional tendo como leit-motiv apenas uns poucos milhões de perigosas criaturas, rudimentares, que sobrevivem perto de niveis que roçam a indigência?
Tanto quanto se vai sabendo os narco-dólares foram o único dinheiro vivo a dar entrada no circuito legal sendo utilizados para salvar os bancos em crise, e claro, os Estados Unidos não se opõem ao narcotráfico afegão para não pôr em causa a estabilidade de um governo apoiado pelos principais traficantes de droga no país, começando pelo irmão de Hamid Karzai (…) O que sucedeu no passado na Indochina e na América Central indica que a CIA está implicada no tráfico de drogasafegãs numa medida ainda maior do que a que já sabíamos. Em ambos os casos, os aviões da CIA transportavam drogas para o estrangeiro em nome dos seus aliados locais, e o mesmo pode estar a ocorrer no Afeganistão. Quando a história desta guerra estiver escrita, a sórdida participação de Washington no tráfico de droga afegã será um dos capítulos mais vergonhosos.
Não dá para acreditar; mas quem passou pela guerra colonial sabe muito bem qual é o clima emocional que se vive ao vaguear quotidianamente pelo meio da generalidade de populações abandonadas e miseráveis onde vale tudo para se tentar sobreviver. E o que vão mais 30 mil soldados do Obama fazer para o Afeganistão nestas circunstâncias? É por causa deste deambular sem nexo que alguns deles vão morrer? Não é de certeza. A realidade no terreno mostra que existem outras razões “para o combate”. Que espécie de psicopatas fardados ditos civilizados se dispõem a morrer enlameados em condições degradantes como as que se vêem aqui? e em nome dos lucros de quem?
Em apenas 4 horas o agressor de Berlusconi ganhou 33 mil fãs no Facebook. O sitio "Berlusconi Vattene" no logotipo em epigrafe (clicar para ver) conta com mais de 53 milhões de subscritores. Há medida que a contestação cresce tem vindo igualmente a aumentar o número de aderentes a grupos na internet sob o mote "Vamos Matar Berlusconi". E pela primeira vez em Itália "as autoridades" desencadearam uma investigação aos autores dessas páginas. O que significa que a Máfia instalada no governo vai passar ao contra-ataque...
A decomposição do chamado "Estado de Direito", direito para uns poucos, torto para a maioria dos outros, atingiu nos seus métodos anti-democráticos na Itália de Berlusconi niveis assustadores, tanto mais que o modelo parece querer ampliar-se a toda a Europa. Gaetano Saya, lider do partido da extrema direita "Guarda Nacional" apoiante da coligação governamental, quer lançar brigadas civis contra o crime e a imigração ilegal. Para o efeito o senado italiano não se fez rogado e aprovou uma lei em Junho que permite a criação de patrulhas civis, sem fardas, para apoiarem a Policia. Um belo exemplo. Os partidos de esquerda notaram na altura que temiam que os civis pudessem fazer justiça pelas próprias mãos... .
O vencimento base dos chefes militares vai ultrapassar os cinco mil euros, tendo os generais aumentos até 400 euros! as praças tiveram um aumento de 12% e os sargentos de 6%. De acordo com o espirito do negócio militar não há problemas económicos para os graúdos, cujos aumentosatingem o ordenado minimo nacional (via Politica Operária, nº de Outubro)
dizia Xenófanes de Colofón… "se as vacas, os cavalos e os leões tivessem mãos e com as suas mãos pudessem pintar e esculpir como os homens, as vacas dariam formas bovinas aos deuses, aos cavalos formas equinas… e assim por diante com todas as outras".
A ave emplumada Pulido Valente (Público 11/12), por exemplo, pinta a imagética do mundo a que se deseja limitar na forma do papagaio de papel onde escreve: na sua visão o “nosso” presidente não passa de uma figura ornamental isolada, que só dispõe do poder decisivo de ordenar a dissolução quando não existe maioria na Assembleia. Apenas isto. A vaca sagrada do comewntário nacional esquece que sua excelência é o supremo comandante em chefe do Estado Maior General das Forças Armadas. E que nessa qualidade gere efectivamente todo um negócio exterior ao Estado, face ao qual a actividade interna que condiciona a vida dos cidadãos é na prática insignificante. Tal como Sócrates é um orador desengasgado que veste fato de marca em nome das multinacionais para consumo do mercado interno, assim Cavaco, mais pró engasgado, veste para uso no mercado externo um fato análogo em nome dos interesses dos deuses da Nato .
"O estatuto messiânico de Obama já permite que, num fervor religioso que invoca as "bem aventuranças", se mande calar todas as discordâncias" (José Manuel Fernandes, no Twitter)
Obama e o seu dispositivo de alta segurança passaram em Oslo para recolher o Prémio Nobel da Pazenquanto o presidente manda mais tropas assassinar mais gente. (Obama referiu o termo "guerra" por 44 vezes). Entretanto Fidel Castro envia professores e médicos para ajudar pobres e é etiquetado de "Ditador"... Há aqui algo de profundamente errado e muita gente equivocada, ou talvez os soldados de Obama tenham mudado de função e, como a Sade preconiza no seu novo disco a sair em principios de 2010, se convertam agora miraculosamente em Soldados do Amor...
adenda Craig Ferguson: President Obama "accepted a Nobel Peace Prize in Norway. I don't want to say this Obama love is out of control, but his acceptance speech for the Nobel Prize just won a Pulitzer Prize, and his overall performance has just won an Oscar." (via Pitigrili) .
Cada vez mais se torna penoso discernir algo sobre o pântano local; torna-se cada vez mais evidente que daqui, salvo as secularizadas migrações para governar a vidinha onde se possa, nada sairá de assinalável. É noutro lado que temos de procurar a chave para desvendar qual será o futuro do Portugal que primeiro levou a Europa a conquistar novos mundos…
Como se sabe, à imagem do que acontece por toda a Europa, a Esquerda parlamentar tem vindo a desaparecer, canibalizada pelos avatares que insistem em lhe usar o nome, mas estão completamente integrados na ideologia do duplo partido único neoconservador. No último sábado a Itália dedicou o dia a uma acção de protesto: o dia do Não a Berlusconi (No B-Day). Fartos da ininputabilidade do Mafioso que lidera o governo, 350 mil manifestantes, de forças que aqui se poderiam designar de “extrema-esquerda”, desfilaram em Roma entre a Praça da República e a catedral de São João de Latrão, em cujos jardins é tradição serem tratados os assuntos terrenos. Aos altos desígnios dos céus reza Berlusconi: “senhor, prescreve-nos a nós o nosso défice… fazei com que as nossas tropas ao serviço do Império não levem muitos tiros nos cornos”
O cineasta Ken Loach enviou um brinde através do l`Unitá: “esperemos que chegue a vez da oposição ao Bloco Central. Com efeito vivemos um momento alarmante (Berlusconi está há anos indiciado em crimes de corrupção mas as ligações mafiosas com o sistema de Justiça impedem que seja julgado); não se percebe se tudo isto se trata de uma comédia ou de uma tragédia. Inclino-me mais para a segunda”.
A tragédia, a que toda a Europa importa reflectir, é que a emergência do Fascismo não foi, não é, apenas um simples sistema de imposição de normas ditatoriais a partir de uma cúpula de iluminados. O Fascismo é construído pela concordância tácita das maiorias silenciosas (silenciadas pela brutalização da comunicação des-educadora) que esperam do Chefe a resolução dos seus desejos de vida imediatos, não interessa que actos possam ser cometidos em nome dessa aspiração. Era esta a razão que levou Gramsci a declarar o seu ódio aos indiferentes. Obviamente, o Chefe sabe isso – e usa todos os mecanismos de Poder para negar a pertinência da análise dos interesses assumidos pela acção da Esquerda, quando considera que tudo se joga ao nível das necessidades estratégicas na acção de dispositivos globais (a diplomacia imperial e as tropas na conquista de recursos) e não numa suposta força emancipadora fundada nas pulsões da natureza interior do homem.
Berlusconi, ou qualquer outro “Chefe” (lembremos que foi dele a iniciativa de "apadrinhar" o figurino Durão Barroso como gestor da Europa proto-fascista)sabe que esta dicotomia anula a contestação, que lhe permite erigir-se em ìcone supremo da re-moralização da vida colectiva. O que é mentira! De facto o que sustenta as relações sociais nas sociedade ocidentais chamadas modernas é o sistema de consumo que funciona como um catalizador das pulsões, intensifica os prazeres quotidianos e chega à deriva de acabar mesmo por impor mecanismos auto-repressivos. Em última instância, não temos legitimidade para desafiar o “Chefe”, coitado, que tanto se esforça por nos garantir um consumo revolucionário acima daquilo que produzimos, pilhando outros povos – uma coisa que vem tomando forma como sendo o potencial revolucionário neoconservador, ou seja, o Fascismo Global.
Ou, dito de outro modo, apoiado pela indiferença da maioria das massas, (quem não vota na ideia do Chefe é apelidado de “coglione” (um culhão que vota contra os interesses do próprio corpo a que pertence) assim o Poder constitui efectivamente o factor estruturante da realidade politica, sendo ele, de igual modo, o seu motor e o seu objectivo principal. Nada mais há para além disto.
Estávamos nesta ordem de cogitações quando o comício terminou e nos demos conta da invasão imediata da psico-tecnologia do Poder. Uma hora depois as televisões e a totalidade dos jornais (no dia seguinte) enchiam as parangonas com a sensacional noticia da prisão de mais 19 perigosos capos da Máfia. Entrevistas, directos, um suspiro indiferente do homem de rua: “pois, na esquerda são todos uns fala-barato, mas é isto que o povo adora em Silviuzzo: competência, resultados para a estabilidade social. De facto. 350 mil pessoas (se bem contadas seriam 500 mil) tinham desaparecido nesse mesmo dia do mapa informativo e os 19 mafiosos presos, a avaliar ela displicência da pose em algemas, não passam de meros figurantes fabricados pelo Governo. Como é evidente, a Máfia são eles. Estima-se que mais de 40 euros em cada 100 não sejam declarados ao fisco, a grossa fatia que representa o verdadeiro coração da corrupção, um negócio de Estado gerido por governantes privados insubstituíveis. Gaspare Spatuzza, um capo da mesma famiglia dos mafiosos agora detidos descreve (desde 1997) Berlusconi como “um dos nossos”, o que mereceu um editorial do “Libero” no dia 5; enquanto o espectáculo das detenções para papalvo ver continua… e a polémica do Chefe mafioso enche páginas e páginas de jornais
“Silviuzzo” é um anagrama, popularizado pelos Media corporativos, que junta o primeiro nome do Cavalieri (Silvio) com a palavra italiana “desenvolvimento” (Sviluppo). As manifestações dos seus partidários mais fanáticos mostram bem a ideologia revolucionária neo-fascista que arrebanha a grande massa de servos para escravos do sistema - de braço estendido gritam Berlusconi venceremos Duce! Duce! o carinhoso diminuitivo usado para saudar Mussolini:
no direito romano a politica era vista como uma missão altamente respeitável - após se ter solidificado numa longa actividade nosnegotia, qualquer politico se via no direito de procurar uma maneira digna de preencher os anos de otium. Contudo, segundo a máxima incluida no Simpósio, o "homo clarus atque magnus" deve prestar contas não só dos seus negotia, mas também do seu otium. O problema para qualquer historiador que deseje seguir a ética de Catão e classificar o bando de filhos da puta que usurparam o poder democrático nas sociedades modernas, é que os intérpretes da videocracia (onde a qualquer tipo mediocre mandatado não se sabe bem por quem, desde que de fato e gravata lhe basta aparecer para ser alguém), inverteram-se de valores pela partidocracia - começam-se pelo ócio para se alcandorarem a fortunas incomensuráveis através da politica. Seguem-se dois extractos de actas das gravações entre Armando Vara e José Sócrates. Dizem que as fotocópias são falsificações(1). É natural, se são (imagine-se quanto pior serão as verdadeiras), estão se acordo com as personagens que interpretam e falsificam o Estado de Direito em todas estas estórias abaixo de cão...
(duplo clique nos recortes para ampliar)
(1) Joaquim Letria comenta hoje, sob o titulo "as histórias que eles contam" (acerca da fundação das Misericórdias ser uma vigarice) que "como naquele tempo não havia policias a escutarem toda a gente, que remédio temos nós senão acreditar em todas as patranhas que nos querem impingir!? como neste caso das escutas falsas na Net. Já imaginaram que depois de dizerem isso, todas as escutas são falsas!? Quem sabe se são verdadeiras ou falsas!? Quem o pode garantir!?" .
"Como poderemos entender que eventos passados possam formatar os processos mundiais correntes? - e quem decide qual é a versão que se encontra mais próxima da verdade?"
Quando a nação de Israel viu a luz do dia pela mão unilateral da ONU em 1948, este acto foi o culminar de um processo de dedicação dos nacionalistas judeus que batalharam por séculos pela ideia que o seu povo devia regressar à terra da qual tinha sido obrigado a exilar-se há mais de 2.000 anos... Mas muitos arqueólogos e historiadores modernos começaram desde cedo a ter dúvidas que um tal evento algum dia tivesse na realidade ocorrido...
O professor Shlomo Sand da Universidade de Telavive, especialista em história contemporânea e autor do best-seller que causa sensação por todo o mundo "O Povo Judeu é uma Invenção" é aqui entrevistado pela Al-Jazeera:
* De Bush a Obama: A guerra interna do Lobie Judeu pelo controlo dos dois niveis máximos de decisão do capitalismo, o Tesouro e a Reserva Federal, utilizando a ferramenta de execução "Estados Unidos" pelo manejo da massa financeira dos "mega-resgates" que somam muitos milhares de milhões de dólares destinados a reciclar a crise utilizando dinheiro público. (para ler mais aqui)
* O desenlace da crise será aquele que foi desenhado no "grande tabuleiro de xadrês" por Brezinski, que agora é conselheiro de Obama. Saiba porque está a economia parada e milhões de pessoas inactivas: estão à espera da terceira guerra mundial. As razões estratégicas que converteram o "triângulo petrolífero" Eurásia-Cáucaso-Médio Oriente no teatro operacional da terceira guerra mundial inter-capitalista (desenvolvida provavelmente com armas nucleares tácticas) pelo controlo dos recursos chave para a sobrevivência futura das potências capitalistas. (Manuel Freytas, no IAR.Noticias)
o Indymedia Portugal foi de novo relançado, 10 anos depois do início do Indymedia global
O Centro de Média Internacional Portugal (CMI) é, como todos os centros de media independentes, um centro de informação livre e independente, que cumpre os requisitos para fazer parte da rede IMC e concorda com os princípios de filiação à rede. Funciona para que as pessoas possam tornar-se elas mesmas meios de informação livres e independentes. Como tal, pretendemos realizar uma acção directa informativa, deixando de confiar aos meios de comunicação corporativos a tarefa de intermediar em exclusivo os acontecimentos e a sua interpretação. Convertemo-nos assim em fonte geradora de um discurso livre da manipulação de governos e corporações, e assumimos o nosso papel como artífices e zeladores dos canais que nos permitem transmitir e difundir uma outra visão da realidade.
Há um ano, nos tradicionais balanços de fim de ano (The Economist, Dez, 2008), o presidente da Nestlé, Peter Brabeck-Letmathe, uma das empresas multinacionais de topo na exploração dos recursos naturais do planeta, deixou o aviso: “ Estou convencido que, nas condições actuais e da forma como a água tem sido gerida, ficaremos mais rapidamente sem água do que sem petróleo” – e continuou: “existem soluções para evitar a seca, que começam na politica, por exemplo, terminar os subsídios à produção de biocombustiveis (…) São necessários 9100 litros de água para produzir soja para um litro de biodiesel, e cerca de 4000 litros para produzir milho para o bioetanol (...)
Disse bem – de facto tudo começa por decisões politicas. Atente-se entretanto na politica de gestão definida pela Empresa Pública de Águas de Lisboa (EPAL). A companhia monopolista da gestão da água na região de Lisboa resolve consertar um acordo com a multimilionária empresa estatal israelita Mekorot Water Company, uma parceria insólita que só pode ter motivações politicas obscuras escondidas por detrás da decisão; isto num momento em que por todo o mundo se apela ao boicote das empresas de Israel atendendo àquilo que se passa na Palestina. A parceria mereceu a crítica de uma jovem estagiária da EPAL que escreveu a partir da rede interna da empresa o seguinte email: “Enquanto os israelitas vivem cada vez melhor devido, entre outras coisas, a associações com a competência técnica e excelência de trabalho como a EPAL, os palestinianos são privados do acesso à água, segundo fonte da Amnistia Internacional”. A estagiária, quadro técnico superior, foi de imediato dispensada de serviço e a sua fotografia exposta em todas as portarias da empresa com a indicação expressa de estar terminantemente proibida a entrada a esta pessoa (para ler aqui no DN) .
... ainda parece que foi ontem, e esta noticia já faz amanhã 1 ano: em que pé estarão “as investigações”?
“De acordo com a edição do «Público» de 5 de Dezembro de 2008, o social democrata Dias Loureiro e o socialista Jorge Coelho são accionistas da Valor Alternativo, uma sociedade anónima gestora de fundos, que administra e representa o Fundo de Investimento Imobiliário Valor Alcântara. O fundo em causa foi, segundo o jornal, constituído com imóveis adquiridos com o produto de reembolsos ilícitos de IVA, no montante de 4,5 milhões de euros.
A Valor Alternativo e o Fundo Valor Alcântara têm a mesma sede social e os bens deste último já foram, inclusivamente, apreendidos à ordem de um inquérito em que a Polícia Judiciária e a administração fiscal investigam uma fraude fiscal superior a cem milhões de euros. O fundo de investimento foi constituído por três participantes, alegadamente envolvidos num esquema de fraude fiscal do sector das sucatas. Um deles é Dias Loureiro, que possui 30,5 por cento do capital através da DL Gestão e Consultores. Outro é Jorge Coelho, com 7,5%, através da Congetmark”. Palavras chave: Bloco Central, Corrupção, Sucata! (para ler e recordar aqui) .
No modelo económico vigente nos Estados Unidos os cidadãos locais, cerca de 6 % da população mundial, são responsáveis por mais de 30% do consumo de energia e poluição global do planeta. Apesar disso… trabalha-se afanosamente na fundação da nova bolha financeira: os investimentos no verde das florestas pode ajudar a salvar o way-of-life da coisa
Exactamente como acontece em todos os outros ramos de interesses - com o paradigma financeiro, com as grandes obras, com a necessidade de precarização dos contratos de trabalho, etc. - existem divergências profundas sobre os métodos científicos “certificados pelo poder”. Vai ganhando quem dispõe dos meios de decisão e de comunicação para fazer da sua a opinião certa. Pelo que nesta altura, quando a ecologia atingiu o estatuto de problema aplicável à financeirização, parece absurdo colocar em primeiro lugar a discussão sobre verdades convenientes. Trata-se de, mais urgente, de obviar à inconveniência, o que levou o professor Boaventura Sousa Santos a escrever isto na revista Visão: “Como já previsto, a Conferência da ONU sobre a Mudança Climática, a realizar em Copenhaga de 7 a 18 de Dezembro, será um fracasso que os políticos irão disfarçar com recurso a vários subterfúgios: "acordo político", "passo importante na direcção certa". O fracasso reside em que, ao contrário dos compromissos assumidos, não serão adoptadas em Copenhaga metas legalmente obrigatórias para a redução das emissões dos gases responsáveis pelo aquecimento global, cujos perigos para a sobrevivência do planeta estão hoje suficientemente demonstrados para que o princípio da precaução seja accionado. A decisão foi tomada durante a Cimeira da Cooperação Ásia-Pacífico e, mais uma vez, quem a ditou foi a política interna dos EUA (…)” (ler o resto). Acrescentado-se, muito antes disto houve uma pré-determinação em fazer do pânico sobre o clima um negócio: tratou-se da aprovação dalei Lieberman-Warner Climate Security Act em 2007, (da autoria de 2 importantes senadores do lobie judeu que apoiaram Bush) numa questão deveras impopular nos EUA porque, a ser aplicada, traria prejuízos imediatos às empresas
Poderia o carbono ser um assunto neutro, sem contabilizar números? De facto as mudanças climáticas já estão a ter um sério impacto financeiro no mundo dos negócios. Há já alguns anos que as petrolíferas, as mesmas que não olharam a éticas ambientais para lucrarem com o mundo sujo, se adiantaram na reconversão tecnológica para logo mais voltarem a lucrar com a pseudo limpeza da porcaria que elas próprias produziram.
1º passo – some-se o total das emissões de gases, e depois divida-se pela receita em milhões de dólares. 2º passo – multipliquem-se as emissões totais pelo preço corrente do carbono emitido – 31 dólares por tonelada métrica. Passo 3 – determina-se o preço de redução consoante a percentagem do rendimento da empresa. Na prática é uma forma de sacar mais um imposto
o Mercado de Carbono e o aquecimento global
Assim, o capitalismo, fiel à sua essência, aproveita-se para gerar um novo espaço de rentabilidade baseado na privatização da atmosfera, de facto com efeito retroactivo. Não importa que quanto rebentar esta bolha já não haja ninguém para contar o dinheiro. Trata-se de criar direitos comerciais sobre a atmosfera para aqueles que geraram o problema: as indústrias emissoras de gases de efeito estufa que concede uma quota de emissões garantidas de enorme vantagem para aqueles que criaram o problema. A diferença entre as emissões reais e o topo máximo permitido pode ser vendida no mercado do carbono a países ou empresas que excedem a quota. Obviamente, quem não tiver investido avultados valores em equipamentos ditos limpos (porque não tem dinheiro para isso), isto é, aos pobres só lhes resta pagar. Isto equivale a privatizar os direitos de contaminar um espaço que antes não tinha dono: poder-se-ia ter gerado um regime jurídico que declarasse a atmosfera património comum da humanidade, nomeando uma autoridade reguladora de um sistema de gestão comunitário internacional. Mas não é isso que está a acontecer. Já o Protocolo de Quioto contemplava a mesma canção neoliberal das vantagens dos mecanismos de desenvolvimento sobre a erradamente chamada “atmosfera limpa”; e imagine-se quem foi um dos principais promotores dos princípios encorporados nesse Tratado? Nem mais nem menos que o campeão multimilionário do meio ambiente e prémio nóbel Al Gore
"pode-se fazer dinheiro com isto...", Obama vendeu a ideia logo durante a campanha eleitoral:
enquanto a ideia que se quer fazer prevalecer é a de que são os paises subdesenvolvidos os responsáveis pelo fracasso...
e topar um dos primeiros migrantes, crucificado de cabeça para baixo, segundo reza a lenda...
... desenhada cerca do ano 1600 por Caravaggio, numa parede da Cappella Cerasi, Santa Maria del Poppolo, Roma - a qual, segunda a lógica comercial do cliente, se ficou a conhecer por "Crucificação de São Pedro", uma entre muitas outras obras escolhidas do manancial de divertidas mistificações em que este chão "sagrado" é fértil desde o regresso triunfal de Julius Caesar Germanicus (16 AC-19 DC)
Segundo a crítica biblica alemã, nomeadamente da Escola de Tubingen, até hoje a única base cientifica do nosso conhecimento da história do cristianismo primitivo, os numerosos relatos mais do que duvidosos do Novo Testamento pretendem impor-nos uma quantidade de lendas de mártires como historicamente autênticas. Quando muito são autênticas quatro das epistolas atribuidas a São Paulo. E destas há apenas um livro do qual se pode fixar, com alguns meses de aproximação, a data da redacção, a qual se situa entre Junho do ano 67 e Janeiro ou Abril de 68. Segundo Bruno Bauer, o cristianismo em si só aparece no reinado de Tito Flávio (39-81 DC) e a literatura do Novo Testamento sob Adriano (76-138) e Marco António. O cristianismo é uma história mística de judeus construida como produto do meio onde nasceu: Roma e Alexandria, na escola do filosofo Filon (25 AC- 50 DC) - e não na Galileia nem em Jerusalem. Era preciso inventar uma religião universal para o povo, como barro unificador do Império, e inventou-se uma lenda que se mantém mesmo à custa da ciência. Quando o imperador Constantino (272-337)elevou o cristianismo à categoria de religião de Estado, tiveram grande participação a escola de Filon, a filosofia vulgar greco-romana e a platónica, em particular a estoica. O cristianismo é um produto autêntico desse mundo e não de lendas messiânicas judaicas completadas por fraudes piedosas e um charlatanismo sem disfarce, onde os milagres, os êxtases, as visões, a adivinhação do porvir, a alquimia, a cabala e outras feitiçarias de ocultismo desempenharam o papel primordial. Não foi por mero acaso que de catacumba em catacumba, como nos lugares subterrâneos do culto à divindade indo-iraniana Mitra, os caldeus, judeus e outros migrantes semitas, segundo Tácito (55-120 DC), foram por duas vezes expulsos de Roma pela prática de vigarices alicerçadas em magias e esoterismos pagãos.
Portanto, eis a Roma onde tudo nasceu, onde à beira do Tibre ainda no século XVIII pontificavam bem definidos na paisagem os dois poderes intemporais: o Castelo de Sant`Angelo como aquartelamento bem terreno das forças policiais da Ordem e a Catedral de São Pietro como simbolo do poder emanado de Deus lá das alturas do Céu... (de onde acaba de chegar mais uma missão da Nasa)
... tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade a sua posição social e as suas relações recíprocas" (do Manifesto Comunista, 1848)
Jogaram e perderam!. O apagão da esplendorosa bolha imobiliária no Emirato do Dubai deixa a banca europeia de interruptor desligado e à beira do desespero. O Credit Suisse estima que as entidades financeiras que cobre, referentes ao pedido de adiamento de pagamentos da Nakheel, a divisão imobiliária da holding Dubai World, têm uma exposição de 13.000 milhões de dólares. Os analistas consideram que as perdas nesses fundos poderão ascender a 50% dessa cifra total. O pânico acontece quando a Nakheel tem um compromisso de 4.000 milhões de dólares para pagar até 14 de Dezembro e, efeito surpresa!, confessa que não tem dinheiro para pagar; quando as obrigações derivadas da sua dívida já atingem os 80.000 milhões de dólares. Entretanto a holding Dubai World anunciou uma reestruturação.
O que significa o mesmo que aconteceu aos depositantes do BPN e BPP - a quem investiu em depósitos nesses fundos a Nakheel dirá da impossibilidade de pagar e mandam-nos falar com a Dubai World que dirá que não é nada com ela, uma vez que já não possui o controlo da Nakheel. Esta jogada é recorrente e é o tipo de prática onde está fundado o desejo da retoma capitalista ponzi-neocon. Mais dia menos dia acontecerá o mesmo com as dívidas do emirato de Abu Dhabi, da Arábia Saudita, do Barhein e do Qatar. Prenderam "um Madoff" como exemplo, mas ele bem se fartou de bramar que não era o único. Esse tipo de prática funciona por todo o lado. "Lamento que não tenha sido preso uns meses mais cedo", lamentou-se Bernie Madoff: "Tive azar, nessa altura teria saído limpo". Como saíram os fundos do Cavaco Silva investidos no BPN; cliente normal que veio atrás que vá falar com a SLN.
Então qual terá sido o problema? A verdadeira história acerca do Dubai! - lado a lado com o capital fictício e a megalomania dos maiores luxos do mundo, coexistia a fraude, dinheiro fácil e outros vícios de velhos standarts: neo-escravatura, trabalhadores importados pagos a 1 dólar por hora com alojamentos em barracões no meio do nada, passaportes apreendidos por empreiteiros e intermediários como garantia contra fugas; e ausência de direitos a protestos sobre condições de emprego. E quem o diz, não são os habituais suspeitos de conspirações anti-capitalistas, é a insuspeita ABC News em reportagem feita há dois anos atrás:
adenda: Exposição da banca internacional. Credores: United Arab Emirates (originados via Credit Suisse via Bank for International Settlements):