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terça-feira, abril 23, 2013

"A catástrofe iminente e os meios de a conjurar"

Este ano o PIB da Alemanha é inferior ao mesmo periodo do ano passado. O motor da economia capitalista europeia entrou em Recessão, é oficial. Se a crise se instala na Alemanha (terreno seguro para o imperialismo yankee) toda a Europa corre o risco de entrar num caos.

O artigo 123 do Tratado de Lisboa estabelece que todos os membros da Comunidade Europeia deixaram de ter o direito de pedir emprestado aos bancos centrais. Até aqui os Estados, na União Europeia, não podiam pedir dinheiro directamente emprestado ao BCE, apenas o podendo fazer através dos bancos privados com juros de 1% - e por sua vez estes emprestavam-no ao Estado com juros 5 ou 6 vezes maiores. A tão propalada falta de liquidez da Banca para acudir ao financiamento das pequenas e médias indústrias prende-se com a obrigação de esse mesmo artigo 123 obrigar a pedir financiamento nos “mercados financeiros” com juros muito mais elevados. Não havendo crédito, as empresas mais pequenas são obrigadas a declarar falência, os gigantes do comércio internacional ocupam o seu lugar na cadeia de produção e distribuição, a grande maioria de capital norte-americano ou seus agentes. Concentração de capital na mão dos maiores e mais ricos, é disto que trata a “Crise".

Obviamente, os “mercados financeiros” são abastecidos e operados pelas grandes financeiras imperialistas, bancos multinacionais privados e sociedades de investimento privadas como o famigerad Goldman Sachs (do qual Mario Draghi hoje director do BCE é funcionário), o JPMorgan Chase, Wells Fargo (donos do Wachovia), Citigroup, US Bancorp, Ally Financial, GM Acceptance Corporation, One West (de George Soros), HSBC, Deutsche Bank, PNC Bank, Bank of America, etc. etc. tudo isto funcionando na órbita da Reserva Federal que imprime dólares sem quaisquer restrições e os coloca directamente nas mãos do governo dos Estados Unidos para assim se poder financiar sem limites as guerras de ocupação neocolonial em curso. É de uma guerra social que se trata - "Há guerra de classes, com certeza, mas é a minha classe, a classe rica, que faz a guerra, e estamos a ganhá-la", dizia Warren Buffet em 2006.

O simples pagamento dos juros desses empréstimos aos “mercados financeiros” representam hoje a maior despesa do Estado nos países periféricos (em Portugal 70% do PIB é para pagar juros) e da segunda maior despesa do orçamento dos países socialmente mais evoluídos, onde a primeira despesa continua a ser a do Estado Social, como no caso da França, onde agora a “dívida” custa 89.000 € por minuto, fruto do artigo 104 º do Tratado de Lisboa, que é a origem da dívida de somas astronómicas em que incorre o Estado para o pagamento de uma dívida que não deveria existir. Por este contador da dívida pública francesa conclui-se que cada habitante deve 28.166,65 €uros. O rácio entre a dívida mais elevada e o menor número de habitantes coloca os portugueses a dever verbas bem maiores, embora a grande maioria dos portugueses não esteja a dever nada.

Veja-se como a “crise económica” – a maior fraude e roubo de todos os tempos - já destruiu a Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha, alastra a Itália e ameaça toda a Europa. E, perante a ameaça, o controlo dos meios de comunicação, jornais e televisões desviam a atenção para os falsos problemas como a pequena corrupção (ao pé do banco Wachovia, que lidera a criação de uma bolha financeira de milhares de milhões na Colômbia a cobrar dentro de uns anos, o Isaltino ou o Lula não têm nem sequer estatuto para pilha-galinhas) enquanto os verdadeiros problemas como o saque das populações pelos mecanismos da dívida passam ao lado. As questões fulcrais, como a perda da soberania politica de cada comunidade devido a um bando de vendidos e traidores e da consequente perda de soberania monetária não são minimamente processados.

E assim vamos, enquanto os xicos espertos no Parlamento burguês palram sobre não questões como o crescimento, "as pessoas acreditarão naquilo que os Media pretendem que elas acreditem”, para citar George Orwell

A 22 de Abril de 1870, faz hoje precisamente 143 anos (e 1 dia), nasceu Vladmir Ilitch Ulianov, que ficaria mais conhecido pelo seu petit-nom de militante revolucionário: Lenine... "A Fome Aproxima-se" assim se iniciava o primeiro capitulo do livro que emprestou o titulo a este post, e no qual Lenine em Setembro de 1917 avisou para a catástrofe que se estava a abater sobre a Rússia. A primeira medida do governo revolucionários dos Sovietes, após as hesitações "democráticas" do governo provisório burguês, foi suspender de imediato o pagamento da dívida que as potências capitalistas tinham lançado sobre o povo Russo durante os tempos da degradante submissão Czarista
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3 comentários:

Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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