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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

há petróleo e gente sem escrúpulos nos mares da Indonésia

"No auge da crise politico militar de 2006 Xanana Gusmão sai do seu Palácio das Cinzas e dirige-se à multidão exultante: "Ganhámos porque fomos mais espertos!" O que tinham ganho era a demissão do (pró marxista) Mari Alkatiri da chefia do Governo. A quem Xanana erguia o braço triunfante era o tenente peticionário Gastão Salsinha. O mesmo que agora o tentou matar" (e anda a monte) - Antonio Perez Metelo, em "Cinzas e Nevoeiro na Politica Timorense", DN

"Lembramos que o Police Commissioner das Nações Unidas e o Brigadeiro Australiano já tinham sido indiciados em processo crime por desobediência ao Tribunal de Díli, exactamente por não cumprirem as decisões de captura de Alfredo Reinado, sendo um dos argumentos do Tribunal o perigo que este representava para o Estado timorense"

"O que sei é que durante este tempo todo eles (Xanana, Horta e Reinado) estiveram em contactos de diálogo". Vítor Alves, o pai adoptivo de Reinado não quer pronunciar-se, dizendo apenas que "tinha que acontecer desta forma (...) Está lá o rapaz, já morreu, acabou. Que não criem mais confusão, não caiam mais em desgraça (...) Que a situação de instabilidade acabe de uma vez para sempre e que dê paz e sossego a todo o povo, que a situação nacional de Timor melhore"

Que tal a China, vizinha e amiga de Timor-Leste, começar por sugerir em sede própria, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que as forças de segurança australianas e neo-zelandesas, estejam sob o capacete da UN? - Não é que a UN seja mais competente, mas pelo menos não se duplicavam duas estruturas incompetentes e os danos que isso tem provocado a Timor-Leste. Ou será que amigos, amigos, negócios (da Austrália) à parte?...

Leandro Isaac, ex-deputado timorense: "Quando foi da crise de 2006 não era bem iniciativa dele (major Reinado).
Mas era mandado. Mandado - Era mandado por quem? "Reservo isso, meu irmão, peço imensa desculpa. Para não criar mais confusão, não quero ir além disso.
Mas mais tarde prometo contar" (DN)

(ler mais, no Timor Online)

* actualização:
o Austalian News reporta que Reinado chegou a casa de JRH "perguntando pelo presidente" e foi imediatamente baleado (mas não diz por quem). É muito interessante ver que cada vez se conhecem mais factos sobre evento. Só pela leitura dos jornais corporativos ou pelo que informa a Radio Timor Leste não se poderá conhecer quem de facto orquestrou tudo isto, e até que ponto "a violência foi espontânea". (via Xanana Republic Gazette)
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terça-feira, fevereiro 12, 2008

Ali Babá, a Reprieve e os 48 vôos da CIA


Apanhado em flagrante delito o actual Presidente da Comissão Europeia será implicado nos voos secretos da CIA A precisão das informações relatadas pela Reprieve permitirá aos inquiridores do processo nomeados pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da Europa proceder à sua verificação. A amplitude do tráfico de prisioneiros é descrita como sendo prática comum e os inquiridores avaliarão concretamente quem tem responsabilidades nos casos assinalados. Estas práticas são contravenções à Lei penal portuguesa e à Convenção Europeia dos Direitos do Homem. Portugal assinou o Tratado de Roma em 1998 e as responsabilidades politicas implicadas são susceptíveis de ser julgadas pelo Tribunal Penal Internacional
As autoridades portuguesas desmentiram com veemência as imputações da Reprieve; no entanto, até ao completo apuramento dos factos três primeiros ministros são postos em causa: José Manuel Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e José Sócrates.
A julgar pelas afirmações de Condoleezza Rice - de que os europeus sabiam de tudo (e que nenhum dos visados então desmentiu) - o envolvimento dos governos portugueses foi efectivo.

Que moral, ética ou legitimidade têm os actores politicos que fazem a gestão do Estado, que obedecem e reportam em directo a criminosos internacionais?

Cavaco Silva, sempre tão solícito a emitir impulsos mediáticos sobre tudo (mundial de futebol 2018) e sobre nada (as acusações de Alípio Ribeiro, assegurando que o Ministério da Justiça nunca lhe deu instruções relativas à investigação de algum processo criminal), apesar de responsáveis oficiais como Carlos César admitirem a verdade, sobre os vôos da CIA Cavaco não recebeu do alto da pirâmide Imperial instruções para a Presidência da República Portuguesa se pronunciar sobre o assunto. Recomenda-se calma sobre quaisquer que sejam os incómodos para a navegação do regime.

Tal não aconteceu porém quando o PR se pronunciou sobre os “altos e escandalosos salários dos executivos”. Sua Excelência repetia, como o boneco do ventriloquo, uma directiva da SEC norte americana (Securities and Exchanges Commission) cujo presidente Christopher Cox pretende obter dados sobre empresas que não fornecem informação detalhada aos accionistas, enquanto empocham somas fabulosas, ludibriando e pondo em causa o sistema de onde todos comem. (onde é que nós já ouvimos isto?)

A segunda actuação recente do “boneco do ventriloquo” aconteceu sobre “o combate à Corrupção” – na verdade a chamada de atenção reporta ao “Foreign Corrupt Practices Act” do Departamento de Justiça do FBI que dá plenos poderes de investigação (lá chegaremos) aos magistrados e reguladores no combate à fraude praticada pelos responsáveis politico-económicos que se abotoam com umas massas por fora à pala dos concursos públicos (ou da sua ausência). Em tempos de crise, a criminalização do suborno é uma actividade profícua, mais com a finalidade de aplicar coimas para realizar receitas – e seguir o exemplo: só no ano passado o Governo americano arrecadou 100 milhões de dólares a quem se deixou apanhar. Lá terá que marchar uma grossa fatia do pé-de-meia do ex-Ministro do Ambiente de Durão Barroso
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segunda-feira, fevereiro 11, 2008

o Fim da Comida Barata

Quando, faz mais de um ano, Bush se reuniu com o presidente do conselho e director geral da General Motors Corporation Rich Wagoner; com o director geral da Ford Motor Corp. Alan Mulally e com o director geral do grupo Chrysler da Daimler Chrysler AG, Tom LaSorda para discutirem medidas de reconversão da indústria automóvel e os participantes decidiram apoiar a produção de veículos que utilizem combustível alternativo à base de produtos provenientes da agricultura, Fidel Castro dias depois foi o primeiro a fazer uma chamada de atenção para os perigos da decisão: "O presidente instou o Congresso a avançar rápido numa legislação que o governo propôs recentemente para ordenar o uso de 132 biliões de litros anuais de bioscombustiveis em 2017". Esta pressão sobre a mudança de uso dos terrenos férteis, principalmente nos paises pobres, "condenará biliões de pessoas a morrer precocemente de fome e de sede".
Passados estes meses todos, o assunto chegou à "The Economist" (e por efeito epidémico ao jornal do Fernandes da Sonae) num artigo pomposamente intitulado "The End of Cheap Food" e diz, com o mesmo título, basicamente o mesmo que Fidel disse, mais fácil dizê-lo agora que os resultados começam a estar à vista - a conexão do petróleo com o etanol faz aumentar ainda mais o custo da alimentação, como demonstrado por Stuart Stanford em "Fermenting the Food Supply Modelling Biofuel Production as an Infectious Growth on Food Production" - e as razões são bem conhecidas: a enorme procura energética das grandes economias asiáticas e a incapacidade dos países mais ricos — os Estados Unidos, o Japão e a Europa — para reduzirem o seu consumo!

Na Amazónia a desflorestração com a ganância de alargar plantações atingiu o mais alto indice de sempre, também ajudada pelas centenas de milhões de moeda despejada para salvar os bancos na crise bolsista a inflação começa a impôr actualizações diárias de preços dos alimentos nos supermercados da fleumática Grã-Bretanha (e em toda a Europa, claro); e Fidel Castro, do seu quarto de convalescente onde se dedica a escrever sobre a experiência adquirida, em Janeiro último volta à carga noutro artigo que tem corrido mundo: O índice de preços na relação entre rendimentos e consumo de alimentos é o mais alto alguma vez verificado nestes últimos 162 anos! (ou seja, desde 1865) “Também aumenta a procura mundial de soja, sobretudo por causa do aumento do consumo na Ásia. As dezenas de milhões de porcos existentes na China devoram uma incrível quantidade de soja durante o ano. Os preços futuros da soja foram 80% superiores para este ano (Dezembro de 2007) aos do ano passado. Ninguém pode estar certo, mas o lógico é que o crescimento contínuo da população mundial e o aumento dos rendimentos reais para mais de 2 biliões de pessoas nos últimos anos signifiquem uma procura cada vez maior de proteínas — mais carne de boi, mais porco, mais frango, mais peixe — e, por conseguinte, mais cereal para alimentar os animais.”
Corolário da questão dos biocombustíveis vs alimentação: com a coesão social em crescente degradação por terras do Tio Sam ninguém se admirará se dentro em breve os hispânicos da Califórnia, Novo México e os negros do Mississipi tiverem menos capacidade de alimentação que os simpáticos porcos que se criam nas explorações chinesas.
ler aqui:
(artigo completo de Fidel Castro para ler no Granma)
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domingo, fevereiro 10, 2008

60 Minutos

Steve Kroft numa reportagem passada (ontem sábado, repete hoje domingo) na SicNoticias explica como a derrocada da bolha imobiliária com a crise dos chamados “subprimes” (que no princípio, com o convite bancário à fraude, começou por ser um boom na construção mas que em lume brando se vai reduzindo a pó), está agora a afectar o mercado de capitais em todo o mundo.
Os bancos e as empresas seguradoras de crédito, com novo agravamento na semana passada, de acordo com o Bloomberg tiveram desde o Verão passado perdas contabilizadas até ao momento na ordem de 133 biliões de dólares, valor que continua a aumentar minuto após minuto.

Em 2007, pela primeira vez no pós guerra o valor médio das casas caíu nos Estados Unidos, contudo os preços permanecem demasiado elevados. Na medida em que os custos do crédito aumentaram os compradores deixaram de poder pagar os empréstimos. Mas os bancos emprestadores tinham feito pacotes desses créditos e cotaram-nos em Wall Street, a partir de onde foram vendidos para todo o mundo como “investimentos seguros” e não cessaram de crescer. A maioria dessas acções foram compradas por "fundos públicos" a preços elevados estando agora cotadas por valores irrisórios. Voltando ao princípio vejamos como a bolha começou e o que acontece agora na pequena cidade de Stockton (Califórnia) uma das zonas residenciais mais selectivas na União, onde agora estão 4200 casas para venda – ou de como esta oportunidade, a ruína do castelo de cartas financeiro pode bem ser o princípio do fim: o grau zero, da (Des)União.
Na sociedade capitalista é assim: por cada desastre em cada família, novas oportunidades de compra de casa a preços de pechincha se abrem aos predadores. Em Stockton, como em milhares de cidades, organizam-se leilões e passeios turísticos de compradores pelos bairros de casas penhoradas e abandonadas:

sábado, fevereiro 09, 2008

yankees go home!

e tão bem que se vê a guerra, daqui de longe!

"Esta imagem (captada no Vale de Korengal no Afeganistão) mostra o cansaço de um homem e de uma nação - todos nós estamos conectados a ela. É a imagem de um homem no final do caminho"
esta foi a declaração do júri ao atribuir ao fotógrafo Tim Hetherington da Vanity Fair o 1º prémio do World Press Photo 2008 (ver restantes fotos premiadas)

Indiferente à angústia dos jovens que não têm outra alternativa que mandarem-se como carne para canhão, Condi Rice acompanhada do sargento britânico David Milliband depois de rumar ao local do crime nos arredores de Kabul seguiu para a reunião da NATO onde levou a mensagem: "Francamente, espero que enviem reforços". A convocatória de Vilnius foi feita pelo secretário de Estado Robert Gates: "A grave situação militar em que cada vez mais se degrada o Afeganistão pôe em causa a credibilidade da aliança". Em face da recusa que os aliados têm em enviar mais tropas e com os americanos no estado em que a foto nos mostra, Gates está desapontado.
O holandês Jaap de Hoop Scheffer, o secretário Geral da Nato, concorda que são precisas mais tropas para conter a crescente ofensiva contra a presença ocidental num país tão longinquo e estranho, mas descarta a sugestão de Gates de que a Aliança esteja dividida em duas componentes "uma delas demasiado cansada para combater". "Só há uma aliança" concluiu o holandês. Agora é só fazer as contas à situação económica financeira dos paises que contribuem com tropas para o controlo do negócio do ópio no Afeganistão e ver até que ponto a aventura pode prosseguir. Isto é, até que ponto os contribuintes estão dispostos a continuar a pagar uma guerra privada engendrada pela familia Bush.

(fonte: Guardian)

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Rio das Flores

“Fomos pesá-lo numa simples balança de cozinha – fazia-nos falta este elemento informativo: 900 gramas. Suspense, marketing, quantidade, peso... faltava só verificar o que em literatura parece ser perfeitamente secundário: a qualidade; (...) este romance, que nas palavras do próprio autor se deseja histórico, quando entra por esse caminho, regista um tom de Selecções do Readers Digest (...) é exactamente esta inversão de valores que faz de “Rio das Flores” uma obra menor, tão igual a um qualquer exercício de menino de escola semi-deitado de lado sobre o papel”. Assim considerou Dóris Graça Dias que intitulou a sua crítica literária de "a Redacção"

ai ele (não) é isso?

Henrique Monteiro consulta o rol de facturas recebidas respeitantes a escritos encomendados e decide quais são as que têm dignidade para serem pagas. Não se trata de censura, apenas de uma escolha editorial sobre aquilo que deve ser pago. O resto, excluido porque não convém ao estatuto do núcleo duro de colaboradores do Expresso, não pode ser publicado; nem de borla.
A mesma receita foi sugerida pela crítica: “acho que se ele (Miguel Sousa Tavares) escrevesse o livro sem ter o nome dele, este nunca seria publicado”. Mas, apoiado numa formidável campanha de marketing “Rio das Flores” foi publicado e os espertalhaços editores foram às algibeiras dos alienados consumidores de literatura de cordel com cara de televisão - que compraram, a 29 euros a peça, uma vulgar redacção de aluno do secundário pelo preço de um romance histórico. Como é habitual nas boas peixeiradas à portuguesa, tudo acabou com ameaças de resolução rápida: nos tribunais!; que não os populares que num ápice, alicerçados em fundamentos sérios, fariam a obra estacionar nas livrarias em pilhas até ao tecto.

Concluindo, este retrato do nosso "panorama intelectual" aparece com um sorriso de indulgência sobre o carácter do país falido e da pessoa, ambos contentes com os procedimentos das suas vidas numa complacente mediocridade. Como na novela de Camilo “A Queda de um Anjo”:
“Deixá-lo ser feliz: deixá-lo. Calisto Elói, aquele santo homem lá das serras, o anjo do fragmento paradisíaco do Portugal velho, caiu. Caíu o anjo, e ficou simplesmente o homem, homem como quase todos os outros, e com mais algumas vantagens que o comum dos homens (...) Na qualidade de anjo, Calisto, sem dúvida, seria mais feliz; mas, na qualidade de homem a que o reduziram as paixões, lá se vai concertando menos mal com a sua vida”.

Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino

Queixa das almas jovens censuradas (Natália Correia, 1957)

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Barackmania

Ninguém percebe lá muito bem qual a razão de tantas congeminações àcerca do pseudo-processo-eleitoral norte americano. Afinal trata-se de um truque para fazer crer à populaça global que existe um método de escolha democrática dos candidatos, quando na verdade o espectáculo apenas diz respeito aos militantes inscritos nos partidos, que votam para a escolha dos delegados às Convenções dos 2 partidos - clones um do outro. Cerca de 60 por cento de norte-americanos não votam; não interferem no processo. Em Portugal quando os Neocons deram ordens ao staff do conselho de estado para "americanizar" o modo de escolha da liderança do Partido chamado socialista (e do outro) que influência tiveram os portugueses na escolha do programa (mentiroso) de José Sócrates?

O problema principal dos estado-unidenses consiste na escolha entre Pepsi-Cola e Coca-Cola” diz Woody Allen - O resto é folclore:



Mario Vargas Llosa no El Pais: “Há uma revolução em curso nos Estados Unidos, mas não é uma revolução como as de França ou da América Latina. As revoluções nos Estados Unidos são pacíficas, não se fazem com barricadas nem com balas, mas com votos e palavras” - já conhecemos esse modelo de show. No resto do mundo chama-se "zapping de sofá"

Oprah Winfrey e o Poder da Televisão

se por cada vez que se tem pronunciado a palavra "mudança" (change) nesta campanha, fosse cobrado um dólar, a crise económica e financeira estaria imediatamente resolvida.

(...) "Obama é excelente orador. Parece falar uma língua diferente, tem o idealismo reformista de Martin Luther King e John F. Kennedy e por isso corre sério risco de ser assassinado. A sua campanha tem reminiscências da mobilização a favor da integração racial encabeçada por Luther King e chegou ao coração dos negros, muitos hispânicos, muitos brancos e até mesmo muitos republicanos jovens. Já houve quem comparasse as presidenciais 2008 com as de outros momentos de incerteza económica e desencanto: 1932, quando Franklin Roosevelt expandiu as suas medidas sociais e 1960, quando John F. Kennedy ergueu a tocha de uma nova esperança e um novo idealismo.

Filho de um africano e uma branca do Kansas, de origem nórdica, Obama passou parte da infância na Indonésia, que abriga a maior comunidade muçulmana do mundo. Frequentou Harvard, a melhor universidade do mundo, tal como sua mulher, Michelle. É advogado, mas em vez de fazer fortuna trabalhando numa firma de advogados de New York ou Boston, preferiu passar dez anos defendendo os direitos de marginais e indigentes nos bairros pobres de Chicago. A questão racial é um tema espinhoso que os candidatos tratam com extrema cautela com medo de assustar eleitores dessa raça e daí a cor de Obama ainda não ter vindo à baila nos comícios, mas o mesmo já não se pode dizer da religião. Quando Obama viveu na Indonésia, frequentou uma madrassa (escola religiosa islâmica), o que deu origem ao boato de que era muçulmano ou teria um passado muçulmano. Ainda por cima, chama-se Barack Hussein Obama Jr., muitos americanos temem nomes muçulmanos e islâmicos e parece impensável um Hussein na Casa Branca. Obama tem tentado corrigir a falsa ideia de que seja muçulmano, mas as suspeitas estão lançadas e não é difícil adivinhar quem espalhou o boato, constando que o senador Ted Kennedy puxou mesmo as orelhas a um tal Bill Clinton. Se porventura Obama vier a ser o candidato democrático haverá grande reboliço. É capaz de surgir logo um movimento a defender a candidatura da Oprah Winfrey, que além de ser mais rica do que todos os candidatos democráticos e republicanos juntos, resolveria de uma vez por todas a questão da primeira mulher presidente e do primeiro presidente negro"

Eurico Mendes, no "Portuguese Beat" New Jersey USA

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

E o rei!... olhem o rei!...que rei de entrudo
Um porco em pé, com manto de veludo
E coroa na cabeça, a andar, a andar!
Mas reparem...tem cornos! É cornudo!
Dois chavelhos de boi no seu lugar!
Um rei que é porco e tem chavelhos!

Coroa de rei, tromba de porco e chifres no ar
Beija-lhe a Corte as patas e o traseiro
E ele a grunhir! E ele a roncar!...














Pátria de Guerra Junqueiro (um panfleto de 1896, mas mais actual que nunca!) é o primeiro texto literário que expressa o ódio ao estrangeirado Dom Carlos, a Dona Amélia e à dinastia régia dos Braganças, que desprezavam completamente o povo português: “a piolheira”. Em 1885 Portugal já estava na cauda da Europa, enquanto o rei se dedicava às finas Artes e às ciências náuticas: 90% do povo português era analfabeto, em Espanha 65% , França 25% , Alemanha 10% , Escandinavia 5%. Do reconhecimento deste estado de espirito nasce o desejo de vingança pela cedência ao Ultimato inglês – a solução para a crise, segundo Eça de Queiroz, tinha duas vertentes: a República seria a saída preferida para a burguesia, ou a Revolução a partir de baixo conducente ao caos a partir do qual sairia uma nova ordem social (advogada pelos Anarquistas). Em face da ditadura de João Franco decretada pelo Rei (que suporta "um exército que importa em 6.000 contos, não valendo 60 réis) em 1906 Guerra Junqueiro volta à carga:
“A tirania do sr. D. Carlos procede de feras mais obesas: do porco. Sim, nós somos os escravos dum tirano de engorda e de vista baixa. Que o porco esmague o lodo, é natural. O que é inaudito é que o ventre dum porco esmague uma nação, e dez arrobas de sebo achatem quatro milhões de almas”. Uma quadra popular rematava o ambiente pré-insurrecional que sucedeu à morte do Rei às mãos de Alfredo Luís Pereira da Costa e Manuel dos Reis Buíça, dois patriotas que deram a vida pela causa da Liberdade. O verso, inspirado noutro poema de Junqueiro, “O Caçador Simão” reclamava vingar os mortos da repressão de 31 de Janeiro:

Jaz aqui nesta igreja
Grão senhor embalsamado
Foi um grande caçador
Mas um dia foi caçado!...

Mas as esperanças do povo que saiu à rua para implantar a República, em 5 de Outubro de 1910, foram frustradas - quando, instalados no poder, os republicanos converteram-se em opressores tão ou ainda mais ferozes que os monárquicos. No ano da graça de 2008 foi em São Vicente de Fora que o 24º Duque da Tanga de Bragança, de seu cognome D. Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança, pretendente ilegitimo a um trono inexistente (a herança do pseudo reizinho como descendente dos Miguelistas foi banida pela Concessão de Évoramonte) conseguiu arrebanhar uma vara de ex-governantes, a maioria membros do governo de Santana Lopes – e foi desta saudosista área politica de trafulhas e labregos mascarados de democratas que ecoou o ronc ronc do Bobo sem corte: "Foi a República que atirou o nosso país para a cauda da Europa". Estamos avisados. O carnaval acabou ontem

(fontes: JL, artigo de António Martins Gomes e Indymédia.pt)
Não há alternativas ao mercado. Só o mercado pode assegurar a satisfação das necessidades das pessoas, a distribuição justa da riqueza, direitos sociais e o fortalecimento da liberdade e democracia. O mercado permitiria à economia soviética estar organicamente ligada à do mundo, e dar aos nossos cidadãos o acesso a todas as realizações da civilização mundial”
Mikhail Gorbatchev (1985)

"Assim, não pode haver alternativa, no pensamento burguês, ao decretamento do pernicioso dogma do "não há alternativa". Mas é totalmente absurdo para os socialistas adoptarem a posição da infinita (e pela sua natureza incontrolável) expansão do capital. Pois que a resultante idealização do "consumo" — mais uma vez caracteristicamente não qualificado —ignora a verdade elementar de que, do ponto de vista acrítico do capital, favorável à sua própria auto-expansão, pode não haver diferença entre destruição e consumo. Uma é tão boa quanto o outro, para a finalidade requerida. Isto é assim porque a transacção comercial na relação capital — mesmo da espécie mais destrutiva, corporificada nos produtos do complexo industrial/militar e na utilização que lhes é dada nas suas guerras desumanas — completa com êxito o ciclo da auto-reprodução ampliada do capital, de modo a ser capaz de abrir um novo ciclo. Isso é a única coisa que realmente importa para o capital, por mais insustentáveis que possam ser as consequências. Consequentemente, quando socialistas internalizam os imperativos da expansão do capital como o terreno necessário do crescimento que defendem, eles não aceitam simplesmente um princípio isolado mas todo um "pacote negocial". Conscientemente ou não, eles aceitam, ao mesmo tempo, todas as falsas alternativas — como "crescimento ou não crescimento" — que podem ser derivadas da defesa acrítica da necessária expansão do capital"

"O desperdício sempre crescente — e nas suas implicações finais, catastrófico — no sistema do capital é inseparável do modo irresponsável como os bens e serviços produzidos são utilizados, ao serviço da expansão lucrativa do capital. Perversamente, quanto mais baixa for a sua taxa de utilização, mais elevado é o âmbito para a substituição lucrativa — um absurdo que decorre da posição alienada do capital, da qual não se pode traçar distinção significativa entre consumo e destruição. Pois a destruição totalmente esbanjadora atende da mesma forma que o consumo genuíno, correspondente ao uso, à procura requerida pelo capital auto-expansionista de um novo ciclo lucrativo de produção. Contudo, o momento da verdade chega quando tem de ser pago um preço pesado pela administração criminosamente irresponsável do capital, no curso do desenvolvimento histórico. É neste ponto que o imperativo de adoptar uma taxa de utilização cada vez melhor e incomparavelmente mais responsável dos bens e serviços produzidos — e na verdade produzidos conscientemente tendo em mente aquele objectivo, em relação às necessidades e uso humanos — torna-se absolutamente vital. Pois a única economia viável — aquela que economiza de um modo significativo e é portanto sustentável, no futuro próximo e mais distante — só pode ser a espécie de economia administrada racionalmente, orientada para a utilização óptima dos bens e serviços produzidos. Não pode haver crescimento de uma forma sustentável fora destes parâmetros de administração racional orientada por necessidades humanas genuínas"

in "A Única Economia Viável", István Mészáros

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Com a recessão económica mundial como pano de fundo, finalmente, por uma vez (e in extremis) parece estarmos de acordo com os sinais da imprensa oficial. Bush foi uma marioneta incumbida de realizar tarefas precisas dentro da filosofia da “nova ordem mundial” (de que o "pai Bush" já tinha sido porta-voz, como Sarkozy relembrou oportunamente). Desde que Bush subiu ao poder o volume de negócios do complexo- politico- industrial- militar subiu 180 vezes; Actividades que precisam de financiamentos. Assim sendo, vamos então conhecer o verdadeiro(s) Boss.

O dinheiro não tem Pátria; os banqueiros agem sem ter em conta o patriotismo, até mesmo sem decência; o seu único objectivo é o Lucro
Napoleão Bonaparte

Muito antes de Condi Rice ter mandado o papelinho a Bush mandando-o calar o bico já toda a gente tinha percebido que o idiota útil é apenas um actor secundário, aliás de péssima qualidade (ver perfomance abaixo) Então quem organiza a campanha de mentiras que atravessa os Estados Unidos arrastando-os objectivamente, em face da crise, para guerras de carácter imoral e ilegal? e quem faz um tal tipo de coisas com total impunidade? O verdadeiro presidente dos EUA é Dick Cheney. Certo. Mas quem mexe os cordelinhos que movimentam Cheney? A resposta a esta questão é divertidíssima- mente fácil:
Yes Sir, Mr. Rockefeller

observe-se o ar paternal com que o patriarca trata o diligente e serventuário político. Para o público em geral e para a imprensa Cheney exibe a postura de um cão danado, treinado para fazer passar os seus objectivos como válidos. Em frente de Rockefeller o animal comporta-se de forma subserviente e obsequiosa. Rockefeller retribui-lhe passando-lhe a mão pelo toutiço: “Good boy”. Ora aqui está o verdadeiro poder no Império. Observe-se a linguagem corporal dos gestos de deferência. Nada pode ser mais esclarecedor:



No limiar do século passado, a familía Rockefeller e os seus Associados (as famílias Rothschild e Harrimans (1) entre outras) tinham o monopólio virtual sobre a totalidade dos recursos minerais e petroliferos mundiais. Depois disso nada mudou muito, a não ser a pulverização por uma enorme quantidade de empresas, todas filiadas aos mesmos proprietários. Através dos anos o grupo tem criado, ou tomado o controlo, de variadissimas organizações e associações de políticos, meios de comunicação das notícias consideradas convenientes, instituições académicas, “think thanks” de comentadores influentes e diversas Fundações, tudo com a finalidade de servir os seus interesses. Ninguém poderá ser considerado um “candidato sério” para Presidente dos EUA sem que esteja debaixo do controlo e do domínio desta máquina trituradora. Pode-se afirmar que todos os funcionários da Casa Branca são empregados da Banca do clã Rockefeller, trabalhando para atingir os seus objectivos.
Todos os cabeças de série em Washington tiveram os seus decisores que de facto trabalham na sombra para gerir os negócios do mundo da banca de negócios. Nixon teve Henry Kissinger (um protegido e agente de Rockefeller), Reagan teve Herbert Bush; e Bush Júnior tem Dick Cheney. E assim continuará a ser.

Apenas duas notas sobre frases proferidas neste video:

1 - "We are able to go about our business here in the Americas and throughout the world with confidence and security because we know the strength of this government stands behind us"
(Our Business?), os Nossos Negócios? Que negócios exactamente são esses? E porquê deverá a força deste ou de outro qualquer governo estar por detrás de empresas comerciais privadas?
2 - "The (Rockefeller) family has a long history of strengthening the bonds of friendship throughout the Americas"
De facto, os Rockefellers arruinaram e desprezaram gerações inteiras de povos não só na América Latina mas também um pouco por todo o mundo. Não houve Ditador com quem a família não mantivesse fortes relações de amizade. E se o Ditador não existia, a família tratava de arranjar um. Só para citar dois casos, sob a supervisão de Rockefeller o empregado Henry Kissinger, na qualidade de secretário de Estado iniciou e apoiou, entre outros, o reino de terror no Chile e na Indonésia (meio milhão de mortos) depois de ter organizado e dado o aval a revoltas violentas e sangrentas contra presidentes eleitos democraticamente.

sábado, fevereiro 02, 2008

um golpe terrivel contra a Indústria do Holocausto

Finalmente o "holocausto" está onde deve estar - no Carnaval do Rio 2008, encenado em carro alegórico. Uma encenação, embora também chocante, tal como na pseudo realidade inventada para servir certos fins do Sionismo da causa israelo-americana

Um folião da Escola de Samba Unidos do Viradouro trabalha dando os últimos retoques num carro representando os mortos no suposto “holocausto” no desfile do Carnaval do Rio de Janeiro. Roberto Szaniecki, um descendente de judeus polacos, chefe de fila da comunidade judaica no Brasil já manifestou o seu desgosto: “É uma falta de respeito pelas vítimas , uma acto de insensibilidade que despreza os nossos parentes que morreram no holocausto Nazi. É preocupante porque o desfile vai ser transmitido para a Europa”. É assim mesmo seu Robertão: olhos que não vêem coração que não sente.

Entre outras muitas coisas que também ninguém viu está por exemplo a suposta matança com carácter de exclusividade de pessoas de etnia Judaica durante a Segunda Grande Guerra Mundial. Toda a gente sabe que, entre os milhões de pessoas que foram enviadas para campos de trabalho (que a propaganda dos vencedores depois denominou de “campos de exterminio”) houve vitimas dos mais variados grupos e etnias – ciganos, homossexuais, vadios, judeus, comunistas e esquerdistas dos mais variados matizes; e russos, com estes últimos a atingirem o número mais impressionante, porque a verdadeira guerra foi contra o comunismo; e pasme-se, nessa perseguição, até houve vítimas espanholas!

No rescaldo da Guerra Civil Espanhola (1936-1939) milhares de combatentes republicanos derrotados fugiram do horror fascista de Franco e de uma morte quase certa atravessando os Pirinéus e refugiando-se em França. Porém alguns meses depois, em Maio de 1940, os nazis ocuparam a França e o país ficou debaixo do regime de Pétain. Muitos desses espanhóis juntaram-se à resistência, contudo muitos milhares foram capturados.

Os prisioneiros republicanos, estimados em cerca de 10 mil, ficaram à espera da decisão de Franco que, comprometido com a ajuda militar efectiva ao seu amigo Hitler na luta contra o comunismo, (para pagar preciosa ajuda alemã da Legião Condor) quando decidiu enviar a famosa Divisão Azul que combateu ao lado dos Nazis em Estalinegrado decidiu igualmente retirar a nacionalidade espanhola a esses prisioneiros abandonando-os à sua sorte – a partir desse momento passaram a ser considerados apátridas e entregues pelo ministro Serrano Suñer à Gestapo com a indicação que deveriam realizar trabalhos forçados até ao limite das suas forças. A maior parte foi enviada para o campo de Mauthausen na Áustria, outros para Bergen-Belsen, Buchenwald, Dachau, Flossenburg, Ravensbruck e também para o tenebroso Castelo de Hartheim onde se conta eram realizadas macabras experiências científicas em prisioneiros. Em todos estes lugares, convertidos em autênticos infernos de desumanidade e extrema violência morreram milhares de espanhóis no mais absoluto esquecimento. E claro, é provável que tivessem como companheiros alguns judeus, bem como outras etnias. O generalíssimo Franco, a seu tempo, afirmou que não queria que escapasse nenhum vivo. Desta tragédia se oferecem testemunhos reveladores num documentário rodado depois do fim da guerra: “El convoy de los 927

Herói da cruzada Cristã contra o Comunismo: general Agustín Muñoz Grandes condecorado por Hitler como Cavaleiro da Cruz de Ferro em Berlim a 15 Dezembro 1942

O chamado “campo de concentração” de Mathausen foi criado a 8 de Agosto de 1938 e funcionou até Maio de 1945, quando foi libertado por tropas norte-americanas. Durante esses anos estima-se que em Mathausen e no seu campo auxiliar de Güsen morreram por doenças provocadas em consequência das condições infra-humanas ou foram assassinadas cerca de 15 mil pessoas, entre eles, quase metade, cerca de 7.000 espanhóis.
Em 1942 o generalíssimo Franco mantinha o seu delírio filo-Nazi e a sua convicção na vitória da barbárie hitleriana: num discurso em Sevilha a 14 de Fevereiro desse ano afirmava: “Se o caminho de Berlim se mantivesse aberto, não fora uma Divisão de voluntários espanhóis quem ali combatiam, mas im um milhão de espanhóis que se ofereciam para defender a capital do Reich”

áh, é bom não esquecer, e o “holocausto” dos judeus? – apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo – Uma testemunha espanhola de Mathausen recorda um dos dias em que viu chegar um comboio de sete vagões repletos de cadáveres. Vinham de Auschwitz e dos campos de Leste: “começámos a descarregar os corpos que tinham sido trazidos para encinerar; porém não havia sitio para o fazer” – então se Auschwitz era a tal “fábrica da morte” e das “câmaras de gaz” que a propaganda judaica nos quer fazer engolir, teriam necessidade de enviar cadáveres para serem destruídos noutros locais?

Por estas e por outras, e a contra corrente da Europa que pretende criminalizar quem negar o “holocausto”, a Espanha já tomou o caminho correcto. Após mais de uma década de perseguições a “Lei de negação do Holocausto” foi revogada conforme a mais alta instância da justiça espanhola, por não ser conciliável com o direito da liberdade de expressão garantido pela Constituição espanhola. Doravante, esclarecimentos sobre o Holocausto na Espanha não serão mais considerados delitos judiciais.

Mais um terrível golpe contra a Indústria do Holocausto

E além do mais, os pouco mais de 2.000 sobreviventes republicanos anti-fascistas de Mathausen não tinham assim um aspecto tão infeliz quanto isso - porque quem ganhou a guerra não foram os fascistas de Franco, nem a Alemanha nazi. É bom que se recorde que o Fascismo existiu. E que, de certo modo, nem a Espanha nem Portugal (apesar do interregno entre 25Abril74 e 25 de Novembro75) nunca foram libertados.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

José Mário Branco

Nascido no Porto em 1942, cedo se ligou à música e, mais tarde, ao teatro, ao cinema e à acção cultural, acompanhando sempre a consciência revolucionária portuguesa e os diversos movimentos que dela foram nascendo. Depois do regresso do exílio em França, após o 25 de Abril de 1974, fundou o Grupo de Acção Cultural, que realizou mais de 500 espectáculos em Portugal e no estrangeiro. Em 1979 José Mário Branco funda o Teatro do Mundo. Após um período de catorze anos em que se dedicou à composição e produção musical (foi produtor de discos de Camané e Amélia Muge, entre outros), em 2004 grava Resistir é Vencer, aclamado pela crítica, que foi pretexto para dois espectáculos nos quais se reuniram mais de quarenta músicos, nos Coliseus de Porto e Lisboa

Hoje, no Teatro Municipal de Almada - 21,30 - até já

quinta-feira, janeiro 31, 2008

A grande corrida dos gloriosos candidatos ao mandato Imperial Sionista (II)

os republicanos
sobre as prática politicas mentirosas apoiadas na falsa percepção esquerda-direita

Para que se possa aquilatar da bondade e justeza da democracia americana podem-se seleccionar alguns pequenos episódios lapidares no exemplo de exclusão de candidatos portadores de mensagens inconvenientes.
Rudy Giuliani, um notório pró-nazi defensor da politica Sionista, esperou para apostar toda a candidatura na Flórida. E porquê? porque esse Estado é o ponto fulcral de todas as fraudes eleitorais, junto com o Texas, o ninho primordial dos chamados"dixiecrats" racistas, segregacionistas, ultraconservadores e populistas: Ann Coulter, a mediática chefe de fila do think-thank neocon responde actualmente pelo facto de se ter inscrito como residente nessa circunscisão em 2004, quando efectivamente nunca deixou de residir em em Nova Iorque. Este facto é punivel por lei (com pena até 5 anos de cadeia); quantos neocons usando este subterfúgio não iludiram deliberadamente as comissões de voto falsificando a verdade na reeleição de Bush?

Por contraste, nestas eleições Dennis Kucinich foi excluido dos debates realizados num pavilhão público no Iowa; a razão invocada foi a de que não teria direito a alugar o respectivo espaço (sim, nos EUA é tudo pago ao milimetro) porque o “sponsor” do evento (no caso um jornal local) entendeu e declarou que “todas as pessoas que trabalhem fora da sua área de residência não obedecem aos critérios de selecção exigiveis para campanhas com sedes e pessoal empregue a tempo inteiro no Iowa
Ainda assim, depois dos causcus, Kucinich desconfiou dos resultados e requereu (para o que teve de pagar 2000 dólares adiantados) a recontagem manual dos votos das máquinas electrónicas usadas. As habituais fraudes com as máquinas de voto electrónico Diebold continuam a suscitar grandes desconfianças:

Hillary Clinton, a principal recolectora de contributos da indústria armamentista (ou seja a melhor candidata pelo Partido Republicano), teria realmente ganho as primárias no New Hamspire?
Mike Huckabee resolveu chocar o eleitorado com uma frase demagógica: “sou o único candidato que não tem contas off-shore”. Mas a questão essencial não é essa, porque toda a gente sabe que a importância das candidaturas se obtem pela quantidade de dinheiro angariado e os grandes contributos financeiros para as campanhas provêm das multinacionais,,, que operam justamente através dos off-shores.

Ron Paul, um libertário de direita que se filiou nos Republicanos para conseguir visibilidade, atreveu-se a colocar, num debate televisivo, a questão de forma correcta e a quem de direito, a Ben Bernanke o poderoso chefe da Reserva Federal Americana, inquirindo: “que legitimidade assiste ao FED para se imprimir dinheiro novo e em que é que se baseiam esses valores criados?”
Os resultados práticos destes episódios são que tanto Dennis Kucinich como Ron Paul foram lapidarmente excluidos da visibilidade mediática; para Lou Dobbs que opera o maior show eleitoral, numa das cadeias mais importantes da gringolandia e do mundo, estes dois candidatos pura e simplesmente há muito que deixaram de existir. Para as tendenciosas sondagens que apelam aos telespectadores da CNN só existem 6 candidatos.

Os outros dois candidates são censurados. E porquê? Porque têm ideias perigosas.
A Kucinich deram-lhe a chance de participar nalguns debates, mas a breve trecho o despediram borda fora. Pouca ou nenhuma cobertura lhes é dada, nem sequer aparecem nos subtitulos em rodapé. Porquê? Se ouvissem o que eles têm para dizer escutariam que eles são os únicos que votam contra as emendas ao “Acto Patriótico”, que são a favor da representatividade dos Sindicatos, que são contra a “nova ordem mundial” dos tratados de comércio (como o NAFTA), que são contra as intervenções militares no estrangeiro e os únicos que apelam à imediata destituição de Bush. Por outras palavras, são personalidades que representam de facto os cidadãos norte-americanos, não as corporações ou os criminosos governos de classe que defendem a oligarquia.
Inclusivamente, Ron Paul fez história quando em 16 de Dezembro, numa jornada de recolha de fundos através da internet cometeu a proeza de recolher 6 milhões de dólares de milhares de cidadãos anónimos (e não de interesses corporativos ou do big business) a maior verba alguma vez recolhida por um candidato num único dia
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quarta-feira, janeiro 30, 2008

a Condição Humana

















Novos ministros para as mesmas politicas. Sócrates diz que compreende as pessoas, quando elas também o compreenderam a ele: Correia de Campos veio para destruir o que existia, para abrir caminho ao mercado. A nova ministra vem para apanhar os cacos do ServiçoNacional deSaúde e tentar pôr alguma ordem na entrada dos privados no negócio.

Saúde global

número de habitantes por médico no mundo
clique para ampliar

"Rodrigo morreu às 9,40 de sexta feira, dia 18, na rua, frente ao Hospital de Anadia (...) Há, em toda esta história o compasso dos atrasos, o assomo aflito de quem deseja ajudar; o pasmo, que é a secreta insígnia de quem se sente impotente para enfrentar a absurda autoridade do mal, e a trágica evidência do infame momento. O pai do Rodrigo não acusa ninguém, leio no DN. Talvez atribua à má sorte a morte espantosa do seu bebé (...) e se, no jogo dos Acasos, no instante supremo, no instante pequeno, redondo e urgente, a mão da ciência, o auxílio preciso, o diagnóstico vigilante estivessem onde deviam estar?"
Uma voz grave na televisão leu, com o ruído da contestação popular em pano de fundo: "no Seixal há 50 mil habitantes que não têm médico de família"

Baptista-Bastos hoje voltou a ouvir a voz na televisão: "preparava-me, pois, para comover os leitores da minha geração (...) eis senão quando uma voz na televisão, lá dentro, atraiu a minha malvada curiosidade e desviou-me do saudoso intento. Que dizia a voz, assim tão importante, que sobrelevava as instâncias dos meus impulsos de autor de imprensa? Era um homem. E fazia troça cruel de quem dele desacordava: de sindicatos, de jornalistas, de comentadores, de todos os partidos que não o seu, mas também de alguns daqueles, iguais comungantes, em atrito com o que ele fazia. Não percebi muito bem onde o homem falava: congresso, reunião, assembleia, igreja? Sei que o homem estava a deixar-nos para trás; e não há nada mais penoso do que sermos deixados para trás. O homem na televisão era somente voz: voz que apenas a si mesmo ouvia; voz inevitável para ela própria; voz impessoal, velha, fatigada como uma solenidade, inconvicta, em pleno processo de desumanização. O homem falava para se ouvir. Falava; não estava a dizer nada. Elogiava-se e ao Governo que dirigia. Na Saúde, na Justiça, na Economia, na Cultura, no Emprego, na Educação, nas Obras Públicas, tudo deslizava, com suavidade, para o irreversível ponto de exclamação que será a sociedade próspera e abundante. O absurdo atingia a dimensão da inconsciência abjecta"

Vivemos numa sociedade complexa e dividida. Somos divididos pelos rendimentos, pela educação que se pode pagar, e agora pela saúde, pelo nível de habitação, raça, género, etnia, religião. O governo Cavaquista de Sócrates, perseguindo com frieza os objectivos economicistas determinados pelas regras do Acordo Geral de Comércio e Serviços (vulgo "Novo Tratado Europeu") está a conseguir colocar os portugueses ao nível da África sub-sahariana.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Voos da CIA & Bloco Central, Lda

Indignação e Repúdio pelos factos ocorridos entre 2002 e 2006?

"a Reprieve, uma organização não-governamental criada por advogados, em 1999, para prestar representação legal a presos, divulgou hoje um relatório em que afirma ficar «claramente demonstrado» que o governo português teve «um papel de apoio de relevo» no transporte ilegal de 728 dos 774 suspeitos de terrorismo para o campo de detenção da base norte-americana de Guantanamo". (fonte)
“Manifestamos a nossa rejeição e também a nossa indignação (...) tendo em conta que o governo português prestou todas as informações de que dispunha, com toda a transparência (…) Naturalmente, repudiamos as conclusões a que esse relatório chega".
Assim falou o Secretário de Estado dos Assuntos Europeus sobre o relatório de ontem da Ong “Reprieve” intitulado: “Jornada para a Morte – Mais de 700 prisioneiros ilegalmente transportados para Guantanamo com a ajuda de Portugal” (via Jangada de Pedra).
Para a total compreensão dos factos (com os quais também antes já se tinha indignado um ex-ministro da área do desporto do PS) é preciso compreender quem se indigna agora com a verdade, qual o seu percurso e que interesses serve a ilustre personagem; a saber de seu currículo:
Manuel Lobo Antunes, nascido em 1958, casado, 5 filhos, licenciado pela Universidade Católica, seguiu a carreira diplomática, nomeado assessor por Guterres e representante do governo à “Convenção sobre o Futuro da Europa”. Para introduzir emendas ao projecto de Constituição em 2003 formou dupla com Ernâni Lopes (1) professor licenciado em 1982 pela Universidade Católica, próximo (mas não assumidamente) da Opus Dei e de imediato nomeado Ministro das Finanças no governo de Mário Soares - o que celebrou o acordo de Portugal com o FMI em 1983. (Em 2002 Ernâni Lopes manifestou preferência pelo PSD e pelo seu lider Durão Barroso para evitar mais derrapagens económicas e que o país entrasse em crise). Com a chegada do Governo de José Sócrates, Manuel Lobo Antunes foi nomeado secretário de Estado das Pescas, depois Secretário de Estado da Defesa (and Military Affairs, como lhe costuma acrescentar o léxico anglófono) e finalmente, transitou com Luís Amado (um notório defensor da guerra contra o Iraque) para o Ministério dos Negócios Estrangeiros como Secretário de Estado dos Assuntos Europeus (órgão de apoio à condenável politica Sionista global dos EUA)

(1) Ernâni Lopes integrou o convénio da Opus DeiA Tarefa dos Cristãos na Construção Europeia” e é autor do livro “Em busca da Globalização Feliz
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segunda-feira, janeiro 28, 2008

Cães de guerra

O cidadão comum anda embrenhado em digerir o carnaval das eleições americanas (e o nosso, importado directamente, também já não vem longe, falta pouco mais de um ano e os sintomas da farsa, em que só o Ps e o PSD é que se divertem, já se notam) enquanto a nossa maior preocupação deveria ser a de compreender porquê a crise do défice comercial (até aqui resolvido pela criação financeira de notas de dólar falsas) é presentemente o maior repto à incorrectamente chamada “democracia americana” que despreza as minorias e o senso comum da grande maioria da população e pretende criminalizar quem não se deixe alinhar pelo pensamento único.

O novo documentário de Chalmers Johnson “Acerca da Hegemonia Americana” numa série de episódios intitulados “Falando Livremente” (Speaking Freely) foca e lança a discussão (ver video) sobre o militarismo keynesiano e a bancarrota do Império:

Longe dos palcos mediáticos, “durante o próximo mês, o Pentágono apresentará ao Congresso a sua proposta de orçamento para 2009 (com os “democratas”) que desde já se aposta será maior que o exorbitante orçamento de 2008 (com os republicanos). Como o Exército e os Marines, o próprio Pentágono tem mais obrigações que recursos e estão todos sobre pressão – e como aos serviços que se prevê sejam chamados a prestar, se somarão as despesas de mais 92.000 soldados a recrutar durante os próximos cinco anos (com um custo estimado de 1.200 milhões por cada 10 mil recrutas) a reacção do Pentágono não pode (apesar da chamada crise financeira que corta em tudo que é serviço público) pedir a redução de despesas - ao contrário, como o que se pede é a expansão, pedirá sempre mais dinheiro. É um facto que as desastrosas guerras contra os afegãos e iraquianos continuarão a engolir dólares directamente do contribuinte (sejam eles de esquerda ou de direita) na medida em que nenhum dos candidatos em posição elegivel é contra a guerra. Neste contexto dá que pensar aquilo que os entusiastas da civilização ocidental gostam de chamar “a próxima guerra”, quer dizer, armas cada vez mais dispendiosas, a profusão de aviões ultra sofisticados, barcos e blindados para o futuro, não esquecendo os sitemas tecnológicos de “guerra em redeao estilo de Rumsfeld, os muito populares robots, aviões teleguiados, satélites de comunicação e obstrução radioeléctrica, bombas assassinas inter-espaciais em desenvolvimento, equipamentos e homens arruinados que é preciso substituir, etc.
O secretário da Defesa Robert Gates já disse (não dizendo, mas fazendo-o subentender) que as verbas de financiamento para 2009 foram fixadas em grande parte pelas gigantescas coligações militares- industriais: Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, Raytheon – são empresas que têm visto aumentar o valor das acções; para elas os tempos de paz são tempos traiçoeiros; mas agora têm cada vez mais esperança no futuro. Como assinalava Ronald Sugar, presidente da Northrop: “Uma grande potência global como os EUA necessita de uma grande armada, e uma grande armada necessita de uma quantidade adequada de barcos, que devem ser modernos e os mais capazes” – e adivinhe-se ¿ que companhia é a maior construtora de barcos para os Marines?
Os contratos e a subcontratação para a indústria bélica, cuidadosamente distribuidos por tantos Estados quantos sejam possiveis, significam postos de trabalho – e por isso no Congresso quarenta e cinco membros da Câmara advertiram para uma “enérgica reacção negativa” caso o projecto dos C-17 não fosse aprovado. Semelhantes gastos não são só obscenos de um ponto de vista moral, são também e sobretudo insustentáveis sob o ponto de vista fiscal. O problema que volta a ser posto, depois da economia Enron que financiou a subida ao poder de Bush, é como vão os EUA financiar as confabulações de guerras imperialistas de dominação global. Talvez convertendo-se numa espécie de casa de penhores bélicos – quem quiser brinquedos sofisticados de 30 milhões de dólares cada para andar a espatifar aí pelos cantos sem que se saiba propriamente com que finalidade senão a de sustentar as Oligarquia militares nacionais (e respectiva pléiade de serventuários politicos) tem de hipotecar as suas economias na casa de prego Washington Corp.

EUA, bora prá bancarrota!

Nada disto é surpreendente para aqueles que leram o livro de Chalmers Johnson publicado em 2007 “Némesis” (Os Últimos Dias da República Norte-Americana) que já é um clássico sobre o excesso de obrigações e os recursos limitados do Império – tanto mais oportuno quando apareceu no preciso momento em que se desmoronam os mercados bolsistas globais.
A dívida acumulada pelo Governo Federal não ascendeu a mais de 1 bilião até 1981. Quando George Bush chegou a presidente em Janeiro de 2001 era de 5,7 biliões. Desde então aumentou cerca de 45 por cento. Esta dívida enorme pode ser explicada em parte pelos gastos militares em comparação como o resto do mundo. Os dez principais orçamento militares, segundo o Slate.org são:

1. EUA: 623.000 milhões de dólares (2008)
2. China: 65.000 milhões (2004)
3. Rússia: 50.000
4. França: 45.000 (2005)
5. Japão: 41.750 (2007)
6. Alemanha: 35.100 (2007)
7. Itália: 28.200 (2003)
8. Coreia do Sul: 21.100
9. Índia: 19.000 (2005)
10. Arábia Saudita: 18.000 (2005)

Gastos militares totais no mundo (2004): 1.100.000 milhões de dólares
Gastos totais do mundo, exceptuando os EUA: 500.000 milhões de dólares

Porém há muito mais. Com a intenção de disfarçar a verdadeira dimensão do império militar norte- americano, o governo tem ocultado já há muito tempo gastos importantes relacionados com as forças armadas noutros departamentos fora da Defesa.
Por exemplo, 23.400 milhões de dólares destinados ao Departamento de Energia vão directamente para o desenvolvimento e manutenção de ogivas nucleares; e 25.300 milhões adstrictos ao Departamento de Estado são gastos em ajuda militar ao estrangeiro, sobretudo para Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Kuwait, Oman, Qatar, Emiratos Árabes Unidos, Egipto e Paquistão.
Não vale a pena dissecar e analisar estas cifras sem uma advertência. As verbas publicadas pelo Serviço de Referência do Congresso e o Departamento do Orçamento do mesmo Congresso não coincidem umas com as outras. Robert Higgs, membro sénior responsável pela economia politica do Independent Institute diz: “um princípio bem fundamentado é pegar no Orçamento básico do Pentágono (sempre bem explicitado) e duplicá-lo. Incluindo, uma leitura ligeira de artigos publicados na imprensa sobre o Departamento de Defesa mostrará importantes diferenças estatisticas sobre os seus gastos. Entre 30 a 40 por cento do orçamento é “negro”, o que quer dizer que essas secções contêm gastos ocultos para projectos confidenciais. Não existe maneira possivel de saber o que incluem e se os seus montantes são exactos.
Por exemplo, visto do depauperado Portugal, haverá maneira de se saber com quanto contribui o governo português, oficial ou encapotadamente para o orçamento de guerra do Império?, (aliás, para engordar a carteira de clientes das supracitadas empresas do complexo político- militar)
Quem pagou pagou, e a partir de agora a intenção é pôr tudo a zeros, para que as vítimas dos governos possam continuar a pagar.