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Na cerimónia da atribuição dos Grammys em 1988 Jackon acompanhado por um coro de godspel, ele pergunta quem sou eu na canção “o Homem ao Espelho”
Somos forçados a admitir a ideia dos ciclos cósmicos e históricos, o mito da eterna repetição? Mas, e o que fazer do Tempo? Ele exprime a ambiguidade suprema da condição humana - Michael Jackson não era então ainda aquele objecto prevertido pelo ShowBiz e pelo circo dos Media. Ele era apenas um ser humano, tinha uma alma própria
Em que terrífica máquina tecnológica estamos então embarcados que opera pessoas até as tornar monstruosas? – esoterismos àparte, a máquina do tempo só pode deslocar-se obedecendo à 2ª lei da termodinâmica, a dissipação, o caos e finalmente a morte. Ou como repara Ana Kotowicz no jornal”I” – “o Cliché: artista falido simula a própria morte e ganha milhões. Realidade: a música de Michael Jackson vai render mais dinheiro nos próximos 12 meses do que nos últimos 10 anos, saldando todas as dívidas” – já lá dizia o outro ali num grafitti: “suicida-te, vives melhor”. Depois de tanta operação de marketing, quimicas e de estética coloured, Jackon finalmente fez a sua última modificação plástica destrutiva: “esticou o pernil” – a máquina de trucidar insolvências deve sentir-se orgulhosa
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