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seguro de si
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E diz-se de origem bushista, porque seguindo os mesmos trâmites do acordo de desregulamentação feito por Bush em 2004 com a Entidade Reguladora (FDIC, cujos escritórios tinham ficado destruídos na demolição do Edifício 7 do WTC) esta doutrina induzida no já de si desregulamentado sistema foi o farol de orientação para evitar a queda no buraco da falência. Sempre com a espada de Dâmocles suspensa sobre os decisores capitalistas – eles sobreviveram ao estouro da bolha da Nova Economia ponto.com no ano 2000 (o crash do Nasdaq gerido por Bernard Madoff) facto que determinou a execução do 11 de Setembro, e ao rebentamento da subsquente bolha do Imobiliário (2007-2008) – mas a partir daqui, do alastramento da “crise” à economia real, os horizontes são estreitos.
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- Já depois de “nacionalizados” os prejuízos, a nova gestão do BPN recusou a entrega de documentos à investigação com a desculpa do “sigilo bancário” e do “segredo de justiça”
- O forrobodó continua: o novo presidente do BPN nomeado pela CGD, Francisco Bandeira, faz igualmente parte da administração do grupo Visabeira, ao qual o banco concedeu agora novos e vultuosos créditos. Está sob investigação.
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- Enquanto a especulação prosperou, os accionistas e o próprio Cavaco jogaram e ganharam. Saíram quando previram o rebentamento do esquema; e a partir daí Portugal inteiro é envolvido no pagamento dos prejuízos.
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- Bens adquiridos ilicitamente e a complexidade da pirâmide: o BPN não tem valores penhoráveis e os dos accionistas estão salvaguardados. O banco tem um prejuízo de 1.880 milhões de euros pagos pelo Estado, mas é detido pela SLN (Sociedade Lusa de Negócios) que tem os activos distribuídos por diversas outras empresas, bens que são intocáveis. A SNL representa por sua vez apenas 31,5 por cento de outra sociedade, a SLN-Valor que tem apenas um capital social de 172,2 milhões. (números citados do Público)
Por fim, como corolário lógico, o elo mais fraco da cadeia alimentar, os trabalhadores bancários do BPN foram em romaria ao PR solicitar ajuda para as suas catástrofes pessoais. É o mesmo que ir ao Pulo do Lobo ensaiar mergulhos de cabeça para as rochas. Não se esqueçam de votar de novo em bloco nas rochas para um segundo mandato. Ao menos assim a podridão do esquema torna-se cada vez mais evidente, ao invés do que aconteceria com o discreto charme do apagamento "socialista" da corrupção.
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