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“Não vamos utilizar esta tribuna para dizer mal do imperialismo. Diz um ditado africano muito corrente nas nossas terras, onde o fogo é ainda um instrumento importante e um amigo traiçoeiro (...), que 'quando a tua palhota arde, de nada serve tocar o tam-tam '. À dimensão tricontinental, isso quer dizer que não é gritando nem atirando palavras feias faladas ou escritas contra o imperialismo, qualquer que seja a sua forma, que conseguiremos os nossos objectivos - é pegar em armas e lutar. É o que estamos a fazer e faremos até à liquidação total da dominação estrangeira nas nossas pátrias africanas”.
Cabral que tinha recebido o nome de baptismo em homenagem a Amilcar Barca, o general cartaginês que combateu os romanos, mas foi derrotado na I Guerra Púnica ( 264-241 a.c. ) foi assassinado por militares portugueses em conjugação com funcionários da Pide em 20 de Janeiro de 1973, fez ontem 36 anos - e a visão da África de espírito colonial, depois de destruido o modelo de desenvolvimento local,
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* Atendendo a este estado de coisas, obviamente Amilcar Cabral tem mais estudos publicados sobre a sua obra e práticas revolucionárias em línguas estrangeiras que em idioma português
* a figura do nacionalista africano é subvertida no DN; onde se branqueiam os assassinos, se apaga o imperialismo e se tenta colar a sua imagem à de Obama. Incrível! o artigo, em duas partes, vem assinado por David Borges e por um tal de L.N.
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