A maior parte das vezes os patrões contratam-nos por serem clandestinos. Retiram-lhe o dinheiro dos descontos mas não o entregam à Segurança Social. Se reagem ao furto despedem-nos de imediato sem qualquer possibilidade de recurso às leis em vigor. Porque os/as migrantes não podem servir apenas para trabalhar e descontar sem quaisquer direitos, é necessário sair à rua.
Milhares de imigrantes continuam à espera de regularização. Sem documentos ficam sujeitos/as à clandestinidade, sem direitos cívicos e sem protecção social. Muitos homens e mulheres são impedidos de viver em família pelo facto de serem pobres e vítimas da exploração dos patrões. Continuam a pagar valores exorbitantes na aquisição e renovação dos seus documentos, violando o princípio da igualdade. Salvo algumas excepções, os/as imigrantes não têm direito ao voto, o que limita os seus direitos de cidadania.
Tudo isso contribui para uma maior exclusão social, pobreza e marginalidade, que só alimentam a xenofobia e o racismo – usando os/as imigrantes como bodes expiatórios para os problemas gerais da sociedade. Por tudo isto, aumenta a insatisfação e revolta, especialmente junto dos jovens descendentes que continuamente sofrem os efeitos da guetização e exclusão.
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Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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