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domingo, janeiro 04, 2015

o Euro contra a Rússia e a China?

O equilíbrio de forças na arena mundial mudou completamente em 2014. Na origem da mudança está a para arrogância das potências capitalistas ocidentais na expansão para a Ásia, no pretender cooptar povos étnicamente russófonos para escravos do Mercado e, por fim, instalar bases militares Nato nas fronteiras da Rússia. É sabido as elites sem escrúpulos que se instalaram no poder nos Estados Unidos desde o 11 de Setembro instituindo de modo duradouro o paradigma neoconsevador, lançaram as bases para uma terceira grande guerra mundial. Mas também é certo que pela reacção àquela acção a aliança da Rússia com a China reduz o sonho de hegemonia global dos Estados Unidos a um absurdo.

A "guerra" que caracteriza , principalmente, nas últimas quatro décadas, a nova era da globalização neoliberal, quando se cimenta uma nova elite transnacional, não pode assim ser reduzida a uma 'guerra de divisas'. Porque as moedas apenas acompanham a guerra geral da elite transnacional lançadas desde o alvorecer do novo milénio em todas as frentes. No mais recente episódio da imposição de sanções à Rússia, a partir das quais o Ocidente vai ser igualmente se não mais prejudicado, independentemente da recente queda artificial do preço do petróleo e do valor do rublo, esta “declaração de guerra” poderá vir a desempenhar um papel muito importante na abertura de novas vias de emancipação no Ocidente tendo como base os movimentos de libertação social, de independência nacional, de restrição ao negócio a pretexto da ecologia, abrindo caminho para expurgar da "nova ordem mundial" a criminosa guerra dos ricos de extrema-direita contra os pobres.

Provocar a brusca depreciação da moeda é um dos mecanismos utilizados pelo Ocidente para desestabilizar a economía de países alvo do imperialismo. Mas para tal a simples impressão de mais moeda lançando-a em catadupas no circuito de hegemonia global do dólar já não é suficiente. Perante o ataque, em apenas alguns dias, usando de forma certeira a desvalorização do rublo a Rússia recomprou a baixo custo 30 por cento das participações financeiras de fundos ocidentais nas suas empresas de petróleo e gás, o que recolocou o rublo no caminho da revalorização. Os tubarões financeiros ocidentais fizeram a figura dos bobos que são, dizem os experts ser esta "a mais incrível operação jamais vista desde o surgimento do mercado de acções". Face a potenciais ameaças a aliança China/Rússia pode atingir no coração o sistema bancário mundial e lá se vai o Euro tão prezado pelo merkeliavelismo alemão. Portanto, os povos europeus não devem embarcar por uma terceira vez no rufar dos tambores de guerra agitados pelas suas elites subservientes à burguesia transnacional. Devem antes escorraçá-las e organizar-se num governo popular conduzido pelos trabalhadores. Sob pena destes virem a pagar um preço bem alto pela inacção.

5 comentários:

Thor disse...
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Fascista Revolucionário disse...
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Anónimo disse...

O que fez Arnaldo de Matos ao longo de tantos anos que não se ouviu falar dele?
Espero que esteja de boa saúde.
VIU

xatoo disse...

o dr Arnaldo Matos teve uma carreira profissional como advogado (como aliás tem o dr. Garcia Pereira). Se não ouve falar dele nem das ideias do partido que fundou e se mantêm é porque os orgão de comunicação social @s segregam

Anónimo disse...

O Dr. Arnaldo Matos, continua a ser militante do PCTP/MRPP. As conferencias e participações no interior do Partido tem sido constantes, se o comentarista quer saber do Dr. Arnaldo Matos, inscreva-se no PCTP/MRPP e verá por onde anda o Dr. Arnaldo Matos.