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domingo, dezembro 31, 2006

a melhor emoção do ano,

uma espécie de requiem pelo Ocidente,

Agitata da due venti,
freme l'onda in mar turbato
e 'l nocchiero spaventato
già s'aspetta a naufragar.
Dal dovere da l'amore
combattuto questo core
non resiste e par che ceda
e incominci a desperar

Vivaldi e Cecilia Bartoli - rock puro para abanar a carola na etérea pureza do Teatro Olimpico de Vicenza
acesso reservado






















"A Noite dos Ricos",
Diego Rivera

as melhores fotos do ano,,,

Pensamento de fim de ano,
"O que define os Impérios é a sua capacidade de cobrar impostos aos seus vassalos para financiar as guerras de ocupação de novos territórios e adquirir novos espólios.(uma espécie de Dona Branca armada). A habilidade pós-moderna está em engendrar situações de disfarce em que os tributos possam ser cobrados pelos próprios subjugados, escolhendo de entre eles quem demonstre ter competência de lábia e a maior falta de vergonha na cara".
RIP

Série B - Nacional: chafurdar na lama dos assuntos limpos




do Discurso da Tanga de 2001 à execução pragmática que põe todos efectivamente de Tanga (2006)

e os outros é que ficaram com a fama







Série A -Internacional
: chafurdar na lama semeada pelos porcos sujos

e Jesus disse ao Centurião romano,
“Não encontrei ninguém em Israel com tão grande Fé. Muitos vieram do Leste e do Oeste e tomarão os seus lugares no banquete juntos com Abraão, Isaac e Jacob no Reino dos Céus. Mas os objectivos do Reino terreno continuarão a ficar de fora”
Mateus, 8:10, 11-12
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sábado, dezembro 30, 2006

o melhor blogue do ano,,,

A corrupção do futebol é uma parte ínfima da corrupção geral do país. E serve principalmente para a esconder”
Vasco Pulido Valente

“Quando um dos nossos mais carismáticos comentadores irrompeu pela blogoesfera arrasou a concorrência deixando a milhas em número de visitas os contumazes abades da paróquia: Pachecos, Fernandes e Mirandas à direita, Tavares, Vitais e Tadeus à esquerda, Saraivas, Marcelinos e Monizes onde der mais jeito, no papel ou nas imagens. (a Sociedade Anónima dos Nomes Mediáticos) Este nosso apreço por quem diz mal de tudo, e de todos entre si, pode ser uma boa profissão e Pulido Valente é um profissional disso mesmo; o costume arrebanha boa freguesia; tem raizes profundas na prática generalizada do reviralho contra a união nacional salazarenta, uma das raras vezes na História em que estivemos quase todos de acordo (todos, menos “eles”) – e o uso desta dicotomia traz lucros imediatos – os “inimigos” fazem falta para legitimar o Poder contra os “maus”; afinal, veio-se a descobrir depois, até Salazar teria dado uma mãozinha invisivel na mirabolante fuga de Peniche ao secretário geral do partido dito comunista.
Quando o Espectro fez a sua aparição logo os teóricos (aos quais miseravelmente me dedico nas horas vagas) bateram as suas píveas intelectuais na perspectiva de se estar a assistir ao nascimento das tais “comunidades de leitores” de onde, da profusão individual das participações, nasce a riqueza de conhecimentos diversificados que permitem que a sociedade se torne também ela própria mais rica; ou das necessidades de partilha gratuita e de outras tretas. Mas o clone modernaço do “Sampaio da Revolução” de bem com os miguelistas de Novembro, tornar-se-ia num “emblema singular do jornalismo doutrinário e da luta pela Liberdade”? como o velho Espectro o foi "da sombra das victimas que acompanhou sempre os seus assassinos e opressores? – seria a umbra mortis, esse fantasma que não deixa de atanazar o rico no seu palácio nem o pobre na sua cabana? – seria o innocente a clamar vingança contra o seu perseguidor?, foi o dedo invisível da Providência a escrever nas paredes da casa de Balthasar e sentença da sua morte”?
Nada disso. Aqui nem o redactor nem o tipógrafo que faziam chegar os panfletos por portas travessas às caixas de correio dos ministros, foram perseguidos. O Vasco Guedes, dito Pulido Valente por via do marketing que o nome do avô comunista lhe legou, tinha tido aquela ideia do Blogue apenas para mostrar competência na angariação de audiências para garantir emprego certo como colunista no “Público” à mulher Constança desempregada vinda do falido “Independente”.

Afinal,
dando alento aos cépticos sobre as elaboradas teorias conspirativas que regem os grandes temas, por uma vez sem exemplo, o grande acontecimento teve razões bem mais comezinhas,,,
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sexta-feira, dezembro 29, 2006

a melhor piada do ano,,,














Usando aviões fretados, a CIA realizou mais de mil vôos secretos sobre território europeu entre Janeiro de 2002 e Julho de 2006, para transporte de passageiros e no âmbito do chamado “combate ao terrorismo”. Usando aviões alugados de “fachada”, a CIA explorou o recurso legal que permite que aviões privados aterrem em aeroportos estrangeiros sem terem de informar as autoridades locais, ao contrário de aviões do Governo ou militares. O caso está a ser investigado pelo Parlamento Europeu e a eurodeputada Ana Gomes entregou em Bruxelas uma lista de 77 voos de e para a base de Guantanamo que sobrevoaram o espaço português e outros 17 que fizeram escalas nos aeroportos das Lajes e Santa Maria nos Açores. Esta lista, refere a revista Visão, contradiz as informações prestadas à comissão de inquérito do Parlamento Europeu pelo actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, quando ainda era ministro da Defesa, que disse que não constavam dos registos portugueses quaisquer voos com referências à base de Guantanamo. Paulo Portas, predecessor de Amado na pasta da Defesa, também recusou testemunhar perante a comissão, alegando nada ter a declarar. A polémica promete durar. Ninguém quer assumir responsabilidades, mas como diz Freitas do Amaral, "tinha sido mais prático o Estado português admitir que foi enganado".
enganado?
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quinta-feira, dezembro 28, 2006

e Escalada,

Dêem uma oportunidade à Paz (ver videos)

ler artigo de David Gee, (do Publico)

Àcerca do recém- finado 38º amado líder Gerald Ford diz a imprensa que foi o único presidente da história dos Estados Unidos que não foi eleito. Não é verdade! Pelo menos Lyndon B. Jonhsson que chegou à Casa Branca na sequência do assassinato de Kennedy (que se opunha à presença militar no Vietname) também não foi eleito. Foi ele que levou à escalada da guerra noVietname. Na época 'The Ugly American' (1963), chamado entre nós com o sonso titulo de “o Embaixador” retratava perfeitamente a situação da luta anti-comunista num país asiático imaginário chamado “Sarkan”. As actividades clandestinas da CIA e o Complexo Politico Militar não são meros chavões retóricos.

Depois do vice- Presidente Jonhsson ascender ao Poder onde antes apenas estavam destacados algumas centenas de “conselheiros” poucos meses depois estavam meio milhão de soldados! Foi esta situação que foi trespassada ao notório simpatizante nazi Richard Nixon (“eleito” pelo processo “Watergate” quando Edgar J. Hoover investigava as conexões Nazis da banca americana no pós-guerra, que o levaram ao Union Bank – propriedade do pai de George Herbert Bush. O director do banco desde 1942 é Averell Harriman (futuro secretário de Estado) – que em conjunto com as famílias dos magnatas Ford e dos banqueiros judeus Rockefeller e Rothschild financiaram a campanha de Nixon. Todos eles estão implicados no assassinato de Kennedy). Pelo Vietname passaram mais de 8 milhões de soldados, enquanto actualmente na "guerra ao terrorismo" o número ascende a 1.440.000. Nixon, o presidente mais odioso de sempre, enfrentou a maior onda de protestos jamais vistos nos EUA; enquanto Bobby Darin, um menino pobre do Bronx, estava em voga com "Simple Song of Freedom" (e se engatava sopeiras pirosas ao som de "splish-splash") e John Lennon juntava 1 milhão em Central Park para entoar “Give Peace a Chance”. A citação "dêem uma oportunidade à Paz" continua mais actual que nunca.
Gerald Ford chegou ao poder depois da demissão de Richard Nixon, em Agosto de 1974, na sequência do escândalo Watergate, tendo provocado acesa controvérsia ao conceder um perdão total e incondicional a Nixon por quaisquer crimes que pudesse ter cometido enquanto presidente. De acordo com os analistas políticos, este gesto custou-lhe a reeleição em 1976 (perdeu para o “democrata” Jimmy Carter) mas permitiu pôr uma pedra sobre Watergate. È assim quer funciona: todos diferentes, todos iguais nos mesmos objectivos. O "choque de civilizações" é a face actual do plano para ampliar a supremacia americana.
Também no Vietname se fizeram simulacros de eleições, sendo a ideia a mesma de sempre: "naturalizar" essas guerras ou seja, manter um governo e um exército subordinados, governo e exército fantoches a fazer o trabalho sujo, enquanto os americanos se mantêm em bases estratégicas fortemente protegidas, aptos a intervir directamente apenas em expedições punitivas de grande envergadura... isto é um modelo militarmente muito débil e politicamente devastador, como foi aliás o apoio e sustentação ao governo títere de Van Thieu no Vietname do Sul.







A Guerra no Iraque, 2003-2006
www.youtube.com/watch?v=0aeCNEP6jpw

* Sean Penn: ""devemos iniciar o processo de destituição de Bush, fazer as malas e sair do Iraque"" (em espanhol aqui)
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Bem-Vindo ao Deserto do Real,,, É assim que, no filme Matrix, Morpheus introduz um Neo siderado à «verdadeira realidade» de um mundo devastado que uma realidade virtual alienante esconde. Ou de como emagrecer evitando as "mãos sujas na massa" e fazer regredir a entropia neoliberal através da revisão do programa da Firma Balsemão, sem passar fome. Bem-Vindos aos Oásis do Real:

Um Herói do Nosso Tempo

Auditorias efectuadas a empresas geridas por António Cardoso e Cunha entre 1998 e 2003 descobriram um buraco financeiro da ordem dos 14,5 milhões de euros, assim como desvios de verbas de vários milhões. Membro dos governos de Nobre da Costa, Mota Pinto e Sá Carneiro, comissário da Expo98, vice-presidente do PSD, presidente da TAP em 2002 nomeado por Durão Barroso, Cardoso e Cunha foi alvo no ano seguinte de vários processos relacionados com os seus negócios pessoais, nomeadamente com uma cervejeira moçambicana que nunca chegou a ter actividade e que serviu de cobertura para obter da Caixa de Crédito Agrícola e do Banco Totta/Santander créditos no montante de 6 milhões de euros, sendo esses fundos depois transferidos para contas no estrangeiro. Decretada em 2005 a falência pelo tribunal, foram os seus bens congelados mas sem efeito prático, visto que toda a fortuna (prédios, carros, contas bancárias) tinha sido colocada em nome dos filhos do casal ou transferida para empresas offshore.

in “Filhos da República” na “Politica Operária” nº106
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quarta-feira, dezembro 27, 2006

entre a fé e a ciência: as tangas dos livros religiosos (I)

fantástico: João vê surgir do céu um prodigio quando Maria a filha de Sião estava a dar à luz e aparvalhado assiste à tentativa do dragão vermelho com sete cabeças lhe querer devorar o menino.
Giusto de`Menabuoi fresco na "Cappella degli Scrovegni" (cerca de 1305)

Episódio I - Menáge a trois, com pomba.

Tom Waits, "Waltzing Matilda"

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Mal o puto nasceu, sem o pai ter emprenhado a mãe,
os carolas zelotas toparam logo que estava ali uma mina, porque
a coisa começou a atrair a malta da guita. Vinham atrás da estrela de
Belém. Sorte a deles, que o miúdo fosse judeu.

esta "Adoração dos Magos", foi pintada por Duccio di Buoninsegna em 1355 na scuola da familia mais rica de Siena, os Lorenzettis, estando hoje exposta no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid.

Seja milagre divino, ou dança celestial dos planetas, certo é que a simbologia do objecto dourado que pairou sobre Belém contrasta com a explicação cientifica plausivel para as aparições do cometa. Contudo, entre as camadas mais ignorantes da sociedade, a crença na

"Imaculada Concepção"
mantém-se com pujante vigor na nossa era. Não há surpresa alguma nisso: a ignorância é paga pelo Estado, em favor das benesses dos oligarcas que lhes detêm os cordelinhos.
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segunda-feira, dezembro 25, 2006

Feliz Natal,
a Guerra Acabou!








É assim o capitalismo: quem
a montante decide a guerra
pela apropriação dos recursos,
decide tambem a jusante pelas
oportunidades de negócios que
a destruição proporciona.
Fique Feliz


E tão certo como tudo o que se acaba, uma das maiores
lendas do lado negro do sentimento de felicidade,
morreu hoje. "I Feeel Nice, I got You", disse-lhe a Morte.
so long Mr. Dynamite!
"Get up, get on up
Stay on the scene, like a sex machine
Wait a minute!
Get on up and then shake your money maker,
Shake your money maker"...
(tremam seus fabricantes de dinheiro)
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domingo, dezembro 24, 2006

“a teologia da libertação deve ser entendida na sensibilidade ao sofrimento dos outros”
Johann Baptist Metz, na enciclica Lumen Gentium

"Se bem que as vítimas são o meu problema – os assassinos não o são! Os assassinos são o problema de outros, mas não o meu; outras pessoas deverão entender ou deverão fazer a tentativa de entender porque os assassinos eram cristãos"
Elie Wiesel, filósofo Judeu, libertado de Auswchitz

Palestina 2006, a "Adoração do Menino"












Poderiam ser todos, excepto o lobie gay do largo do Caldas. Não interessa nada especificar qual é a identidade do homem que sustem nos braços o cadáver do menino. Podería ser libanês cristão, ou muçulmano- libanês, ou israelita, ou árabe- israelita, ou jordano, ou palestiniano, ou sirio, ou iraníano-chiíta, ou iraquiano-suníta, ou... norte americano. Na verdade nenhuma sociedade pode estar livre da tristeza, da raiva e da impotência quando actos desta natureza nos alcançam. Na realidade, os sentimentos humanos não têm pátria nem fronteiras. Tal como os interesses do Capital.



Nasce um deus. Outros morrem. A Verdade

Nem veio nem se foi: o Erro mudou
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.

Cega, a Ciência a inútil gleba lavra
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo deus é só uma palavra.
Não procures nem creias; tudo é oculto

"Natal", Fernando Pessoa

sábado, dezembro 23, 2006

Este mundo indigna-nos com tanta tristeza
que conseguir andar feliz é uma proeza.
pimba!

Eminem, 50 cents, cash, Loyds Bank,,,

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3 Contos de Natal:

"God Bless America"
"Consumo, Logo Existo"
"Cuba e a Esperança num Mundo Melhor"

Os "Ecologistas em Acção" recordam as consequências ambientais e sociais negativas provocadas por um modelo de consumo baseado no desperdicio de recursos e na crescente produção de residuos, pedindo uma aposta decidida por alternativas sustentadas na hora de celebrar as festas. Tá bem abelha. Em Portugal esta organização tampouco tem representação.

vocês que estão livres da parte financeira, lembrem-se que,
para muitos não há natal nenhum, por isso cantem connosco,
"On Christmas day I travel `round the world and say, Islamists,
Jews, Taoists, Krishnas, Buddhists, and all you atheists too,
Merry Fucking Christmas, To You!"

e uma pílula para desenjoar:
Legendary Tiger Man
Galeria ZDB – Lisboa, dia 25 de Dezembro às 23 h.
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sexta-feira, dezembro 22, 2006

"Toda a verdade atravessa três fases:
Primeira, é ridicularizada; Segunda, é violentamente contrariada; Terceira, é aceite como a própria prova."
Arthur Schopenhauer (1788-1860)

Onde estava a esquerda americana durante a campanha que terminou no dia 7 de Novembro com a vitória dos democratas nas duas Câmaras do Congresso? Na rua, mobilizando as pessoas contra a guerra no Iraque? Não, os notáveis do movimento contra a guerra estavam a enfadar o público com intermináveis tiradas com o objectivo de provar que o 11 de Setembro foi uma conspiração interna fomentada por George Bush e Richard Cheney”
Assim começa Alexander Cockburn, apresentado como figura marcante da esquerda radical dos Estados Unidos, e principal responsável pelo site “Counterpunch.Org” um artigo intitulado “A Conspiração Inexistente” publicado na edição portuguesa do “Le Monde Diplomatique” (uma versão pode ser lida aqui, em francês) ou no original em inglês: “A Idade da Irracionalidade – os Conspiracionistas do 11/9 e o Declínio da Esquerda Americana

A ideia geral de Cockburn é a de que a Administração Americana seria suficientemente incompetente e os imponderáveis de conjugar os meios para tão grandiosas acções seriam improváveis porque exigiriam a colaboração de milhares de pessoas, as quais não seria de todo possivel manter-se caladas, não permitindo por isso a dissimulação posterior – e cita Maquiavel: “uma maquinação aumenta o risco de ser desvendada sempre que exige um novo cúmplice”. E é curioso que seja isso mesmo que está acontecer: por via de haver tanta gente a acrescentar novos indícios, 40% dos americanos acreditam na teoria do Inside Job. Cockburn diz que “a ideia de levar esses disparates ao paradoxismo está a prejudicar a esquerda” passa pela afirmação que a “teoria da conspiração tem origem no desespero e no infantilismo politico” e que enquanto andamos distraidos com isso, deixamos Bush à solta nas conspirações verdadeiras, os especuladores imobiliários, os negócios do complexo militar, as malfeitorias fiscais, etc. A Casa Branca congratula-se com as obsessões relativas à “conspiração” do 11 de Setembro, que desviam a atenção das mil e uma efectivas manigâncias do sistema de dominação actual, conclui.
Depois de umas pinceladas de descrédito lançadas sobre “O Novo Pearl Harbour” de David Ray Griffin por manifestar excesso de fé na eficácia americana remete-se para o "Counterpunch" onde o físico Manuel Garcia Jr. explica em três relatórios separados as leis da fisica e “os mitos de conspirações que não existem”, a saber: Parte Um, a Fisica - Parte Dois, a Termodinâmica - Parte Três, O Fogo Negro na torre WTC7
A ideia geral é que o recurso à hipótese das cargas explosivas seria absolutamente desnecessário para explicar a queda acelerada das torres, incluindo a torre 7, não percutida por um avião. Outro, engenheiro dissecou os motivos práticos segundo os quais a teoria dos explosivos é tão improvável que se torna absurda; e para a refutação “técnica” dos principais elementos da teoria da conspiração remete-se para esta declaração de intenções.

Sobre o caso mais evidente do Pentágono o discurso é mais ou menos este: “não passa pela cabeça dos defensores da tese dum golpe-de-estado a ideia de que o fumo, no momento em que certas fotos foram tiradas, terá podido obscurecer o tamanho da perfuração, e a ideia é logo rejeitada”. E desencanta uma testemunha mirabolante, uma única, para atestar aquilo que centenas ou milhares de pessoas não viram - Charles Spinney um ex-funcionário do Ministério da Defesa.
JoAnn Wypijewski completa o ramalhete com um dossier sobre “Conversações no Ground Zero” tidas com gente anónima no local em 11 de Setembro de 2006.
Ou seja, espera-se deste tipo de opinião de turistas mórbidos (1*), algo similar à expectativa que se possa ter no nosso mecânico de oficina lá do bairro para estar apto tecnologicamente a construir uma nave espacial.

E agora "Sofocleto"? (qual é a contra-conspiração aplicável à "Conspiração Inexistente"?)

A minha opinião assenta em dois pontos:
1 - Não existe representação politica organizada de Esquerda nos Estados Unidos. Cockburn deve ter visto foi "esquerda", que é quem faz de maneira limpa o trabalho sujo dos neocons. Existem apenas movimentos cívicos e alguma carolice de grupos restritos em redor de coisas como a Monthly Rewiew, a New Left Review, E. F. Schumacher Society, o recente Axis of Logic, etc. A titulo individual nem uma vulgar T-Shirt contestatária podem usar sem que lhes caia em cima o ónus do socialmente odioso. Estes grupos minúsculos lutam com grandes vicissitudes económicas para manter qualquer actividade, ainda que seja só para se saber que existem. Nos EUA quem não tem dinheiro não tem mesmo hipótese nenhuma de contrair vícios.
2 - O "Counterpunch" fazia frequentes e lancinantes apelos aos seus subscritores e simpatizantes para que os sustentassem com donativos. A sua sobrevivência estava em causa. (this, is America!) (ou isto). Enfim, devem ter garantido finalmente a subsistência por via de algum generoso financiamento, sujeito à condição sine qua non de moderarem o discurso,,, (em particular nesse ponto da limpeza e apagamento do 11/9)

(1*) Os turistas de outros estados, com opinião formada nas cadeias de televisão, quando desembocam no Ground Zero, patrióticamente, costumam rezar uma lenga-lenga de teor holocáustico do tipo "Nunca, Nunca mais". Na opinião de Jerry Russell, nesse género de dialética, "Never Again" significa "Again and Again"
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quinta-feira, dezembro 21, 2006

a parceria Galp-Sonangol vai de vento em popa


As eleições legislativas e presidenciais foram novamente adiadas em Angola sem que isso seja expressamente mencionado. José Eduardo dos Santos garantiu mais três anos no poder.(via miss Helena Matos

do mal o menos,,, Se houvesse eleições era para as manipular, como em 1992. Ao menos assim sempre sabemos a qualidade do mafioso que está em charge.
Importante era que o caso "Angolate" fosse julgado em França, (ver mais, aqui, aqui e aqui), coisa que está ainda muito longe de acontecer - há grandes pressões internacionais para que isso não aconteça - mas era aí que se veria como o ex-ministro Barroso e o agora PR Cavaco também estão implicados na criminosa venda ilegal de armas a Angola.

o móbil do crime? é este: para lá desta cancela
só passa quem trabalha naquilo que
é tudo nosso (deles, dos senhores 30%)

se quiser ver como são as plataformas petroliferas,
venha por aqui ver mais fotos
mas antes, vamos desejar um Bom Natal aqui aos miúdos
(que não contam para este totoloto)

e já agora, também a estes,
para que se veja a diferença

Somos Cubanos, não temos petróleo, temos roupinha lavada,
ensino à borliú, emprego garantido quando se acaba a escola,
saúde gratuita, habitação a preços irrisórios, ninguém
nos anda a roubar o nosso futuro e, mais importante
temos um enorme sorriso nos nossos rostos!, mas,
o Presidente do nosso regime é que é o "mau da fita",,,
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quarta-feira, dezembro 20, 2006

“Sandino” (1989)
o filme do realizador Miguel Littin, sobre a vida do revolucionário considerado como o primeiro “General dos Homens Livres” na América, fundador da independência da Nicarágua contra a ingerência dos Estados Unidos, cujo papel principal é desempenhado por Joaquim de Almeida, inédito entre nós, em vez de ser exibido como anunciado, foi Censurado.

No âmbito da planificação cultural que decidiu da unificação da Ibéria como ideia politica neoliberal na prestação se serviços (sub-imperialistas) para a America Latina e África, a EGEAC, o Departamento que trata da cultura na Câmara Municipal de Lisboa, co-produziu no cinema São Jorge, em conjunto com a “Associação Lumiére Noire” de Barcelona, o festival de cinema ibérico - uma coisa chamada “Hola Lisboa”. O evento, que exibiu algumas peliculas interessantes como “Babel” (co-prod. USA-México) “90 Milhas” e “Salvador” (Espanha), “El Brigadista” (Cuba), “Movimentos Perpétuos”(*) e “Pele” (Portugal), “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (Brasil) e “Oxalá Cresçam Pitangas” (co-prod Portugal-Angola), foi um fiasco, pela não promoção e subsquente ausência de público.
Para o encerramento prometia-se uma gala para distribuição de prémios, os “Galos de Ouro”, uma homenagem a Joaquim de Almeida pela sua carreira, e a exibição de "Sandino".

Aquilatando da qualidade da organização, que “meteu” discurso do vereador do pelouro da CML e tudo, a sessão foi apresentada por um fulano (benza-o deus) famoso por ter ganho o concurso “Bar da TV”; integrando o júri a estilista Fátima Lopes. As "gaffes" e o amadorismo foram uma confrangedora constante. Joaquim de Almeida, visivelmente embaraçado, depois de receber a estatueta do “Galo”explicou às não mais de meia centena de pessoas presentes que (citando), “a rodagem do filme feita na Nicarágua foi dificil porque coincidiu com a guerra verdadeira, patrocinada pela CIA na ajuda aos Contras para acabar com a “Frente Sandinista” então no governo”. A obra de Littin, cineasta chileno obrigado a exilar-se em Espanha a partir de 1973 depois do golpe de estado de Pinochet, é a narrativa da segunda guerra (1926-1934) de ingerência dos EUA no exterior (a primeira foi Cuba em 1898), e não é coisa de que os norte americanos se possam orgulhar – o filme conta a história dos crimes que levaram ao poder o sanguinário ditador pró-americano Anastácio Somoza que comandou durante décadas um regime de terror implacável. “Quando “Sandino” ficou pronto” continuou o actor português, “e os métodos de intervenção externa dos EUA (então ainda pouco conhecidos) para a expansão dos seus interesses comerciais foram expostos, a própria CIA interveio e inviabilizou que o filme fosse exibido nos Estados Unidos. E concluiu: “Enfim, esperemos que agora com esta vitória dos democratas este tipo de práticas, que atingem hoje a maior paranóia de sempre, termine de vez e se consiga expulsar o expoente máximo da ilegalidade que é este presidente”
A seguir à sessão de entrega dos prémios, metade da escassa assistência abandonou a sala e começou a exibição. Estranho, a pelicula não tinha genérico de apresentação, as legendas em inglês só se liam pela metade; o filme começou por uma cena de repressão das forças de ordem sobre a população faminta e indefesa. Pouco depois Sandino é preso e fuzilado. Que diacho, então ainda agora começou e matam-nos já o nosso herói? – após breves minutos começam a correr os créditos finais. A bobine só continha vinte minutos dos 136 minutos totais, e ninguém da “organização se tinha dado conta disso”.

Uma dúzia de indispostos lá protestaram, sem obter qualquer resposta ou explicação, e por fim os próprios funcionários da EGEAC devolveram o dinheiro dos bilhetes. Impávidos e sem abrir a boca lá ficaram Edgar Pêra (* um dos premiados) e a namoradinha, a coquette Joana Amaral Dias, pavoneando-se pelo foyer, sem manifestarem qualquer opinião. Aliás, apanágio de uma certa “esquerda” nem tinham lá ido para ver “Sandino”, obviamente. E aqui está, a forma como a CML dispende as verbas da Cultura. The End e uma sugestão: podiam entregar isso ao LaFéria, ao menos sabiamos antecipadamente com o que se podia contar.

(*) Edgar Pêra, durante o festival, dirigiu um “workshop” em que jovens estagiários das escolas de cinema ensaiaram filmar sobre o tema “Tortura” ácerca de Guantanamo e das prisões secretas da CIA. Segundo informe dos organizadores, e perante um encolher de ombros de Pêra, também “por motivos burocráticos” nada disto foi exibido. Tomem lá (dai cá) dinheiro e deixem-vos (nos) andar entretidos,,, (pareceu-me ouvi-los “civilizadamente” pensar, a uns e a outros). Tortura? é essencial que estas coisas não passem dos papéis de estimação arquivados nos esconsos das élites. E repare-se como os links do "Festival" já desapareceram imediatamente do mapa (www.holalisboa.com)
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terça-feira, dezembro 19, 2006

o suave individualismo dos "militantes" do Bloco

Daniel Oliveira (DO), reconhecido por amplos sectores do centrão neoliberal como militante de extrema esquerda, mas que, (para não deixar clientela de fora) tem coluna e mochila ideológica acampada no jornal do principal mentor do Grupo Bildelberg em Portugal, entre façanhudas querelas (à séria) com os seus antipodas politicos, lá vai arranjando disponibilidade para exercitar a sua arte de comparar "ditadores". Ainda este fim de semana, na reunião de palonços (excepção feita, talvez, a Clara Ferreira Alves) que dá pelo nome de "O Eixo do Mal" o conviva D.O. da burlesca mesa-redonda de futilidades, visivelmente irritado, e agastadissimo, declarava que não tinha vertido uma única lágrima por este conforme, de igual forma, não verterá também nenhuma por este. Simplesmente assim, absolutamente simplório, como se fosse uma questão de pessoas a titulo individual; como se se pudesse comparar a ditadura chilena com a sua base social de apoio especifica (os sectores minoritários mais retrógados da sociedade),

com a opção de democracia popular maioritária, livremente consentida, implementada e institucionalizada por todo o povo de Cuba.
Os que condenam a Revolução Cubana como totalitária, só falam de alguns dos presumiveis erros, porém jamais se recordam das soluções de recurso que tiveram de ser encontradas por via de um bloqueio criminoso.

Hugo Chavez, outro ódio de estimação na galeria de personagens "sinistras" que o Daniel abomina (é tonto, diz ele), pareceu ouvir a picada da pulga e respondeu-lhe à letra:
Al socialismo no vamos a llegar por arte de magia... necesitamos un partido, no una sopa de letras”.
Para engulho e grande escândalo entre os potenciais apoiantes do nosso P"S"(D), aqui está, indecentemante vestido de rosa-choque, o longinquo Partido Socialista Unificado (da Venezuela)- uma remake exacta das necessidades sentidas por Cuba na evolução do seu processo de democratização económica:



Modesta contribuição para perguntar ao Daniel Oliveira, à Joana Amaral Dias e a outros compinchas sociais democratas do BE porque é que (?) eles podem a titulo individual aspirar aos seus lugarinhos à mesa do orçamento, e os povos como entidades colectivas organizados em torno dos seus lideres não podem tomar conta dos seus destinos?, sem que lhes caiam em cima as mais torpes deturpações?

relacionado:
"O terrorismo intelectual dos obesos escribas ao serviço das élites do "mercado Livre "servem os objectivos politicos concretos dos (neo)Conservadores"
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segunda-feira, dezembro 18, 2006

Eu Carolina

(dizem por aí que blogue que não ostente titulo similar a este em epigrafe, cai para metade da audiência habitual. Assim sendo, para acompanhar a onda, aqui vai um post alusivo à quadra justicialicia). Uma prendinha de Natal,


eu bem piei e voltarei a piar, mas o pinto eventualmente só irá parar à gaiola quando eu já estiver assim,,,




(ver mais, nos bastidores)

ps - o próximo livro vai ser sobre o viagra que se utiliza no futebol, enquanto a corrupção em todas as outras áreas, (aquelas que verdadeiramente contam), serão ocultadas por esta nuvem de fumo.

relacionado:
"China, prostituição e repressão"
A China cresce como poucos, sobretudo no incremento da investigação científica que já superou o Japão e se colocou em segundo lugar depois dos USA. Entre progressimo e tradição aparece um facto curioso de prostituição. Foram presas prostitutas e os seus clientes, todos condenados não só a prisão mas expostos publicamente na praça mais central para serem criticados pela opinião pública (um velho costume chinês). Mas no mundo da Internet os criticados foram os autores daquela repressão: 80% do fórum www.sina.com condenou aquela politica. E os principais a protestar foram mulheres de uma associação feminina. (via Indymedia)
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a Time elegeu o "utilizador da Internet" como a Pessoa do Ano, quando constatou que no sistema de votação da sua página Web o presidente Hugo Chávez liderava as preferências do público com 35 por cento dos votos. Seguía-se Mahomoud Ahmadinejad com 21 % e a lider democrata Nancy Pelosi com 12 por cento. (ver mais), então, por exclusão de partes,

a Pessoa do Ano és

dizem eles que,
"o Individuo está no centro da evolução do futuro" mas,, acescentamos nós, desde que tenha capacidade para pagar impostos a fim de suportar as clientelas e corporações que usurparam o aparelho de Estado em seu beneficio - e não ponha em causa o Mercado, questionando o seu papel de "consumidor"
,,, ora o Consumo é coisa de minorias, como se sabe,

é interessante notar como o link da noticia publicitada por um conhecido sitio internet (neo)Liberal nos remete para a edição interna da Time nos Estados Unidos, onde se leva de chofre logo com um anúncio da Chrysler, enquanto a edição da Time destinada à Europa não se atreve a tanto. Atendendo à recente polémica sobre os fazedores do Blasfémias serem pagos para editar o blogue, parece-nos óbvio que os interesses comerciais não se podem perder de vista. Que compre quem quiser.
Os americanos compram, claro, como compram sempre tudo mais que os outros. Nos USA a média de utilizadores de internet ronda os 70% e a sua utilização está vulgarizada por via dos preços baixos; entre nós pouco ultrapassa os 30% e a prestação do serviço tende a ser cada vez tendencialmente mais cara. A Censura (que próximamente se agravará com a Internet2) será exercida por via dos constrangimentos económicos impostos. Está no nome: Impostos.
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domingo, dezembro 17, 2006

"Afinando as Notas", aguarela de Carl Larsson, 1898















a Festa da Musica acabou. René Martin diz que lhe roubaram a ideia. O Expresso faz campanha no forum "Vamos salvar a Festa da Musica", a favor do mais popular evento de música clássica em Portugal; esforço fingido, condenado ao insucesso, de que restarão apenas as "boas intenções" de que o inferno está cheio. Então não é muito melhor, na óptica do individualismo prégado pelo liberalismo, cada um e cada qual tocar à sua maneira o que quiser, em sua casa?, voltarmos às nossas raizes, ao século XIX, deleitar com as nossas virtualidades os nossos familiares, que são os únicos que afinal nos podem dar de retorno o apreço que merecemos?
é urgente que haja um piano em cada casa portuguesa!, ou um fagote, no minimo, ou um pífaro - nada que faça lembrar a beleza colectiva de uma Orquestra, sem que se pague 50 euros por pessoa nas catedrais da élite. A propósito, até a Gulbenkian pôs termo às noites no Coliseu com as grandes orquestras mundiais, a que podiamos assistir no glorioso peão, lá em cima, junto ao tecto,,,

Um patusco comentador faz uma sugestão a Sua Excelência o Senhor Presidente do CCB Doutor António Mega Ferreira: "Programe para 2007 uma festa de música constituída por toques de telemóveis. Sai muito mais barato e tem o apoio certo da Vodafone, Tmn e da Optimus, excelente ideia pois desta forma, pelo menos os impostos estarão salvaguardados dos habituais "gestores" públicos! Ironias àparte vamos então à realidade.
mais do mesmo, ou o vazio


Quando chutaram o Mega para Belém foi com a intenção pré- determinada de reformular o projecto por forma a repor a verdade inicial - o CCB é uma obra cavaquista. O plano de acção é simples (é um bocado mais do mesmo, mas paciência): limpar a casa pondo as despesas a zero (museu entregue de bandeja ao Joe do Banif) e construir o 3º módulo já previsto desde o inicio do CCB que prevê um Hotel e um Centro Comercial (140 mil M2 de construção nova). Tudo o mais que se disser é folclore. Estão de parabéns o lobie do Betão, os empresários e os clientes de uma zona de luxo, assim como se dá novo alento aos basbaques calcorreantes de corredores de centros comerciais que arrastam os fundilhos na cobiça das montras de néon em dias de sol radioso. É a isto que se chama "coesão social" na óptica cavaquista; qualquer diabo pode comprar prada, e os comedores de pipocas em cinemas também não serão esquecidos. Sem dúvida que isto é outra música - Olhem para o resultado: não é lindo? pra uso de todos à mesma, e bué da cosmopolita? (com a porcaria da cultura varrida do mapa. Morra a Cultura, viva a Kultura! pimba)

sábado, dezembro 16, 2006

a Democracia grega incentivava a luta de Galos















Jean-Leon Gerome, 1847 – Museu D`Orsay

¿ então senhores barões, militantes e simpatizantes do PSD, vocês vão-nos desmentir aquela nossa velha impressão que Vossas Excelências só se constituem em Associação quando estão sentados no Poder e há bastas benesses e mordomias para distribuir?
Para além do camarada de Gaia há por aí mais alguém capaz de ter um discurso frontal? Façam qualquer coisa no intervalo dos almoços, mexam-se carago – p/e, podem começar por aqui, por exigir saber quem mandou “limpar o sebo” ao vosso fundador:

Falta de vergonha na cara
(uma carta do leitor Manuel Dias Martins, do Porto)

“É a primeira vez que escrevo sobre o chamado “acidente” de Camarate. De há 26 anos para cá, sempre dei o beneficio da dúvida às nossas autoridades policiais e judiciais para ser apurada a verdade. Quando tudo decidiram arquivar, sem qualquer procedimento, quis acreditar que tinham razão. Quem era eu, simples cidadão, que não sou polícia nem jurista sequer, para pôr em dúvida centenas de especialistas e magistrados. Agora que um indivíduo já referenciado pelas autoridades policiais vem a público, numa entrevista, confessar que preparou pessoalmente a bomba que terá vitimado um primeiro-ministro e um ministro da Defesa, ambos em funções, bem como outros dois acompanhantes e o próprio piloto, fiquei envergonhado de ser português. Mas quem não tem de facto vergonha na cara são os responsáveis de topo das autoridades policiais e de investigação, os magistrados da Procuradoria e todos os restantes que escreveram e decidiram que Camarate foi um acidente. A começar por Feitas do Amaral, que sem ninguém o obrigar, que eu saiba, veio no dia seguinte ao do trágico evento “determinar” em público que havia sido um acidente. Em qualquer outra democracia, de gente com coluna vertebral, a seguir às declarações do confesso criminoso, teria havido “mea culpa” dos responsáveis e demissões de cargos públicos, caso estivessem ainda em funções. Neste nosso amado cantinho, nada se passa, ninguém tem sequer vergonha na cara” (Publico, 14/Dez.)

Há uma aliança entre a mentira e a destrutividade: quanto mais se mente mais destrutivo se é, isto tanto a nivel individual como colectivo. É como se na politica estivesse institucionalizada a tolerância à mentira, ao faz de conta. Não há legitimidade para a mentira.

Rui Coelho, Psiquiatra do Instituto de Psicanálise do Porto, no colóquio “O Homem e a(s) Mentira(s)

(ps - o professor, decerto por lapso, ainda não deve ter notado que lá pelos galinheiros partidários quem trabalhar com base na verdade não sobe na carreira)
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sexta-feira, dezembro 15, 2006

Há merda em Teerão, dizem eles,














«¿Porque hão-de ser os palestinianos a pagar pelos crímes dos nazis?»

Foi sob esta ideia chave que reuniu em Teerão a "Conferência para a desmistificação do Holocausto"; Citando o Presidente Ahmadinejad : “O genocídio de judeus durante a II Guerra Mundial constitui um “mito” instrumentalizado para justificar a criação do Estado de Israel”. Efectivamente Israel, sob pressão do Sionismo internacional sediado na América do Norte, sempre foi uma testa de ponte para o assalto aos recursos imprescindíveis do Médio Oriente, solução que já vinha tomando forma e foi sendo deliberada e progressivamente preparada desde os tempos em que o Império Britânico recebeu o mandato da Sociedade das Nações, após a I Guerra Mundial, na sequência do qual se estabeleceram como administradores coloniais dos territórios da Palestina. O “acordo” para a independência no pós-guerra, foi absolutamente "imparcial": – em 1948 a 650 mil Judeus foram atribuídos 22.000 km2 de território, enquanto a 1 milhão de Árabes se destinaram 6.000 km2. Nos dias de hoje, somados os números da diáspora incentivada a estabelecer-se em Israel (dados de 2005) existem 6,9 milhões de judeus que exercem uma constante pressão demográfica visando, pela crescente ocupação de colonatos na Cisjordânia, inviabilizar por todos os meios o Estado da Palestina. Longe da situação das únicas vítimas do Holocausto, este debate vindo do Irão é algo que cria inquietação em Israel - sintomático, o criminoso Olmert logo se apressou a visitar o Papa, individuo sem escrúpulos, que na qualidade de jovem reformado da JuveNazi se apressou a receber o carniceiro,,,




















"este negócio do Franchising de lavar pés para fora já desde há 2000 anos que nos vem dando um resultadão"

ontem foi dia de Escola na Palestina









antes,
"Houve uma grande rusga, e muitos membros da familia foram apanhados e levados. Nós escapámo-nos e escondemo-nos algures. Depois houve outra rusga. Nós estávamos escondidos debaixo das tábuas do soalho. Eles dispararam através do chão. Depois andámos ao deus-dará. Era como se fôssemos animais nocturnos: caminhávamos durante a noite e escondiamo-nos de dia. Eu tinha 14 anos"
(depoimento atribuido a Hannes Weiss, sobrevivente de Auschwitz - citado na Casa de Anne Frank, multinacional de agit-prop)
depois