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quarta-feira, agosto 13, 2014

a "crise" fabricada em Portugal resulta do ataque ao Euro, uma moeda que foi criada para isso mesmo, para servir os propósitos dos investidores/especuladores financeiros globais

o Estado, pela mão do Banco de Portugal meteu 3,5 mil milhões de euros no BES para evitar a bancarrota quando o BCE lhe cortou a linha de crédito e se dividiu o lado bom e o lado mau da falência. Mas o Estado diz ao povo que não foi o Estado que meteu lá o dinheiro mas sim um "Fundo de Resolução" que não tem dinheiro nem sequer está legalmente em vigor; e o dinheiro que esste "Fundo" supostamente espera vir a ter seria dinheiro proveniente do conjunto de bancos nacionais que estão todos falidos. Agora o Estado vem dizer que o Novo-Banco-Bom já pagou os 3,5 mil milhões ao BCE. Como o BCE está impedido pelos seus estatutos de emprestar dinheiro ao Estado, só o podendo fazer aos bancos comerciais que por sua vez o emprestam com juros superiores ao Estado, de facto que aconteceu foi que o BCE reabriu um novo crédito de 3,5 mil milhões para o BES-Bom cuja responsabilidade tanto de gestor como de avalista do empréstimo pertence ao Estado. Simples não é?, mas não está pago... está transferido para mais dívida a pagar com mais juros...

Trata-se do mesmo método de endividamento de sempre, com nova roupagem. Então, o "banco bom" já pode falir? E o "banco mau" pode vir a dar lucro? os designios dos lacaios nacionais do Banco Central Europeu para já permanecem insondáveis... certo, certo é que neste entretanto em que se consolida a Ditadura Financeira, os "responsáveis" já puseram Portugal a arder com mais 3,5 mil milhões de Euros



Em 2012 já as três holdings de controlo do Grupo Espírito Santo, para um activo conjunto de 7,3946 mil milhões de euros, tinham acumulado um prejuízo global de 12,5 mil milhões de euros, ou seja, tinham acumulado prejuízos que engoliam quase duas vezes o activo conjunto das três holdings com sede em centros financeiros fora da jurisdição portuguesa.

Nesse ano o Grupo Espírito Santo já estava irremediavelmente falido, ainda que Ricardo Salgado, tenha conseguido iludir a insolvência, com a transformação contabilística de um prejuízo de 12,5 mil milhões de euros numa dívida de apenas 5,525 mil milhões de euros… Manobra de cuja autoria veio, conjuntamente com outras manobras, a acusar mais tarde o contabilista! - e nenhum dos supervisores deu conta do caso. Por incompetência, corrupção ou por ordem de quem supervisiona o supervisor? – entretanto a quadrilha de bandidos a retalho (os que roubam por grosso estão numa outra história) foi sacando dinheiro das muitas empresas do Grupo e foi-o colocando a bom recato nos offshores por esse mundo fora.

À data da declaração oficial da falência, a 30 de Julho de 2014, os depósitos do BES totalizavam, em números redondos, 37 mil milhões de euros, dinheiro que desapareceu no crash do BES em bolsa e nalguns bolsos privados. O banco faliu porque, sendo um banco comercial de retalho, utilizou, contra a lei expressa, os depósitos dos seus clientes para financiar, frequentemente sem conhecimento deles próprios, o endividamento das empresas do Grupo Espírito Santo, ao juro baixíssimo a que remuneravam os depósitos. No fundo, a quadrilha da família Espírito Santo transformou, assim, um banco comercial num banco de investimento nas dívidas das empresas do Grupo Espírito Santo.(dados coligidos do Luta Popular)

7 comentários:

Diogo disse...
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Anónimo disse...

e depois andam a roubar migalhas aos pobres para alimentar esta quadrilha de ladrões.
VIU

Diogo disse...
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Diogo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
xatoo disse...

caríssimo, como já deverias ter percebido, aqui não se dão respostas a insultos pessoais (ainda por cima) a questões desaparafusadas colocadas por lunáticos

Diogo disse...

Caro Xatoo,

Queria apenas dizer que agradeço a tua compreensão para a minha vulgaridade, mas que lamento a tua incompreensão para esta coisa da finança. E, afinal, é tão simples…

Um xi

xatoo disse...

já é velha... essa conversa da meia-dúzia de conspiradores da alta-Finança fechados num quarto escuro a decidir os destinos da humanidade... sem que mais nenhuma realidade exista no mundo. Passar bem